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Mercosul repudia golpe militar na Bolívia

Países membros expressam solidariedade ao governo constitucional de Luis Arce após incidente em La Paz.

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Os países membros do Mercosul expressaram hoje sua firme repulsa à tentativa de golpe ocorrida na Bolívia ontem. Em um comunicado conjunto, os Estados partes e associados do bloco demonstraram profunda preocupação com o incidente, que viola os princípios democráticos internacionais e, especialmente, os valores fundamentais do Mercosul.

"Em conformidade com o Direito Internacional, rejeitamos qualquer tentativa de mudança de governo através de violência ou de maneira inconstitucional, que comprometa a vontade popular, a soberania e a estabilidade política e social de um país irmão", declarou o comunicado oficial do Mercosul.

Além disso, os membros do Mercosul manifestaram solidariedade e apoio irrestrito à institucionalidade democrática do governo constitucional do presidente Luis Arce e suas autoridades democraticamente eleitas.

Atualmente, o Mercosul é composto por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Peru e Suriname como estados associados.

A Bolívia está no processo final de adesão ao bloco e espera-se que seja formalmente aceita durante a próxima Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul em Assunção, Paraguai, nos dias 7 e 8 de julho. Todos os países membros já ratificaram a entrada da Bolívia no Mercosul, incluindo o Brasil.

Na quarta-feira (26), um grupo de soldados do Exército boliviano, liderado pelo general Juan José Zúñiga, se concentrou na Plaza Murillo, em La Paz, onde estão localizados o palácio presidencial e o Congresso. Com tanques, eles forçaram a entrada no palácio presidencial, mas se retiraram após o presidente Luis Arce nomear novos comandantes para as Forças Armadas. Juan José Zúñiga e cerca de uma dezena de militares foram presos.

INTERNACIONAL

Brasileiro é preso em Massachusetts acusado de levar imigrantes ilegais para os EUA

Flavio Alves financiava transporte dos imigrantes em solo norte-americano

28/03/2025 16h12

A operação ocorreu no dia 26 de março

A operação ocorreu no dia 26 de março FOTO: Marcelo Camargo / Agência Brasil

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Na última quarta-feira (26), um brasileiro identificado como Flávio Alves, foi preso em Massachusetts, nos Estados Unidos, acusado de levar imigrantes de forma ilegal para o país.

A prisão aconteceu durante uma operação que contou com atuação conjunta das autoridades policiais americanas e brasileiras.

Conforme o governo americano, o suspeito integra uma organização criminosa internacional suspeita de ser responsável pelo tráfico ilícito de "centenas de migrantes" do Brasil para os EUA.

Ainda conforme a embaixada, o acusado já havia sido deportado uma vez e entrou novamente de forma ilegal no país.

Em diligências da operação, além da prisão do brasileiro, a Polícia Federal do Brasil emitiu comunicado  informando que, também cumpriu mandados de busca e apreensão no Brasil.

De acordo com a embaixada americana, o suspeito foi preso em Worcester (Massachusetts) com base em uma denúncia criminal que o acusa de "conspiração" para levar imigrantes de forma ilegal aos EUA e transportá-los dentro do país com fins comerciais ou financeiros.

O QUE DIZ A EMBAIXADA?

Conforme a embaixada, documentos judiciais mostraram que o suspeito transportava imigrantes do Brasil para os Estados Unidos passando pelo México.

Ainda de acordo com a embaixada, nos EUA, o suspeito comprava passagens aéreas para que os imigrantes viajassem a outros destinos dentro do país.

Além disso, segundo as informações, ele também transferia dinheiro para estrangeiros e traficantes no México para pagar despesas relacionadas ao trânsito dessas pessoas até os Estados Unidos.

Conforme a nota, ele já havia sido condenado por tráfico de pessoas na Califórnia, em 2004, e deportado para o Brasil em fevereiro de 2005.

"Documentos judiciais indicam que ele está residindo nos EUA, sem status migratório, após reentrar ilegalmente no país", acrescentou a embaixada.

