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Brasil e Índia firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

Brasil tem a 2ª maior reserva mundial desses materiais, usanso na fabricação de veículos elétricos, painéis solares, celulares, motores de aviação e mísseis guiados

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O Brasil e a Índia assinaram um acordo de entendimento sobre terras raras e minerais críticos neste sábado, 21, anunciou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Nova Délhi. Os detalhes da resolução não foram divulgados.

"Ampliar os investimentos e a cooperação em matéria de energias renováveis e minerais críticos está no cerne do acordo pioneiro que assinamos hoje", detalhou Lula em declaração à imprensa. Já Modi, classificou a resolução como "um passo importante para a construção de cadeias de suprimentos resilientes".

O Brasil possui as segundas maiores reservas mundiais desses materiais, necessários para a fabricação de produtos que vão de veículos elétricos, painéis solares e smartphones a motores de aviação e mísseis guiados.

A Índia, que busca reduzir a dependência da China, o principal exportador e quem domina a cadeia de fornecimento da maioria desses minerais, tem ampliado a produção e a reciclagem nacional, ao mesmo tempo em que busca novos fornecedores.

Os países também firmaram outros acordos relacionados à cooperação digital e acesso equitativo a medicamentos.

"O Brasil é o maior sócio comercial da Índia na América Latina, e estamos comprometidos em levar nosso comércio bilateral por cerca de US$ 20 milhões nos cinco próximos anos", detalhou Modi. Em sua declaração, Lula destacou a aliança com a Índia como uma "resposta ao unilateralismo comercial."


 

rotina

Vini Jr marca golaço e denuncia caso de racismo na Liga dos Campeões

Confronto entre Benfica e Real chegou a ser interrompido por 10 minutos, mas ninguém foi punido. Vini passou a ser alvo de vaias da torcida

18/02/2026 07h20

Vini Júnior marcou o único gol da vitória do Real sobre o Benfica, em Portugal. Ainda falta o segundo confronto

Vini Júnior marcou o único gol da vitória do Real sobre o Benfica, em Portugal. Ainda falta o segundo confronto

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O atacante Vinícius Júnior denunciou ter sido vítima de racismo na vitória de seu clube, o Real Madrid, da Espanha, sobre o Benfica, de Portugal, por 1 a 0, pelo mata-mata da Liga dos Campeões da Europa. O episódio ocorreu logo após o brasileiro marcar um golaço no Estádio da Luz, abrindo o marcador em Lisboa, capital portuguesa.

Aos quatro minutos do segundo tempo, Vini Jr recebeu do atacante Kylian Mbappé na esquerda e bateu da entrada da área. A bola fez um arco e acertou o ângulo do goleiro Anatoliy Trubin. O camisa 7 do Real Madrid festejou dançando em frente à bandeira de escanteio, próximo a torcedores do Benfica.

Os jogadores do time português foram tirar satisfações com Vini Jr, que recebeu cartão amarelo do árbitro François Letexier. Quando a confusão parecia encerrada, o brasileiro se dirigiu ao juiz reclamando que foi chamado de "mono", termo em espanhol para macaco. Ele tinha acabado de discutir com Gianluca Prestianni, do Benfica. As imagens da transmissão de TV mostraram que, em certo momento, o atacante argentino colocou a camisa em direção à boca.

Após a denúncia de Vini Jr, o juiz ergueu os braços em forma de "X", acionando o protocolo antirracismo e interrompendo o jogo. A paralisação durou cerca de dez minutos e jogadores do Real Madrid cogitaram deixar o gramado, mas não houve punição e o duelo foi retomado. O brasileiro passou a ser vaiado pela torcida do Benfica em todo instante que encostava na bola.

O gol marcado nesta terça isolou Vini Jr como segundo jogador brasileiro que mais balançou as redes na Liga dos Campeões. Ele chegou a 31 gols, superando o ex-meia Kaká, que atuou por Real Madrid e Milan, da Itália. O líder da estatística é o atacante Neymar, que marcou 42 gols por Barcelona, da Espanha, e Paris Saint-Germain, da França.

Com o triunfo por 1 a 0, o Real Madrid tem a vantagem do empate no duelo de volta do confronto, que dá vaga às oitavas de final. As equipes se reencontram na quarta-feira da próxima semana (25), às 17h (horário de Brasília), no Santiago Bernabeu, em Madri, capital espanhola.

DEFESA

O jovem argentino Gianlucca Prestianni, de apenas 20 anos, usou as redes sociais para se defender da acusação de racismo contra Vinícius Júnior. O jogador ganhou apoio do clube português e alegou que o brasileiro "interpretou errado" o que ele disse.

