Diante do entrave presente na guerra do Oriente Médio e da restrição nas exportações de fertilizantes, o cenário ganhou contornos dramáticos em função dos grandes produtores internacionais. Por ter o agronegócio como um dos pilares de sua economia, o Brasil teme o andamento do abastecimento do insumo. Isso porque China e Rússia, dois grandes exportadores, colocaram um pé no freio.
Na conjuntura atual, o território brasileiro adquire fertilizantes e matérias-primas de grandes potências, incluindo Irã, Omã, Canadá, Rússia e China. Contudo, parcela desses produtos é misturada no Brasil, fator que ainda não descarta a dependência internacional. Nesse intervalo, com a guerra, os fabricantes deixaram de exportar o insumo, tendo em vista o fechamento do estreito de Ormuz.
Por consequência desse cenário, uma alternativa viável passou a ser ampliar as aquisições dos produtos do território chinês. No entanto, a opção ruiu, tendo em vista a suspensão das exportações do país asiático. Em contrapartida, a Rússia também restringiu os embarques, em meio a um período considerado decisivo de plantio nesses países.
Reconhecendo a gravidade da situação, os produtores brasileiros se deparam com um trajeto conflituoso, tendo em vista a elevação dos custos, problemas logísticos e queda nos preços internos de grãos. Com as duas grandes nações priorizando seus próprios abastecimentos, a tendência é que o mercado nacional ganhe capítulos ainda mais dramáticos.
Prejuízos sentidos no Brasil
Ainda que a situação no Oriente Médio esteja longe de ganhar um ponto final, os produtores brasileiros tentam encontrar estratégias para reduzir os danos. Isso porque, além da valorização dos insumos no mercado, há ainda uma queda nos preços internos de soja e milho no Brasil. A resposta disso está diretamente ligada ao gargalo logístico que reduz o valor pago ao fabricante.
Embora a preocupação seja latente, é válido destacar que a dependência brasileira em função do mercado internacional ainda não é vista como desastre natural. Na prática, a safra principal ocorrerá somente no segundo semestre de 2026. Portanto, nesse intervalo, é possível que a compra de fertilizantes volte a acontecer de forma tradicional, sem empecilhos.





