Cidades

PROTESTO

Acampamento da Guarda Municipal em frente a Prefeitura completa 10 dias

Categoria permanecerá acampada enquanto Prefeitura não atender reivindicações

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Guardas civis metropolitanos (GCM) acampam e dormem em frente a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) há dez dias consecutivos. 

Os homens estão acampados desde 7h de 19 de julho e permanecerão no local enquanto a prefeita Adriane Lopes (Patriota) não atender as reivindicações da categoria. Portanto, o acampamento não tem previsão para acabar. 

Os GCMs reivindicam promoção de letra, quinquênio e pagamento do valor correto de plantões. A promoção de letra e pagamento do quinquênio garantem aumento de salário. 

Barracas estão montadas para abrigo temporário. Guardas, que estão de folga, se revezam no local. Esposas e filhos de GCMs também passam a noite no acampamento.

Um acordo, feito entre prefeitura e guardas municipais em 11 de julho de 2022, atendia aos pedidos da categoria, mas, no dia seguinte, a Prefeitura emitiu documento contradizendo o acordo.

Segundo o presidente do sindicato dos GCM, Hudson Pereira Bonfim, a prefeita Adriane Lopes não atendeu ou dialogou com a categoria durante os dez dias de acampamento.

“O ex-prefeito Marquinhos Trad dialogava, recebia, atendia, não que a Adriane não faça isso, mas ela não está fazendo como o Marquinhos fazia. Hoje faz dez dias que estamos aqui. A Adriane não deu nenhum retorno para nós. Ela não falou com a gente, não deu resposta. O que ficamos muito sentidos é que tá tendo um descaso com a categoria”.

Os GCMs solicitaram audiência de conciliação ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) para que a prefeita Adriane Lopes dê uma resposta e a categoria saia do local.

Resposta da prefeitura 

Em nota, a PMCG afirmou que cumpre o acordo firmado entre a prefeita Adriane Lopes e a categoria.

“Os plantões estão sendo pagos com base nos critérios firmados em comum acordo com a entidade sindical. A Prefeitura já está em processo de contratação da empresa que fará o laudo para definir o grau de periculosidade, compatível com a atividade desenvolvida pelos profissionais da guarda”. 

Alem disso, a Prefeitura detalhou conquistas da categoria ao longo dos últimos cinco anos. Confira:

  • Incorporação do adicional de operações especiais ao salário base
  • Adicional de fiscalização ao guarda municipal em atividade de fiscalização no trânsito - no valor de 40% sobre o salário base
  • Criação de cargos da GCM
  • Regulamentação do plantão de serviço da GCM
  • Aumento do vale alimentação de R$294 para R$494

Problema resolvido

O adiamento do curso de formação da GCM, em 24 de junho de 2022, gerou revolta entre os candidatos. 

Lee Alexander Lino Veloso foi aprovado nas cinco fases do concurso e saiu do emprego, em Brasília, para assumir o curso de formação em Campo Grande. O rapaz ficou desempregado, à espera do curso de formação, por aproximadamente dois meses.

Para alívio dos candidatos, novo cronograma do concurso foi divulgado em 15 de julho de 2022 no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande)

O Curso de formação da GCM começará na próxima segunda-feira (1º) para os 388 candidatos aprovados nas cinco fases do concurso (prova objetiva, teste de aptidão física, avaliação psicológica, exame médico/toxicológico e investigação social).

A aula inaugural será realizada às 14h, do dia 1º de agosto de 2022, na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). 

O local, cronograma e horário das aulas do curso de formação serão repassados durante a aula inaugural. O curso terá carga horária total de 760 horas/aula.

TRANSMITIDA POR MOSQUITO

Mato Grosso do Sul registra primeiro caso de Febre Oropouche

Paciente é uma mulher de 42 anos que viajou à Bahia recentemente e caso está sendo tratado como "importado"; sintomas são semelhantes ao da dengue

12/06/2024 18h27

Febre Oropouche é transmitida por mosquito e tem sintomas parecidos com a dengue

Febre Oropouche é transmitida por mosquito e tem sintomas parecidos com a dengue Foto: Divulgação / Fiocruz

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES) confirmou, nesta quarta-feira (12), o primeiro caso de Febre do Oropouche em Mato Grosso do Sul. A paciente é mulher de 42 anos, moradora de Campo Grande. 

A doença é transmitido por mosquito, tem sintomas semelhantes ao da dengue e tem registrado aumento de casos no Brasil.

Conforme a SES, o provável local de infecção é a Bahia. Isto porque a mulher viajou recentemente para este estado.

“O caso registrado em Mato Grosso do Sul está sendo tratado como alóctone, que é quando a doença é importada de outra localidade. A paciente em questão fez uma viagem à Bahia recentemente; o Estado tem mais de 600 casos confirmados neste ano”, explica a gerente técnica estadual de Doenças Endêmicas da SES, Jéssica Klener Lemos dos Santo.

Conforme Jéssica, uma série de ações complementares serão desenvolvidas pelo Estado em conjunto com os municípios, como sistematizar as informações dos casos suspeitos e confirmados, como deslocamentos, sintomas, quadro clínico, além de coleta de amostras de outros pacientes para testagem pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Mato Grosso do Sul (Lacen).

