Mundo

Tensão

Coreia do Norte dispara míssil e critica presença militar dos EUA na Ásia

Ele teria caído fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Japão, faixa situada para além das águas territoriais

FOLHAPRESS

17/12/2023 - 15h00

A Coreia do Norte disparou um míssil balístico não identificado neste domingo (17) em direção ao mar do Japão, ou mar do Leste, de acordo com a Guarda Costeira do Japão e o Exército sul-coreano.

"Nossos militares detectaram um suposto míssil balístico de curto alcance disparado da região de Pyongyang em direção ao mar do Leste por volta das 22h38 [horário local]", declarou o Estado-Maior da Coreia do Sul. O Japão fica no extremo oposto no mar do Leste em relação à Coreia do Norte e do Sul.

Cerca de 20 minutos depois da informação sobre o lançamento a guarda costeira japonesa disse que o míssil já havia caído. Ele teria caído fora da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Japão, faixa situada para além das águas territoriais.

O Exército sul-coreano afirma ter reforçado seus mecanismos de mapeamento e compartilhou informações sobre o ocorrido com os Estados Unidos.

O lançamento ocorreu depois de alertas de autoridades de Seul e Tóquio de que a Coreia do Norte, país com armas nucleares, estava se preparando para testar um míssil, incluindo um de seus mísseis balísticos intercontinentais (ICBMs) de maior alcance neste mês.

Menos de meia hora após o lançamento, a mídia estatal norte-coreana divulgou uma declaração do Ministério da Defesa criticando os Estados Unidos e da Coreia do Sul por aumentarem as tensões ao realizarem exercícios e demonstrações de força na região.

"As Forças Armadas da Coreia do Norte neutralizarão completamente a tentativa dos EUA e de suas forças de deflagrarem uma guerra nuclear", disse o comunicado.

Neste sábado, a Coreia do Sul e Estados Unidos trocaram farpas com Pyongyang, dizendo que qualquer ataque nuclear significaria o fim do regime norte-coreano.

Todas as atividades de mísseis balísticos da Coreia do Norte são proibidas pelas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Em setembro passado, porém, a Coreia do Norte fez uma emenda à Constituição que permite intensificar sua política para desenvolvimento de força nuclear, segundo informou a agência estatal KCNA. Na ocasião, Kim Jong-un prometeu acelerar a produção de armas nucleares para deter o que ele chamou de "provocações" dos Estados Unidos.

No episódio, Kim chamou a cooperação trilateral entre os Estados Unidos, a Coreia do Sul e o Japão de a "versão asiática da Otan", a aliança militar ocidental capitaneada por Washington.

"A política de construção de uma força nuclear da República Popular Democrática da Coreia [nome oficial do país] foi estabelecida de forma permanente como lei básica do Estado, que ninguém pode burlar por nenhum meio", disse o ditador norte-coreano.

Assine o Correio do Estado.

alerta máxio

ONU ressalta importância de proteger jornalistas e acesso à informação

Segundo as Nações Unidas, em 2024 e 2025, 189 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, o maior número desde o biênio 2014/2015

03/11/2026 08h15

A data foi criada em homenagem a dois jornalistas franceses assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali

A data foi criada em homenagem a dois jornalistas franceses assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali

Continue Lendo...

Artigo

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Segundo o proprietário, algumas tinham aproximadamente 500 anos, acompanhando gerações, mudanças de governo e sucessivas estações

03/11/2026 07h35

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

As 600 oliveiras de Nabatiyé e as eleições brasileiras

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).