Companheiros de Real Madrid saíram em sua defesa e Mbappé acusou Prestianni de ter ofendido o camisa 7 repetindo o ato racista por cinco vezes.

Diante da repercussão negativa, Prestianni tentou se defender sem explicações claras. "Quero esclarecer que em nenhum momento dirigi insultos racistas ao Vinicius Júnior, quem lamentavelmente interpretou mal o que crê ter escutado", escreveu o meio-campista argentino nos Stories do Instagram e também no X, antigo Twitter. "Jamais fui racista e lamento as ameaças que recebi dos jogadores do Real Madrid."

Ocorre que o argentino em momento algum explicou o que teria falado ao brasileiro. Tampouco detalhou o motivo de ter usado a camisa do Benfica para esconder sua boca quando falava com Vini Jr. Mbappé se revoltou rapidamente e o chamou de "p..., racista" algumas vezes logo depois do episódio.

Depois de um "juntos, ao teu lado", no X, em resposta ao que escreveu Prestianni, o Benfica ainda fez um outro post nas redes sociais para tentar defender seu atleta, mas também sem muita clareza na justificativa.

Com um vídeo de 33 segundos e de um ângulo diferente do que mostrou muitas emissoras de TV, o Benfica questionou se os adversários teriam condições de ter escutado alguma declaração racista de seu jogador. "Como demonstram as imagens, dada a distância, os jogadores do Real Madrid não podem ter ouvido o que andam a dizer que ouviram", tentou justificar o clube.

Acabou massacrado, com torcedores detonando a defesa injustificável e ainda mostrando em imagens e também vídeos de torcedores imitando macaco nas arquibancadas: "Qual a desculpa aqui?", foi a legenda. O clube ainda foi questionado sobre o motivo de Prestianni ter coberto a boca para falAr com Vini Jr.

regime ditatorial

Roteirista de Foi Apenas um Acidente, filme indicado ao Oscar, é libertado no Irã

Ele havia sido preso depois de assinar uma declaração contra a violenta repressão promovida por Ali Khamenei

18/02/2026 07h06

Filme Foi Apenas um Acidente tem duas indicações ao Oscar, entre elas de Melhor Filme Internacional

Filme Foi Apenas um Acidente tem duas indicações ao Oscar, entre elas de Melhor Filme Internacional

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Mehdi Mahmoudian, corroteirista de Foi Apenas um Acidente, filme indicado ao Oscar, foi liberto de uma prisão iraniana 17 dias após sua detenção, de acordo com relatos da mídia local.

Mahmoudian foi preso em Teerã logo após assinar uma declaração condenando o líder da República Islâmica, o aiatolá Ali Khamenei, e a violenta repressão do regime contra os manifestantes. Nesta terça-feira, 17, ele foi libertado da prisão de Nowshahr, juntamente com outros dois signatários da declaração, Vida Rabbani e Abdollah Momeni.

Não foram divulgados imediatamente mais detalhes sobre as acusações contra Mahmoudian. Os três foram libertados sob fiança

Mahmoudian está indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, juntamente com Nader Saeivar, Shadmehr Rastin e o diretor Jafar Panahi. O filme, um drama de vingança inspirado na experiência de Panahi na prisão, também concorre ao prêmio de Melhor Filme Internacional, representando a França.

"Mehdi Mahmoudian, Vida Rabbani e Abdollah Momeni exerceram pacificamente seu direito de expressar suas opiniões, mas o regime respondeu acusando-os de 'insultar o Líder Supremo' e de 'propaganda contra a República Islâmica'", disse Panahi em um comunicado nesta terça-feira.

"Durante anos, essas acusações têm sido usadas como ferramentas para criminalizar o pensamento, silenciar a crítica e incutir medo na sociedade. Transformar um ato civil e pacífico em um caso de segurança nacional é um claro sinal de intolerância para com as vozes independentes dos cidadãos", acrescenta.

Mahmoudian, escritor e ativista político, já foi preso diversas vezes, incluindo uma pena de cinco anos que terminou em 2014 sob a acusação de "motim contra o regime". Panahi, que também já foi preso e colocado em prisão domiciliar pelo regime da República Islâmica, conheceu-o pela primeira vez na prisão.

Milhares de pessoas foram mortas nos protestos que ocorreram em todo o Irã no mês passado. A pressão internacional aumentou devido à repressão do regime contra os manifestantes, incluindo um protesto em massa realizado no fim de semana em Munique. Na sexta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que uma mudança de regime no Irã "seria a melhor coisa que poderia acontecer". (Fonte: Associated Press)
 

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