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Síndrome pouco conhecida no mundo pode afetar mulheres na menopausa

Por Letícia Bonfante
02/09/2025
Créditos: Pexels

Créditos: Pexels

A menopausa representa uma fase crucial na vida de muitas mulheres, marcada pela cessação permanente da menstruação. Nesse período, algumas mulheres enfrentam a síndrome geniturinária da menopausa, uma condição que afeta entre 27% e 84% das mulheres no mundo. Essa síndrome, caracterizada por secura vaginal, desconforto genital e alterações urinárias, permanece desconhecida por muitas devido a fatores culturais e falta de informação.

Durante a menopausa, a produção do hormônio estrogênio diminui significativamente. Esse hormônio é essencial para manter a saúde dos tecidos vaginais e urinários. A sua escassez leva a sintomas como secura e irritação vaginal, problemas urinários e redução da libido. Essas manifestações não desaparecem com o tempo e podem impactar drasticamente a qualidade de vida e as relações pessoais das mulheres.

Créditos: Pexels

Diagnóstico e barreiras ao tratamento

Apesar de afetar uma grande parcela da população feminina, a síndrome geniturinária da menopausa é frequentemente mal diagnosticada. Aproximadamente 70% das mulheres não relatam seus sintomas por vergonha ou por acreditarem que são naturais do envelhecimento. Além disso, apenas cerca de 7% das mulheres buscam tratamento adequado. Esse desconhecimento se estende aos profissionais de saúde, que podem atribuir erroneamente os sintomas ao envelhecimento.

Existem tratamentos eficazes para a síndrome geniturinária, incluindo cremes de estrogênio vaginal, que ajudam a restaurar a umidade dos tecidos. Para quem não pode usar estrogênio, hidratantes vaginais e tecnologia de laser fracionado são alternativas promissoras. Essas opções não hormonais têm se mostrado eficazes para reverter algumas alterações causadas pela síndrome, contribuindo para a qualidade de vida das mulheres afetadas.

O avanço das pesquisas e um aumento da conscientização são sinais promissores. Com a informação correta e acesso às terapias adequadas, as mulheres podem enfrentar esse período com mais segurança e conforto. Espera-se que a medicina continue evoluindo para garantir tratamentos personalizados e eficazes.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Letícia Bonfante

Letícia Bonfante

Redatora especializada em conteúdo para web, domina assuntos como música, finanças e entretenimento.

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