Opinião

Nutrição e Boa Forma

Nutricionista dá dicas do que consumir para diminuir o colesterol ruim

Peixe e abacate estão na lista dos alimentos permitidos para uma vida mais saudável

Naiane Mesquita

16/11/2020 - 12h45

Há dois tipos de colesterol no organismo, o LDL e o HDL, sendo que ambos têm impactos diferentes para a saúde do corpo. Enquanto o primeiro, denominado também de lipoproteína de baixa densidade, transporta o colesterol do fígado e do intestino para as células dos tecidos do corpo humano, o HDL, ou lipoproteína de alta densidade, remove o excesso de colesterol dos tecidos corporais, levando-o de volta ao fígado, onde será metabolizado. 

“A ingestão de grandes quantidades de gordura saturada e trans é o principal fator responsável pelo aumento dos níveis de colesterol no organismo. Estas gorduras são capazes de aumentar a taxa de formação de LDL, aumentando significativamente os seus níveis no sangue bem como o risco de aterosclerose e doenças derivadas. Além disso, as gorduras trans diminuem ainda a formação de HDL. Já as gorduras insaturadas, estão ligadas à redução dos valores de LDL e ao aumento dos valores de HDL, por isso são conhecidas popularmente como gordura boa”, afirma a nutricionista e professora da Estácio Campo Grande, Camila Morais. 

Para uma vida em equilíbrio, o ideal é diminuir os níveis de colesterol LDL e otimizar o trabalho do HDL, evitando, desta forma, problemas de saúde, como infartos e acidentes vasculares cerebrais. 

“O colesterol com os níveis adequados é importante para o organismo, pois ele é responsável por todas as membranas que envolvem as células, atua nos processos de metabolismo, é necessário para o crescimento e regeneração celular, está presente no sangue e em todos os tecidos e contribui com a produção dos hormônios sexuais e do cortisol”, pontua Camila. 

A boa notícia é que o equilíbrio pode ser conquistado por meio da alimentação. 

“Em relação às gorduras, o limite máximo de 30% a 35% das calorias totais e no máximo 10% de gordura saturada (carne vermelha, nos queijos e no leite). Já a ingestão da poli-insaturada deve ficar entre 6% e 10% das calorias diárias, enquanto a mono-insaturada tem um limite de 20%. A primeira inclui o ômega-3 da linhaça e dos peixes de água fria, assim como o ômega-6 de muitos óleos vegetais. Já a segunda é representada pelo ômega-9, gordura presente no azeite de oliva, no abacate e no óleo de canola”, frisa. 

Para manter o colesterol “bom”, o ideal é priorizar o consumo de azeite de oliva, aveia, peixes, abacates e alimentos antioxidantes. 

“Para diminuir o colesterol ruim devemos evitar o consumo de bebidas alcoólicas, frituras, bacon, enchidos (como as linguiças), refrigerantes, chocolates e alimentos industrializados”, frisa. 

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