Na última quinta-feira, 20 de novembro de 2025, aeronaves militares dos Estados Unidos sobrevoaram a região costeira da Venezuela, gerando tensão internacional. Entre os aviões, identificou-se um Boeing RC-135, especialista em inteligência eletrônica, que operou sobre o estado de Delta Amacuro.
Este evento ocorre no contexto de operações militares crescentes e pressões políticas intensificadas na América Latina, com os Estados Unidos empreendendo esforços contra o narcotráfico.
Em linha com a estratégia conhecida como “Operação Lança do Sul”, a presença dos aviões norte-americanos é parte de uma ação coordenada. Juntamente com a chegada do USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões do mundo, ao Caribe, a operação reforça a atuação militar na região. Com mais de 12.000 militares e várias embarcações, os EUA buscam desarticular redes criminosas transnacionais vistas como ameaças à segurança hemisférica.

Implicações internas e internacionais
A nomeação do Cartel de los Soles como uma organização terrorista pelo governo dos EUA acirra as tensões. A designação possibilita ações diretas contra recursos e estruturas ligadas ao grupo, apoiada pelo Departamento de Defesa norte-americano. O governo venezuelano, sob Nicolás Maduro, reage com alerta máximo, acusando os EUA de ameaçar a soberania nacional.
Nos últimos meses, os Estados Unidos realizaram 21 ataques a embarcações no Caribe e Pacífico, resultando em mortes significativas. Este aumento nas operações é oficialmente justificável como parte de uma campanha anti-narcotráfico. Contudo, para o governo de Maduro, a movimentação militar representa uma estratégia direcionada a seu regime.
Com as operações aéreas e marítimas intensificadas, as relações entre Venezuela e Estados Unidos se desestabilizam ainda mais, decorrente de políticas externas agressivas e um cenário diplomático em evolução.