 

TRAGÉDIA

Terremoto de magnitude 7,7 mata ao menos 15 em Mianmar e na Tailândia

Dados ainda são preliminares e a quantidade de mortos tende a aumentar, pois prédios inteiros desabararam

28/03/2025 07h21

Na Tailândia, milhares de pessoas abandonaram os prédios antes do pico do tremor que causou uma série de estragos

Na Tailândia, milhares de pessoas abandonaram os prédios antes do pico do tremor que causou uma série de estragos

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Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o sudeste da Ásia nesta sexta-feira, 28, com epicentro em Mianmar, onde ao menos 13 pessoas morreram. O tremor também foi sentido na Tailândia, onde milhares de pessoas desocuparam suas casas e locais de trabalho e pelo menos outras duas pessoas morreram. O tremor foi seguido por um forte abalo secundário de magnitude 6,4.

Um estado de emergência foi declarado em seis regiões birmanesas após o terremoto, cujo epicentro foi próximo à segunda maior cidade do país.

Mianmar está no meio de uma guerra civil, e muitas áreas não são facilmente acessíveis. Ainda não está claro quais esforços de resgate o exército poderá fornecer.

Equipes de emergência na Tailândia informaram que duas pessoas foram encontradas mortas e um número desconhecido ainda está sob os escombros de um prédio que desabou após o forte terremoto em Bangcoc.

O socorrista Songwut Wangpon disse à imprensa que outras sete pessoas foram encontradas com vida. A estrutura de vários andares desabou após o terremoto, derrubando a grua no topo e levantando uma enorme nuvem de poeira.

A área metropolitana de Bangcoc abriga mais de 17 milhões de pessoas, muitas das quais vivem em apartamentos altos. Alarmes dispararam em prédios na cidade às 13h30, e moradores assustados foram desocupados por escadas de edifícios altos, como condomínios e hotéis.

O Departamento de Prevenção de Desastres da Tailândia afirmou que o terremoto foi sentido em quase todas as regiões do país.

"De repente, todo o prédio começou a se mover. Imediatamente houve gritos e muito pânico", disse Fraser Morton, um turista escocês que estava em um shopping na capital tailandesa.

"Eu comecei a andar calmamente no início, mas então o prédio começou a se mover de verdade. Muitos gritos, muito pânico, pessoas descendo as escadas rolantes na direção errada, muitos estrondos e objetos caindo dentro do shopping."

Assim como Morton, milhares de pessoas correram para o Parque Benjasiri, vindas de shoppings, prédios altos e apartamentos ao longo da movimentada Sukhumvit Road, em Bangcoc. Muitos estavam ao telefone tentando entrar em contato com seus entes queridos, enquanto outros buscavam sombra do sol escaldante da tarde.

Algumas pessoas olhavam com medo para os prédios altos na área densamente povoada da cidade. "Saí e olhei para cima, e todo o prédio estava se movendo, poeira e destroços... foi bem intenso", disse Morton.

O som de sirenes ecoou pelo centro de Bangcoc, e as ruas ficaram congestionadas, com alguns dos já engarrafados trechos da cidade paralisados. A prefeitura declarou a cidade como área de desastre para facilitar a ajuda interagências e as operações de emergência.

Em Mandalay, a segunda maior cidade de Mianmar e próxima ao epicentro, o terremoto danificou parte do antigo palácio real e alguns edifícios, segundo vídeos e fotos divulgados no Facebook. Embora a área seja propensa a terremotos, ela é geralmente pouco povoada, e a maioria das casas são construções baixas.

Na região de Sagaing, a sudoeste de Mandalay, uma ponte de 90 anos desabou, e algumas seções da rodovia que liga Mandalay à maior cidade de Mianmar, Rangum, também foram danificadas.

Em Rangum, moradores saíram correndo de suas casas quando o terremoto ocorreu. Não há relatos imediatos de feridos ou mortes

Na capital Naypyitaw, o tremor danificou santuários religiosos, derrubando algumas estruturas, além de causar danos em algumas residências.

Impacto na China

Ao nordeste, o terremoto foi sentido nas províncias de Yunnan e Sichuan, na China, e causou danos a casas e ferimentos na cidade de Ruili, na fronteira com Mianmar, segundo a mídia chinesa. Vídeos divulgados por um meio de comunicação mostraram destroços espalhados por uma rua e uma pessoa sendo levada de maca para uma ambulância.

O tremor em Mangshi, uma cidade chinesa a cerca de 100 quilômetros de Ruili, foi tão forte que as pessoas não conseguiam ficar de pé, segundo um morador relatou ao site The Paper. (Com agências internacionais).

(Informações da Agência Estado)


 

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