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México às vésperas de eleger sua primeira presidente enfrenta altos índices de violência de gênero

As candidatas Claudia Sheinbaum, do governo, e Xóchitl Gálvez, da oposição, são cobradas por políticas concretas para combater a desigualdade

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O México está prestes a fazer história ao eleger sua primeira presidente neste domingo (2). No entanto, muitas mexicanas não estão animadas apenas pela possibilidade de ter uma mulher no cargo mais alto do país. Em um cenário marcado por altas taxas de violência de gênero e política, organizações sociais cobram das candidatas Claudia Sheinbaum, do governo, e Xóchitl Gálvez, da oposição, políticas concretas para combater essa desigualdade.

A cada dia do primeiro trimestre deste ano, em média, duas mexicanas foram vítimas de feminicídio. Além disso, 177 mulheres denunciaram agressões físicas diárias, e pelo menos quatro casos de abuso sexual contra meninas chegaram à polícia diariamente, segundo dados oficiais. Apesar de uma ligeira queda em alguns desses indicadores no ano passado, celebrada pelo governo de Andrés Manuel López Obrador, as organizações feministas afirmam que essa melhoria não é percebida no cotidiano.

A Rede Nacional de Refúgios, que há 20 anos atende mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, registrou um aumento de 27% nos atendimentos no primeiro quadrimestre deste ano. Em abril, esse número cresceu 39% em comparação com o mesmo mês de 2023, indicando a dificuldade de muitas mulheres em acessar a ajuda estatal.

Claudia Sheinbaum propõe retirar o agressor da casa familiar e oferecer apoio financeiro mensal para mulheres de 60 a 64 anos, enquanto Xóchitl Gálvez sugere a criação de um cartão com 5.000 pesos mensais (R$ 1.500) para mulheres vítimas de violência. No entanto, essas propostas são consideradas insuficientes por especialistas, como Wendy Figueroa, coordenadora da Rede Nacional de Refúgios, que defende o fortalecimento das redes de abrigo para mulheres e menores vítimas de agressão.

Outro ponto de frustração para setores feministas são as declarações comedidas das candidatas sobre o direito ao aborto. Em 2023, a Suprema Corte exigiu a revisão do Código Penal para descriminalizar o aborto, mas o Congresso ainda não legislou sobre o tema. Sheinbaum e Gálvez afirmam apenas que a decisão deve ser respeitada. Ninde Molina, da ONG Abortistas MX, destaca a importância de uma voz presidencial em defesa do direito de escolha para promover mudanças culturais mais rápidas.

Além da violência de gênero, o México lidera globalmente em violência política de gênero, com 537 casos em 2022, seguido pelo Brasil, com 327, segundo a Universidade de Georgetown. Apesar da alta participação política das mulheres, o país enfrenta grandes desafios para garantir um ambiente seguro e igualitário.

Perspectivas futuras

Claudia Sheinbaum, líder nas pesquisas, promete criar uma "República de mulheres", mas o caminho para essa realidade ainda é longo. O atual governo, que aumentou significativamente a verba destinada ao combate às desigualdades, enfrenta críticas por não direcionar esses recursos especificamente para políticas de gênero. Andrea Larios, pesquisadora, aponta que 89% da verba do Anexo 13 vai para programas sem distinção de gênero, como as pensões para maiores de 65 anos, sem avançar efetivamente na igualdade de gênero.

A eleição de uma mulher para a presidência pode simbolizar um avanço na representatividade política, mas a luta por direitos e igualdade para as mexicanas continua sendo uma prioridade urgente.

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reviravolta

Lula afirma que aliança progressista na França serve de inspiração

Depois da vitória da extrema direita no primeiro turno, expectativa era de que repetisse o desempenho, mas a esquerda surpreendeu neste domingo

08/07/2024 07h07

Presidente Lula participa de encontro com os chefes de Estado do Mercosul a partir desta segunda-feira

Presidente Lula participa de encontro com os chefes de Estado do Mercosul a partir desta segunda-feira

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou neste domingo (07) os resultados das eleições da França. A aliança de esquerda Nova Frente Popular saiu na frente na apuração das eleições parlamentares, superando os partidos de centro e extrema-direita. Milhares de pessoas foram às ruas da capital francesa comemorar o resultado.

