A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que assumiu o comando do país após a ação militar dos Estados Unidos que retirou Nicolás Maduro do cargo, anunciou uma nova reforma para a lei de hidrocarbonetos. A gestão presidencial avança para permitir que empresas estrangeiras e locais operem nos campos de petróleo.
As informações foram publicadas pela agência Reuters na quinta-feira (22). Para que a proposta saia do papel e entre em prática, será elaborado um novo modelo de contrato que permite que as empresas comercializem a produção e recebam os lucros das vendas. No entanto, as companhias vão seguir como sócias minoritárias da estatal PDVSA, permanecendo com parte dos lucros.

Delcy Rodríguez apresentou a proposta à Assembleia Nacional na semana passada, mas a reforma ainda precisa ser aprovada. Caso isso aconteça, mudaria completamente a estrutura da indústria petrolífera do país, que tem capacidade para ser o maior produtor do mundo, mas tem pouco aproveitado esse cenário nos últimos anos sob as gestões dos ex-presidentes Hugo Chávez e Nicolás Maduro.
Venezuela pode mudar lei de exploração de petróleo no país
Vale destacar que há um acordo entre Venezuela e Estados Unidos, que prevê o fornecimento de até 50 milhões de barris de petróleo do país sul-americano para o norte-americano. O tratado foi firmado por Delcy Rodríguez com o presidente americano Donald Trump, semanas depois após a prisão de Nicolás Maduro pelos EUA.
O plano dos EUA é de uma total reconstrução da indústria petrolífera venezuelana, com um valor estimado de 100 milhões de dólares (cerca de R$ 531,2 bilhões na cotação atual). De acordo com a Reuters, executivos do setor e possíveis investidores estão pedindo uma maior autonomia para produzir e exportar petróleo no país vizinho ao Brasil. A proposta permitiria ao Governo reduzir os royalties de 33% para 15%.





