Um país vizinho ao Brasil na América do Sul vive um momento importante de reestruturação econômica e já vem sendo comparado à China. O Paraguai colocou em prática um plano ambicioso para acelerar o desenvolvimento industrial e dobrar o Produto Interno Bruto (PIB) na próxima década. A estratégia aposta em reformas estruturais, ampliação da base produtiva e maior inserção nas cadeias globais de valor.
Em 2025, as exportações paraguaias atingiram US$ 1,309 bilhão (cerca de R$ 6,8 bilhões na cotação atual), o que mostra um ambiente mais favorável aos negócios. O governo tem priorizado medidas para atrair investidores estrangeiros, com foco na simplificação regulatória, melhoria da infraestrutura e ganhos de eficiência logística.
A utilização estratégica da hidrovia Paraguai–Paraná e o aproveitamento de energia renovável, especialmente de origem hidrelétrica, reforçam a competitividade do país. Os segmentos de autopartes e confecções lideram às exportações, o que representa, respectivamente, 34% e 16% das vendas externas. Essa diversificação reduz a dependência de produtos primários e fortalece a indústria de transformação.
País vizinho ao Brasil coloca plano de crescimento em prática
O foco em bens industriais ajuda ainda na criação de empregos formais e no fortalecimento da economia interna. O Paraguai tem se destacado como destino atrativo para empresários, inclusive brasileiros, interessados em custos operacionais menores e regimes fiscais mais competitivos. Dessa forma, cada vez mais cidadãos de outros países da América do Sul cruzam as fronteiras e chegam ao território paraguaio.
Batizado de “Paraguay 2X”, o plano de crescimento vai além de metas numéricas. A proposta envolve transformação estrutural, com integração de setores estratégicos como alimentos, metalmecânica e tecnologia. Ao explorar suas vantagens comparativas, especialmente energia limpa e localização estratégica, o país pretende se transformar em um polo industrial emergente no continente.





