Recebi com muita satisfação o convite para ser o responsável pela coluna de agronegócios no mais tradicional veículo de comunicação de MS.
A vocação brasileira para a produção agropecuária é inegável . Produzimos muito e produzimos bem, com sustentabilidade.
Segundo a EMBRAPA, o Brasil é responsável pela alimentação de mais de 1,5 bilhão de pessoas no mundo. Soma-se a isso a geração de matéria prima para diversos outros segmentos da indústria e o papel fundamental do agro na produção de combustíveis e energia.
Colhemos safras recorde consecutivamente e a estimativa para 2021 é de produzir 260,5 milhões de toneladas de grãos, com um crescimento de 2,5% em relação a 2020. A estimativa total da produção de carne de frangos, suínos e bovinos neste ano é de mais de 29 milhões de toneladas. Estes números projetam um Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 959 bilhões para 2021, crescendo 10% em relação a 2020.
Esse crescimento é sustentável, ocupa apenas 7,6% do território brasileiro, enquanto países da Europa utilizam entre 45% a 65% para o cultivo. Vale ressaltar que mais de um quarto das áreas de preservação de vegetação nativa do Brasil está dentro das propriedades rurais privadas, demonstrando a contribuição do produtor rural na preservação da fauna, flora e recursos hídricos nacionais.
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A exportação de alimentos foi responsável por impressionantes 68,2% do saldo da balança comercial brasileira, sustentando a economia em tempos de crise.
Toda essa potência produtiva desperta a atenção do mundo para o papel que o Brasil irá desempenhar na economia mundial e do lugar de destaque que ocupará nas próximas décadas. Estes tempos de pandemia evidenciaram a possibilidade de mudança nos hábitos de consumo de bens e serviços e consolidaram a força e a importância dos países produtores de alimentos, fatores que definitivamente colocarão o Brasil como uma das principais potências mundiais.
Viva o Agro Brasileiro!
Análise de mercado na semana
Gado Gordo
A baixa oferta de gado gordo elevou a arroba a preços recorde na semana, o Indicador ESALQ/BM&F/BOVESPA fechou na sexta-feira a R$ 301,70 (U$ 56,02), subindo na semana +0,61% em R$ e +2,37% em U$. Desde o início do ano acumula alta de +10% em R$ e +7,69% em U$.
No MS a arroba do boi fechou a semana a R$ 288,00 (U$ 53,53), a arroba da vaca fechou a R$ 274,00 (U$ 50,92), com deságio de -4,86% em relação ao boi. Totalmente atípico para o período, esse deságio expressa a escassez de oferta, o que fortalece a tendência de alta nos preços. Para a novilha houve negócios realizados até a R$ 280,00 (U$ 52,04).
Reposição
Na última semana os leilões em MS mantiveram preços do kg vivo do bezerro por volta de R$ 14,40 (U$2,67). A bezerra foi comercializada em torno de R$ 12,00 (U$ 2,23) o Kg vivo.
A reposição continua apertada e na sexta-feira um boi gordo (18@) comprava 1,8 bezerros. A vaca gorda(13@) comprava 1,65 bezerras.
Soja
O Indicador ESALQ/BM&F/BOVESPA para a soja fechou em U$ 30,89 na sexta-feira, R$ 166,36. Nas 6 praças acompanhadas pelo Whats Agro em MS, alcançou valor máximo de R$ 158,00 (U$ 29,36) e mínimo de R$ 155,00 (U$ 28,81).
Milho
O Indicador ESALQ/BM&F/BOVESPA para o milho fechou na sexta-feira a R$ 82,78 (U$ 15,37). Nas 6 praças acompanhadas pelo Whats Agro em MS, o grão foi comercializado a R$ 71,00 (U$ 13,19) sem variações entre máxima e mínima, indicando tendência de alta.
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Naur Barbosa Jr.