Doença infecciosa causada pelo bacilo Koch, que afeta com mais frequência os pulmões, a tuberculose passa de pessoa para pessoa e, ainda que diversos fatores favoreçam o estabelecimento da doença, a vacina ainda se mostra forma mais eficaz de controle.
Desafio à saúde pública mundial, a estimativa é que a doença tenha atingido R$ 9,9 milhões de pessoas em todo o mundo, e responsável por 1,3 mi de óbitos entre quem não tem infecção por HIV.
Conforme o último boletim epidemiológico de tuberculose, a doença era a principal causa de óbito por um único agente infeccioso, ultrapassada desde 2020 pela covid-19 (Organização Mundial de Saúde, 2021).
O próprio Ministério da Saúde fez questão de ressaltar que o tratamento, à base de atibióticos pelo período de seis meses, é 100% eficaz, mas pontua que a melhor prevenção é a vacina.
Para previnir da doença, a vacina BCG (Bacillus Calmette-Guérin) é disponibilizada gratuitamente no SUS, ministrada normalmente no nascimento de uma criança, ou até antes dos cinco anos completos.
Essa BCG protege também das formas mais graves da doença, como a tuberculose miliar e a meníngea.
Dados compilados há dois anos mostram que a mortalidade da tuberculose gira na casa de 2,1 óbitos por 100 mil habitantes, vitimizando 4.543 pessoas no Brasil em 2020.
Pneumologista que trabalha na Unimed em Campo Grande, Dr. Henrique Ferreira de Brito esclarece mais sobre a doença, com fácil forma de transmissão, espalhada até mesmo pela fala.
“Além disso, uso excessivo de álcool e cigarro, aglomeração e pouca ventilação também favorecem o desenvolvimento da doença, e ao contrário do que se pensa, a tuberculose não está totalmente controlada no Brasil”, pontua.
Segundo o pneumologista, até 85% de quem desenvolve tuberculose, pode ser tratado "com grande chance de reduzir a transmissão da infecção".
Sintomas e cuidados
Gravidade e sintomas tendem a variar conforme a imunidade de cada pessoa. Veja os mais comuns:
- Tosse por mais de três semanas
- Falta de apetite e emagrecimento sem razão aparente
- Rouquidão
- Dor torácica
- Febre baixa e constante, especialmente no fim da tarde
- Cansaço excessivo
- Dificuldade para respirar
- Suor noturno
- Fadiga
"Em casos mais graves da doença, podem aparecer falta de ar limitante, a insuficiência respiratória, colapso nos pulmões e infecção generalizada. Caso você apresente tosse por mais de três semanas, e outros sintomas apresentados, procure atendimento médico para a realização do exame diagnóstico (de escarro) e assim, receber o tratamento mais adequado", salienta o médico.
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