"Muito feliz com a demonstração de grandeza e maturidade das forças políticas da França que se uniram contra o extremismo nas eleições legislativas de hoje. Esse resultado, assim como a vitória do partido trabalhista no Reino Unido, reforça a importância do diálogo entre os segmentos progressistas em defesa da democracia e da justiça social. Devem servir de inspiração para a América do Sul", afirmou Lula.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou nas redes sociais. Para ele, o resultado das urnas francesas apontam para uma revolução mundial pela vida. "Sempre nos momentos mais tristes da humanidade, a Humanidade reage", disse Petro.

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, classificou de "histórica" a vitória da Nova Frente Popular. "Saudações ao povo francês, aos movimentos sociais e às suas forças populares, por este importante dia cívico que fortalece a unidade e a Paz", destacou Maduro.

A presidenta de Honduras, Xiomara Castro de Zelaya, comemorou a vitória da esquerda francesa e aproveitou para também parabenizar o partido trabalhista inglês. "A Europa avança. O Partido Trabalhista triunfou no Reino Unido e agora em França, uma coligação de forças progressistas deteve a extrema direita e as suas ameaças. Parabéns aos povos inglês e francês por defenderem os direitos e a liberdade do povo", disse Xiomara, nas redes sociais.

Em junho, após resultado das eleições para o Parlamento Europeu, o presidente da França, Emmanuel Macron, dissolveu o parlamento francês e convocou eleições no país.

No primeiro turno, a extrema-direita se destacou e a expectativa era que ela saísse do pleito vitoriosa. A apuração parcial deste domingo apontou um cenário inesperado, com a esquerda à frente do centro e da extrema-direita. O resultado final só deve ser conhecido nesta segunda (8).

luto

Morre Jon Landau, produtor de 'Titanic' e da franquia de filmes 'Avatar', aos 63 anos

Além de "Titanic" e os dois "Avatar", Landau também produziu os filmes "Alita: Anjo de Combate", "Querida, Encolhi as Crianças" e "Uma Vida de Louco"

07/07/2024 08h20

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O produtor de cinema Jon Landau, que trabalhou na produção de filmes como "Titanic", "Avatar" e "Avatar: O Caminho da Água", Morreu nesta sexta-feira, aos 63 anos.

A notícia foi confirmada por Alan Bergman, copresidente da Disney Entertainment, em comunicado enviado à imprensa internacional. Ele não falou no motivo da morte. Segundo o site de notícias TheWrap, uma pessoa próxima à família do produtor afirmou que ele vinha tratando um câncer.

Landau era parceiro de longa data do cineasta James Cameron, com quem dividiu o Oscar de melhor filme que "Titanic" levou em 1998.

Os dois voltaram a fazer sucesso juntos na década seguinte, quando "Avatar", de 2009, tomou o topo da lista de maiores bilheterias da história. A sequência, lançada há dois anos, também celebrada pelo público e pela crítica, foi indicada ao Oscar de melhor filme.

À época do lançamento de "O Caminho da Água", Landau veio ao Brasil para divulgar o filme. Ele participou da CCXP, a feira de cultura pop que ocorre anualmente em São Paulo, com a atriz Zoe Saldaña.

Landau nasceu em Nova York, filho dos também produtores de cinema Ely e Edie Landau. Sua carreira começou na década de 1980, anos antes de ele trabalhar pela primeira vez com Cameron.

Além de "Titanic" e os dois "Avatar", Landau também produziu os filmes "Alita: Anjo de Combate", lançado há cinco anos, "Querida, Encolhi as Crianças", de 1989, e "Uma Vida de Louco", de 1987.
O produtor deixa sua esposa, Julie Landau, e dois filhos.

* Com Folhapress

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