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Economia

Ciência de Dados e Políticas Públicas: uma combinação que pode mudar o Brasil

Confira a coluna de Michel Constantino, desta terça-feira, 13 de junho

Michel Constantino

13/06/2023 - 00h03

Há um consenso na sociedade que a educação é o pilar mais importante na construção de um país melhor, mais justo e inclusivo.

A vida das pessoas muda para melhor com maiores níveis educacionais, essa é uma correlação clara nos indicadores internacionais e nacionais de desenvolvimento e qualidade de vida.

As políticas públicas são instrumentos que podem e devem auxiliar na melhoria de qualidade de vida das pessoas, promovendo incentivos para transformar as realidades a partir de leis, investimentos, mudanças positivas e um arcabouço de regras que alavancam as potencialidades e ativos locais.

Nos últimos 10 anos evoluímos na construção de tecnologias de armazenamento, organização e transferência de dados. Essa evolução permitiu que o mundo se conectasse com os dados, em tempo real e iniciasse uma transformação na forma como usar as informações, métodos de modelagem de grandes bancos de dados e combinação de elementos de programação e aplicação na vida real.

O que hoje chamamos de Ciência de Dados é uma combinação dos métodos de pesquisa que utilizamos a mais de um século com uso de tecnologia baseada em dados e um componente comportamental chamado cultura analítica.

A cultura analítica é centro das atenções, pois isso depende de melhorar nosso nível educacional, educação de base, educação técnica e educação superior, pois nesse contexto, a mudança cultural vem da mudança também na atual geração de pessoas, e o analítico é a nova tendência para todo tipo de uso dos dados e transformação da informação em ativo.

As políticas públicas devem ser basear em dados, usar o conhecimento analítico das pessoas e suas experiências, e avaliar evidências do passado, presente e previsão de externalidades futuras com uso de métodos de previsão cada vez mais próximos da realidade.

A ciência de dados já está transformando o mundo, o Brasil precisa se dedicar mais ao incentivo de atrair nossos jovens para essas novas habilidades analíticas.

A complexidade das soluções que o mundo atual despende, depende de pessoas com conhecimentos interdisciplinar, capaz de analisar dados, comparar com experiências vividas, avaliar cenários e propor atitudes que causam externalidades positivas na sociedade.

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