No Brasil, o valor do aluguel em áreas populares e favelas varia bastante, geralmente entre R$ 300 e R$ 1.200 por mês, dependendo de fatores como localização, tamanho do imóvel e acesso a serviços básicos. Em muitos casos, imóveis mais simples ficam na faixa de R$ 500 a R$ 800, enquanto valores mais baixos costumam refletir condições mais precárias.
Além disso, boa parte dessas locações ocorre de forma informal, sem contrato e com infraestrutura limitada. Em contraste com essa realidade, a história de Maurício da Cruz mostra um cenário bem diferente na China. Ele se mudou ainda jovem para Pequim e, anos depois, decidiu retornar definitivamente ao país asiático, onde construiu sua vida pessoal e profissional após estudar comércio exterior.

Foi nesse período que Maurício conheceu sua esposa, uma professora chinesa com quem iniciou um relacionamento após o fim das aulas. Atualmente, o casal vive em um imóvel cuja origem remonta ao antigo sistema habitacional chinês conhecido como danwei, no qual empresas estatais ofereciam moradia subsidiada a funcionários. Em entrevista ao portal G1, deu detalhes sobre como é morar nessas regiões mais simples.
Morar numa favela do Brasil é mais caro do que na China
Esse modelo permitiu que a família da esposa mantivesse o direito de uso do imóvel ao longo do tempo. Hoje, Maurício paga o equivalente a cerca de R$ 30 por mês de aluguel, um valor extremamente baixo quando comparado aos padrões brasileiros, ainda que o imóvel apresente limitações estruturais típicas de construções antigas e adaptações informais. Apesar do custo reduzido, a rotina envolve desafios, como espaços pequenos, pouca privacidade e construções improvisadas.
“Minha casinha antes não tinha banheiro até fazerem uma construção meio irregular, que é comum nesse tipo de área. São os ‘puxadinhos’, você ocupa um espaço que não é de ninguém ali, do governo, e levanta uma parede. Não é legalizado, mas sempre foi feito por aqui”, revela. Ainda assim, ele afirma viver de forma tranquila, destacando que as diferenças culturais e estruturais fazem parte da adaptação e não comprometem sua qualidade de vida.




