Cenas de desespero ocorreram na noite de sábado (27). Um terremoto de escala 6,0 levou terror à região e deixou 25 feridos. Segundo o Ministério de Saúde do país, “12 estão hospitalizadas e 13 receberam alta”. O abalo sísmico foi a uma profundidade de 52 quilômetros, com epicentro no oceano Pacífico.
As autoridades registraram o terremoto às 21h51 e alertaram à população para a recorrência do fenômeno desde o dia 25 de dezembro. Ontem, por exemplo, mais um abalo sísmico de magnitude 4,8 no país. Segundo as informações do (Instituto de Geologia, Mineração e Metalurgia (Ingemmet) existem três zonas críticas.
Os abalos sísmicos, para além do terremoto, podem “gerar processos como desmoronamentos, quedas de rochas, deslizamentos, arenização ou outros fenômenos associados”, revelou o Ingemmet. A situação de final do ano, diferentemente do que se vê no Brasil, é bastante complicada no Peru.
O terremoto do sábado foi na região de Áncash. A cidade que está próxima do epicentro, Chimbote, foi a principal vítima do abalo sísmico. O principal hospital para os quase meio milhão de habitantes, fora as diversas escolas e residências demonstraram problemas estruturais.
O caos se instaurou com rachadura nas estruturas e mercadorias/produtos espalhadas pelos chãos e ruas de Chimbote. Os abalos sísmicos no Peru se justificam pela localização no Cinturão de Fogo do Pacífico. O país da América do Sul está na zona que concentra a maior parte de terremoto no planeta.
A região de Áncash, inclusive, registrou um dos fenômenos mais mortíferos dos últimos 100 anos. Em 1970, um terremoto que durou 40 segundos com magnitude 7,9 causou a morte de quase 67 mil pessoas. O epicentro do abalo sísmico também foi próximo a cidade de Chimbote, onde há um porto estratégico para o Peru.





