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Vírus que vem assustando as Américas não há vacina para prevenir e nem cura

Por Juan Rodriguez
09/05/2026
Vírus que vem assustando as Américas não há vacina para prevenir e nem cura

Créditos: CDC/Cynthia Goldsmith

O vírus da hantavirose continua preocupando autoridades de saúde por não possuir cura específica nem vacina aprovada até o momento. A doença, transmitida principalmente por roedores, pode provocar complicações graves nos pulmões, coração e rins, exigindo tratamento intensivo e acompanhamento médico imediato. Apesar de rara, a hantavirose é considerada uma infecção potencialmente fatal e voltou a chamar a atenção após casos recentes investigados em diferentes partes do mundo.

Os hantavírus pertencem a uma família de vírus transmitidos principalmente por ratos e camundongos contaminados. Especialistas acreditam que esses agentes circulam há milhares de anos entre espécies de roedores, embora os estudos sobre o tema tenham avançado apenas no século 20. A transmissão para humanos costuma ocorrer pelo contato com fezes, urina ou saliva de animais infectados.

Créditos: Amee Fairbank-Brown/Unsplash

Recentemente, a hantavirose ganhou destaque internacional após ser apontada como possível causa de um surto mortal registrado em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico. O vírus é classificado como zoonótico, o que significa que pode ser transmitido de animais para seres humanos. Mesmo com poucos surtos registrados, especialistas alertam que os hantavírus possuem ampla distribuição geográfica pelo planeta.

Vírus gera preocupação na comunidade científica

Segundo Sabra Klein, professora de microbiologia molecular e imunologia da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, existem diferentes tipos de hantavírus espalhados pelo mundo. Algumas variantes são encontradas na Europa e Ásia, enquanto outras circulam nas Américas. De acordo com a pesquisadora, as cepas asiáticas costumam causar quadros mais graves da doença em comparação às europeias.

A especialista também destaca que ainda há poucos investimentos no desenvolvimento de vacinas e tratamentos específicos contra a hantavirose, principalmente devido à raridade dos casos registrados. O primeiro grande surto documentado da doença ocorreu apenas em meados do século passado, motivo pelo qual muitos aspectos do vírus ainda seguem sendo estudados pela comunidade científica.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Juan Rodriguez

Juan Rodriguez

Natural do Rio de Janeiro, formado em Jornalismo/Comunicação Social pela Universidade Veiga de Almeida. Tem com experiência em mídias sociais, rádio e televisão. Tem passagens por G1 e Inter TV RJ (afiliada da Globo). Amante dos esportes, principalmente do futebol, atua na área desde 2017 e já fez parte da cobertura de competições como Copa América, Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Estaduais, entre outras.

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