Política

primeiro turno

Eduardo Riedel é reeleito governador de Mato Grosso do Sul

Governador venceu os adversários no primeiro turno e comandará o Executivo Estadual por mais quatro anos, de 2027 a 2030

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Eduardo Riedel (PP) foi reeleito governador de Mato Grosso do Sul, no primeiro turno das eleições de 2026, neste domingo (4). José Carlos Barbosa, o Barbosinha, do Republicanos, é o vice.

Com 100% das urnas apuradas, Riedel obteve 914.323 votos, que correspondem a 67,07% dos votos válidos, contra 23,68% de Fábio Trad (PT), segundo colocado no pleito com 322.807 votos. O governador foi considerado matematicamente reeleito quando cerca de 78% das urnas foram apuradas. 

Na sequência, aparecem Joaõ Henrique Catan (Novo), com 7,24%; Delcidio Amaral (PRD), com 1,06%; Economista Renato Gomes (DC), com 0,41%; Lucien Rezende (PSOL), com 0,33%; Daniel Lemes (PCO), com 0,16%; e Jeferson Bezerra (Agir), com 0,07%.

Com a vitória no primeiro turno, Riedel comandará o Executivo Estadual por mais quatro anos, de 2027 a 2030.

Riedel acompanhou a apuração dos votos em casa, com a família e amigos, além da senadora Tereza Cristina e os candidatos ao Senado Federal, Reinaldo Azambuja e Capitão Contar.

Ainda hoje, ele concederá a primeira entrevista como governador reeleito no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS).

Pela manhã, ao votar, Riedel manteve cautela em relação à vitória já no primeiro turno, afirmando que aguardaria o resultado das urnas, mas ressaltou que considera "dever cumprido" o primeiro mandado.

"Acho que a gente conseguiu transmitir à sociedade o que foram esses quatro anos de trabalho. Os resultados falam por si. Os números que o Mato Grosso do Sul tem apresentado ao Estado e ao Brasil é fruto de trabalho. Então, o que a gente fez na campanha foi mostrar isso e olhar pra frente", disse.

Na visão do governador, a disputa presidencial está indefinida e há uma tensão em torno dessa indefinição. Porém, apesar disso, ele diz que tem  um sentimento positivo para ganhar as eleições com o Flávio Bolsonaro (PL).

"A política se faz com diálogo e é assim que se constrói a democracia. Fiz uma campanha propositiva, percorri todos os 79 municípios do Estado e sei o que cada um precisa", disse, após a votação.

Quem é Riedel?

O empresário Eduardo Riedel, de 57 anos, foi candidato da federação União Progressista, que reúne União Brasil, PP, PL e federação PSDB Cidadania, com Pode, Avante, Republicanos, PSD e MDB.

O deputado estadual Barbosinha, do PP, é o vice.

Natural do Rio de Janeiro (RJ), formou-se em ciências biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Realizou, também, mestrado em zootecnia na Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Jaboticabal (SP).

Casou-se em 1994 com Mônica Morais e hoje possui dois filhos: Marcela e Rafael.

Em 1995, o então candidato assumiu a gestão da propriedade rural da família, em Maracaju, adquirindo experiência em gestão. Desde então, passou a assumir cargos relacionados à administração.

Em 2022, venceu a eleição para governador de Mato Grosso do Sul, derrotando Capitão Contar no segundo turno.

* Matéria atualizada às 21h para atualização de informações

ELEIÇÕES 2026

Apoiadores de Lula marcam forte presença durante ato em Campo Grande

A uma semana do 2º turno da eleição, manifestação em apoio à reeleição do petista reuniu centenas de campo-grandenses no centro da cidade, na manhã deste domingo (18)

18/10/2026 12h39

Centenas de apoaidores de Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram em manifestação na manhã deste domingo (18)

Centenas de apoaidores de Luiz Inácio Lula da Silva se reuniram em manifestação na manhã deste domingo (18) Foto: Felipe Machado

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Centenas de apoiadores do presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participaram de um ato na manhã desta domingo (18), em Campo Grande, a uma semana do segundo turno da eleição, e marcaram forte presença ao longo da Avenida Afonso Pena e em um trecho da Rua 14 de Julho, no Centro da cidade.

Organizado pelas principais lideranças de esquerda de Mato Grosso do Sul, o ato “Todos com Lula” na Capital começou às 09h, com a concentração de apoiadores na Praça Rádio Clube. Assim que o relógio virou para às 11h, uma grande fila se formou para seguir o trio elétrico, que carregava os vereadores Jean Ferreira (PT) e Luiza Ribeiro (PT).

Ambos puxavam os gritos que ficaram famosos nas manifestações petistas depois da derrota parcial no primeiro turno, como “trabalhador, olha para cá, estou na rua para o seu filho estudar”. Ao longo da Avenida Afonso Pena, na faixa exclusiva para ônibus, os manifestantes preencheram quase três quadras da via.

 

 

Dirigente da Central de Movimentos Populares do Brasil, Cleiton Soares, de 68 anos, estava no ato e disse que o que está em jogo nessa eleição é muito maior do que um simples embate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula, envolvendo principalmente a soberania brasileira diante da suspeita de invasão norte-americana.

“Eu estava em Brasília e cheguei ontem em Campo Grande para votar no segundo turno e ajudar os companheiros aqui no meu Estado. Não é uma eleição entre Lula ou Flávio Bolsonaro. É a soberania nacional que está em jogo, as terras raras, a Petrobras, a CLT, a Constituição Brasileira. É a liberdade do povo brasileiro de ser dono do seu país”, disse à reportagem.

