Nesta quinta-feira (12), o porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov, confirmou o bloqueio do WhatsApp em todo o país. Apesar de a medida ter sido questionada pelos usuários, o representante explicou que o mecanismo somente foi autorizado após o aplicativo de mensagens da Meta resistir a cumprir a legislação da nação europeia.
Para uma melhor compreensão, a Rússia bloqueou o acesso ao WhatsApp, Instagram e Facebook, que foram removidos de um diretório online mantido pelo Roskomnadzor, órgão regulador da internet no país. Em outras palavras, a metodologia exclui as plataformas da internet russa, tornando praticamente impossível o acesso sem meios alternativos como VPNs.

Curiosamente, o bloqueio das redes sociais acontece em um momento em que o governo russo tenta forçar sua população a utilizar o Max, uma plataforma de comunicação desenvolvida pelo próprio Estado. A nova aposta das autoridades consiste em combinar mensagens e serviços governamentais. O problema é que, ao contrário do WhatsApp, o conteúdo não é criptografado.
No verão de 2025, o país europeu já tinha proibido os utilizadores de fazer chamadas através do Telegram ou do WhatsApp. Isso porque, segundo as autoridades, os golpes por meio de mensagens instantâneas ainda são muito frequentes na Rússia. Em contrapartida, o governo também acusa Kiev (Ucrânia) de recrutar cidadãos russos, por meio dessas aplicações, para cometer atos de sabotagem em troca de dinheiro.
Crítica ao governo russo
Como resposta à postura do Estado, a subsidiária do grupo norte-americano Meta publicou nota na rede social “X”, repudiando o ataque ao direito à comunicação. Segundo o pronunciamento do WhatsApp, somente na Rússia, existem mais de 100 milhões de usuários. Assim, com a exclusão da plataforma, os habitantes tendem a retroceder socialmente.
“Hoje, o governo russo tentou bloquear completamente o WhatsApp, numa tentativa de forçar as pessoas a usar um aplicativo de vigilância estatal. Tentar isolar mais de 100 milhões de usuários da comunicação privada e segura é um retrocesso e só pode levar a menos segurança para as pessoas na Rússia. Continuamos fazendo tudo o que podemos para manter os usuários conectados”, diz a nota.




