Um país europeu adotou um novo sistema de jornada de trabalho reduzida que tem chamado a atenção da comunidade internacional. Na Holanda, vem sendo aplicada a semana de quatro dias úteis de trabalho em diversos setores, o que faz com que a carga média de trabalho seja de cerca de 32 horas por semana, considerada a mais baixa de toda a União Europeia.
Mesmo com a mudança no sistema trabalhista, estudos apontam que o país segue entre os líderes em PIB per capita no continente, demonstrando que menos horas no expediente não significam necessariamente perda de dinamismo econômico. Na capital Amsterdã, por exemplo, empresas como a Positivity Branding adotaram o formato há anos. Os funcionários cumprem quatro dias de oito horas, sem redução salarial.

A estratégia prioriza qualidade de vida e eficiência para os trabalhadores, com foco em metas claras, menos reuniões improdutivas e maior autonomia das equipes. Outras companhias relataram ganhos semelhantes. Na Nmbrs, do setor de software, a direção afirma que a mudança reduziu afastamentos médicos e aumentou a retenção de talentos. A sexta-feira livre passou a ser associada a descanso, desenvolvimento pessoal e estímulo à criatividade, o que influencia positivamente o desempenho no restante da semana.
Holanda reduz jornada de trabalho semanal e consegue bons resultados
O modelo conta com o respaldo da Netherlands Trade Union Confederation (FNV), considerada a maior central sindical do país, que defende a formalização da semana de quatro dias como diretriz nacional. Atualmente, trabalhadores já podem solicitar legalmente a redução de jornada, o que ajuda a explicar o alto índice de empregos em tempo parcial na Holanda.
Apesar dos resultados positivos, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico alerta para a estagnação recente da produtividade. Com o envelhecimento populacional, o desafio será manter o padrão de vida elevando a produção por hora trabalhada ou ampliando a participação na força de trabalho nas próximas décadas.