Ele ainda afirmou que já conseguiu conquistar o voto de 16 idosos que não foram votar no primeiro turno, estratégia adotada pelos lulistas visto o alto número de abstenções registrado no dia 4 de outubro. Por isso, Cleiton reforça estar confiante na virada de seu candidato, um feito que nenhum outro conseguiu nas eleições presidenciais na história da política brasileira.

“Eu estou 100% com confiança porque Lula é esse fenômeno das coisas impossíveis. Eu consegui reverter muito voto de bolsonarista, sentando pacientemente. Vai ser apertado, vai ter questionamento. Para o bem do Brasil, da democracia e da nossa soberania nacional”, concluiu o apoiador.

Manifestações, tanto da esquerda quanto da direita, estão ocorrendo em todo o País ao passo que o segundo turno se aproxima. Neste domingo, mais atos devem acontecer ao longo do dia nos quatro cantos do Brasil. A decisão do próximo presidente está marcada para o dia 25 de outubro.

Outras

No dia 8 de outubro, estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, fizeram uma manifestação em apoio à candidatura do presidente Lula. O protesto começou no fim da tarde e se estendeu até a noite, aos gritos de "Olê, Olê, Olá! Lula, Lula".

A concentração dos acadêmicos começou por volta 16h, com distribuição de cartazes e terminou em torno das 19h15. Os manifestantes pró-Lula se reuniram inicialmente nas quadras da universidade. Logo após, percorreram a área interna da UFMS e foram à Avenida Costa e Silva, onde cantavam "Trabalhador, olha pra cá, eu estou na rua para o seu filho estudar!"

Tiago Botelho (PT), eleito deputado estadual, e Pedro Kemp (PT), que cumpre seu mandato na Assembleia Legislativa, estiveram presentes na manifestação da Cidade Universitária. Além de Campo Grande, o campus de Três Lagoas também teve o apoio ao candidato Lula.

Cinco dias depois, em 13 de outubro, um novo ato organizado pelos estudantes e profissionais da educação da UFMS aconteceu em Campo Grande. Mesmo sob a chuva, centenas participaram de uma manifestação em defesa da educação pública e pelo fim da escala 6x1, em Campo Grande. O ato também foi em apoio ao presidente Lula.

A concentração começou às 16h no momunento paliteiro e a caminhada percorreu ruas do entorno da UFMS às 18h. Entoando cantos que remetiam aos temas da manifestação, o grupo saiu pelo portão 2 até a rotatória, seguindo pelo autocine e pontilhão da Rua Rui Barbosa, retornando para a universidade. A passeata foi acompanhada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) e pela Polícia Militar (PM). 

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Pesquisa Ipespe

Flávio tem 51,2% e Lula 48,8%; vantagem de senador cai 3 pontos

A diferença foi de 5,4 pontos para 2,4. Em votos totais, Flávio oscilou de 49% para 48%, enquanto Lula foi de 44% para 46%

17/10/2026 17h07

Assim como em outras pesquisas, Lula está com tendência de alta e Flávio, segue sentido contrário

Assim como em outras pesquisas, Lula está com tendência de alta e Flávio, segue sentido contrário

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A vantagem do senador Flávio Bolsonaro contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diminuiu três pontos porcentuais em uma semana, aponta pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado, 17. Em votos válidos, as intenções de voto do candidato do PL passaram de 52,7% para 51,2%, enquanto as do postulante do PT foram de 47,3% para 48,8%. A diferença foi de 5,4 pontos porcentuais para 2,4 pp. Os dois seguem tecnicamente empatados.

Em votos totais, Flávio oscilou de 49% para 48%, enquanto Lula foi de 44% para 46%. Na pesquisa espontânea, quando não são apresentadas as opções ao entrevistado, o senador passou de 48% para 47% e o presidente, de 43% para 44%.

Flávio tem vantagem entre homens (53% dos votos totais), pessoas de 35 a 59 anos (51%), eleitores com ensino médio (53%) e superior (52%), além dos que recebem de dois a cinco salários mínimos (54%) e acima de cinco salários mínimos (também 54%).

Lula sai na frente entre as mulheres (51%), pessoas acima dos 60 anos (50%), eleitores com ensino fundamental (51%), aqueles que recebem até dois salários mínimos (54%) e os independentes (50%)

Flávio tem 46% das intenções de voto entre os católicos, 62% entre evangélicos e 37% entre os que professam outra religião ou não têm. Nestes mesmos recortes, Lula marca, respectivamente, 49%, 30% e 56%.

Os que disseram não votar de jeito nenhum em Flávio foram de 46% para 47%. No caso de Lula, a rejeição oscilou de 49% para 47%.

Entre os eleitores de Augusto Cury (Avante), 50% escolhem Flávio no segundo turno e 31%, Lula. Entre os de Ronaldo Caiado (PSD), 59% migram para o senador e 18%, Lula. Já entre os de Renan Santos (Missão), 40% optam pelo filho de Jair Bolsonaro e 20%, o candidato à reeleição.

Os eleitores de Renan também são os que mais estão dispostos a votar em branco ou nulo, um total de 32%. Fazem esta opção 3% dos eleitores de Lula no primeiro turno, 3% dos apoiadores de Cury e 6% dos de Caiado.

Entre os eleitores de Flávio no primeiro turno, 2% escolhem Lula agora. Já entre os que votaram no petista, 1% admitem apoiar Flávio no dia 25.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00223/2026. A coleta ocorreu entre 13 e 15 de outubro. Foram ouvidas 1.500 pessoas. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

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