Febre Oropouche

A Febre do Oropouche é uma doença causada por um arbovírus, que foi isolado pela primeira vez no Brasil em 1960. 

Desde então, casos isolados e surtos foram relatados no Brasil, principalmente, nos estados da região amazônica. Também já foram relatados casos e surtos em outros países das Américas Central e do Sul (Panamá, Argentina, Bolívia, Equador, Peru e Venezuela).

A transmissão é feita principalmente por mosquitos da espécie 'maruim' ou 'mosquito-pólvora.

Depois de picar uma pessoa ou animal infectado, o vírus permanece no sangue do mosquito por alguns dias. Quando esse mosquito pica outra pessoa saudável, pode transmitir o vírus para ela.

Existem dois tipos de ciclos de transmissão da doença:

  • Ciclo Silvestre: Nesse ciclo, os animais como bichos-preguiça e macacos são os hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses, conhecido como maruim ou mosquito-pólvora, é considerado o principal transmissor nesse ciclo.
  • Ciclo Urbano: Nesse ciclo, os humanos são os principais hospedeiros do vírus. O mosquito Culicoides paraenses também é o vetor principal.

Sintomas

Os sintomas da Febre do Oropouche são parecidos com os da dengue e da chikungunya: dor de cabeça, dor muscular, dor nas articulações, náusea e diarreia.

Não existe tratamento específico. Os pacientes devem permanecer em repouso, com tratamento sintomático e acompanhamento da rede de saúde.

Aumento de casos

A incidência de casos tem aumentado no Brasil. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, neste ano foram confirmados 6.207 casos, enquanto em todo o ano de 2023 foram 835.

A maioria dos casos se concentra na região norte. Atualmente, com exceção do Tocantins, todos os estados da região norte registraram casos autóctones (oriundos do mesmo local onde ocorreu a doença).

Dos estados da região extra-amazônica, 5 já registraram casos autóctones, sendo eles Piauí, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O Brasil ainda não registrou nenhuma morte pela doença.

* Com assessoria

Destino Europa

Militar da reserva é preso com meia tonelada de cocaína avaliada em R$27 milhões

Segundo informações do Denar, os entorpecentes seriam enviados para o centro-sul do país e países da Europa

12/06/2024 18h15

A carga de cloridrato de cocaína seria enviado uma parte para os grandes centros e países da Europa

A carga de cloridrato de cocaína seria enviado uma parte para os grandes centros e países da Europa Fotos: Gerson Oliveira

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Um militar da reserva do Exército Brasileiro, de 52 anos, foi preso em flagrante nesta segunda-feira (12), próximo ao município de Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande, com uma carga milionária de cloridrato de cocaína avaliada em R$ 27 milhões. No total, a droga totalizou 540 quilos.

Segundo a polícia, os entorpecentes seriam inicialmente entregues em Campo Grande e posteriormente enviados para os grandes centros e países europeus. 

A carreta foi ultilizada para o transporte dos entorpecentes. Fotos: Gerson Oliveira 

Durante a coletiva de imprensa, o delegado Hoffman D'Ávila relatou que os agentes receberam informações sobre uma carga de cocaína que havia saído de Ponta Porã em um caminhão baú, e que passaria por Campo Grande. Com base nessas informações, os policiais conseguiram abordar o motorista, que conduzia um Mercedes-Benz modelo Arteco 2426, próximo a Sidrolândia.

Os policiais abordaram o motorista, que negou o transporte de entorpecentes e se ofereceu para ir até uma empresa em Campo Grande para uma melhor vistoria no veículo. Utilizando uma máquina de descarregamento, os agentes da Denar encontraram 540 quilos de cloridrato de cocaína escondidos em embalagens agrícolas.

Carga milionária de cocaína tinha destino aos grandes centros e países europeus/ Fotos: Gerson Oliveira 

Durante o interrogatório, o motorista, um ex-militar do exército de 40 anos, manteve-se em silêncio inicialmente, mas logo depois confessou que não sabia dos entorpecentes que estavam escondidos no veículo. Tanto o ex-militar quanto o caminhão foram levados para Campo Grande. 

Segundo o Hoffman D' ávilla, o cloridrato de cocaína apreendido na tarde de hoje é de "modelo exportação", tanto pelas suas características quanto pelo elevado valor pelo qual costuma ser vendido no país. Ainda segundo o delegado, a carga seria dividida em duas partes: uma delas seria enviada para a região centro-sul do país, enquanto a outra seria destinada a países europeus.

Ainda de acordo com o delegado, a espessura dos entorpecentes chamou a atenção dos policiais

“Essa carga de cloridrato de cocaína está avaliada hoje em R$27 milhões e, neste caso, pode-se observar pela espessura das embalagens. Essa embalagem mais avantajada é o tipo droga de exportação, onde seria enviada para São Paulo e depois pelo Porto de Santos, seguiria destino europa. Essa com espessura mais fina, é uma droga mais pulverizada e vendida nas capitais brasileiras”, explicou Hoffman D’avila para o Correio do Estado. 

Diante do flagrante, o militar da reserva do Exército responderá pelos crimes de tráfico de drogas e está a disposição da Justiça Brasileira. 

Fotos: Gerson Oliveira 

 

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