O Pico Cabugi, localizado em Angicos, no Rio Grande do Norte, é um vulcão extinto que mantém sua forma original, e alguns historiadores sugerem que ele pode ter sido o primeiro ponto avistado pelos portugueses em 1500.
Durante séculos, a narrativa tradicional apontou o Monte Pascoal, na Bahia, como o local do primeiro avistamento, mas pesquisas recentes questionam essa versão. Segundo a nova hipótese, o litoral potiguar teria sido a primeira região brasileira a ser notada pelos navegadores portugueses.
A proposta ganhou destaque com o trabalho do pesquisador Lenine Barros Pinto, autor do livro Reinvenção do Descobrimento, publicado em 2012. Nele, Pinto argumenta que o Cabugi corresponde ao Monte Pascoal e que o município vizinho de Touros seria, na realidade, o local histórico conhecido como Porto Seguro.
A pesquisa se apoia em análises de rotas marítimas da época, descrições de cronistas e características geográficas do litoral nordestino. Esse novo olhar sugere que a história do descobrimento do Brasil pode ter sido mal interpretada por séculos, mudando a localização considerada oficial do primeiro contato europeu.

Implicações históricas e turísticas
Além do impacto histórico, a identificação do Cabugi como ponto inicial de chegada dos portugueses traz repercussões turísticas e culturais. O pico, situado a cerca de 140 km da costa, passa a ser considerado um patrimônio relevante não apenas pela geologia, mas também pelo significado histórico potencial.
A preservação do vulcão e o incentivo ao turismo educacional podem fortalecer a economia local e aumentar o interesse por pesquisas arqueológicas e históricas na região. Isso cria oportunidades para desenvolver roteiros educativos e projetos de conservação ambiental associados à história do descobrimento do Brasil.
