A descoberta da mina Braúna, localizada no Sertão da Bahia, representa um marco significativo na mineração de diamantes no Brasil e na América Latina. Situada a cerca de 10 km da cidade de Nordestina, essa jazida se destaca como a maior do país.
Ela é explorada pela Lipari Mineração Limitada, uma empresa canadense que investiu mais de 100 milhões de dólares no projeto. Desde o início da exploração em 2016, a mina tem revelado um potencial impressionante, com a possibilidade de aumentar a produção nacional de diamantes em até 495%.
A geologia da mina e sua operação
O sucesso da mina Braúna está ligado ao fenômeno do kimberlito, uma rocha vulcânica que é a fonte primária dos diamantes. O tubo de kimberlito sob a mina é responsável pela concentração dos diamantes encontrados, trazendo carbono das profundezas da Terra à superfície.
A operação da mina é intensa, funcionando 24 horas por dia com uma planta de processamento capaz de lidar com 2.000 toneladas de minério kimberlítico diariamente. A Lipari Mineração planeja expandir suas atividades, explorando o fundo da mina a 260 metros de profundidade, o que pode transformar a operação a céu aberto em uma mina subterrânea.
A capacidade de extração anual da mina é estimada em 340 mil quilates, o que equivale a quase meia tonelada de diamantes ao longo de sua vida útil de pelo menos sete anos. Com mais de 300 funcionários atualmente empregados, a mina promete lucros significativos, projetados em cerca de 750 milhões de dólares, além de gerar oportunidades de emprego na região, contribuindo para o desenvolvimento econômico local.

