Pensar no futuro, ou no longo prazo na gestão pública é um problema no Brasil. Os planos são feitos para 4 anos, salvo alguns projetos que tentam criar diretrizes para áreas essenciais do nosso país.
Dito isso, é possível facilmente observar que as emendas parlamentares continuam “infladas” nesse atual orçamento, criando um grande problema para o executivo e principalmente para a população brasileira. Os parlamentares escolheram obras de infraestrutura como maior segmento de investimentos do orçamento, uma estratégia populista e que está ligada com angariar votos dos eleitores via obras em seus municípios e estados.
Obras são importantes, mas, revela um indicador de crescimento, a curto prazo e sem indução de desenvolvimento. Para se desenvolver é necessário um olhar para as estratégias voltadas aos ativos locais, as raízes, os pilares do processo sustentável e um alicerce com forte base na atuação das pessoas.
Já acompanhamos no passado projetos como o PAC e o esforço do poder executivo, via ministério da infraestrutura implementar novas rodovias e ferrovias de forma eficiente a partir de parcerias com empresas privadas e concessões que permitem avançar no desenvolvimento dos estados e maior escoamento da produção com menos impacto ambiental e com menores custos. Se já temos esse esforço e estratégia que foram implementadas pelo executivo, está na hora de mudar a chave?
Não existe almoço grátis!! os manuais de microeconomia mostram o resultado de escolhas legislativas e do executivo que só pensam no curto prazo e não apresenta estratégias de desenvolvimento.
Não existe almoço grátis: alguém vai pagar a conta, ou seja, alguma ou várias áreas irão ficar sem investimento. Colocando mais recursos em obras via emendas parlamentares, as despesas obrigatórias serão pagas e as despesas discricionárias serão o alvo de cortes. Nessas últimas despesas entram vários pilares de desenvolvimento: Educação, Pesquisa, Saúde, Segurança.
A mudança de pensamento da forma de gerenciar os recursos pode mudar o patamar do país, os recursos devem ser pensados a longo prazo, com planos transparentes e organizados para elevar níveis de educação, capacitação, complexidade industrial e aumento do capital humano brasileiro, juntos, esses componentes alavancam a produtividade e esse reflexo produz um desenvolvimento baseado nas pessoas.