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Plano Real e o Agronegócio: a produtividade equilibrou os preços

O controle da hiperinflação do Brasil trouxe um novo desafio, reduzir a expansão monetária pelo governo e aumentar a riqueza a partir de atividades produtivas privadas

Michel Constantino

09/07/2024 - 00h00

A estabilização monetária criada pelo Plano Real a partir de 1994 fez com que os setores mais competitivos pudessem crescer e mostrar seu potencial.

Junto com um ajuste fiscal entre as contas públicas e a criação de novos impostos, a economia brasileira aumentou a expectativa da moeda, criando uma moeda virtual e a correção da indexação pela URV – Unidade Real de Valor.

 

O controle da hiperinflação do Brasil trouxe um novo desafio, reduzir a expansão monetária pelo governo e aumentar a riqueza a partir de atividades produtivas privadas e parcerias com concessões e privatizações. 

A paridade ao dólar foi o primeiro passo, e depois sua flutuação natural trouxe mais competitividade, abrindo espaço para o “boom” do agronegócio.

A maior oferta de alimentos, equilíbrio e superávit da balança comercial ajudou o país a desenvolver seu processo econômico com bases sólidas no tripé macroeconômico, observando a política monetária como gestor da inflação a partir da taxa de juros, a expansão fiscal como relação dívida/PIB e o histórico marcante de controle da inflação, sabendo que é o “pior imposto” que pode se abater sobre as pessoas e empresas.

Precisamos comemorar o real, sua história e trajetória, e fica sempre atento às iniciativas do governo sobre a expansão fiscal, pois essa é a causa real da inflação, o IPCA é somente a medida que realizamos após o aumento de crédito e expansão fiscal pelo governo. 

Cabe uma rápida explicação, se o governo faz dívida, ou seja, imprime moeda, ele está expandindo a base monetária, criando um desiquilíbrio, e, para conter isso, o COPOM aumenta a taxa de juros Selic, levando a custo maior do dinheiro, e desincentivando o investimento e a expansão monetária, tudo com foco no controle da inflação.
 

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