A inclusão da Colômbia na nova estratégia de segurança dos Estados Unidos, chamada “Grande América do Norte”, tem gerado preocupação no país sul-americano. A proposta, apresentada pelo secretário de Guerra Pete Hegseth, amplia o conceito de perímetro estratégico norte-americano e passa a considerar nações ao norte do Equador como parte de uma mesma zona de defesa.
O anúncio foi feito durante uma reunião com ministros da defesa do hemisfério, realizada na sede do Comando Sul, na Flórida. A estratégia redefine a atuação dos EUA na região ao incluir diversos países em um chamado “perímetro de segurança imediato”, com base em critérios geográficos e interesses estratégicos compartilhados.

De acordo com Hegseth, a nova visão se estende da Groenlândia até o Golfo do México e o Canal do Panamá, e abrange áreas banhadas pelo Atlântico Norte e pelo Pacífico Norte. Essa delimitação amplia o alcance da política de defesa norte-americana e reforça a presença dos EUA em regiões consideradas estratégicas. O secretário também destacou que barreiras naturais como a Amazônia e a Cordilheira dos Andes funcionam como referências para definir responsabilidades dentro desse novo modelo.
Declaração do secretário de Guerra dos EUA preocupa os colombianos
Países localizados ao norte dessas formações passam a integrar um mesmo ambiente de segurança, o que, na prática, pode significar maior coordenação, e também maior influência, dos Estados Unidos sobre essas nações. No caso da Colômbia, a inclusão ocorre por sua posição geográfica no hemisfério norte. Ainda assim, analistas apontam que a medida levanta preocupações sobre soberania e autonomia regional.
A proposta prevê compartilhamento de responsabilidades em defesa, o que pode impactar diretamente a política externa e estratégica dos países envolvidos. “Quando terroristas, assassinos e cartéis se apoderam de infraestrutura estratégica, recursos e cidades inteiras perto das fronteiras e costas dos EUA, ou lucram com a imigração ilegal em massa, isso representa uma ameaça à segurança nacional dos EUA e a todos vocês, às Américas”, declarou o secretário.





