Opinião

DICAS ECONÔMICAS

Lockdown, Saúde e Economia

Confira a coluna do economista Michel Constantino desta terça-feira

Thais Libni

09/03/2021 - 00h03

Na semana em que os números de internados e mortes registradas pelo Covid-19 estão pressionando os gestores públicos, a solução mais utilizada é o famigerado Lockdown. 

Deste ponto de vista, uma questão é importante: como ficam a saúde das pessoas em casa e os empregos gerados pelas empresas e outras atividades econômicas?

Desde março de 2020 presenciamos o surto generalizado de um vírus capaz de provocar todos os tipos de mudança na sociedade, fazer o mundo parar. 

Com poucas informações sobre o que fazer para deter esse vírus, cada país, cada município tratou de tomar decisões baseadas no achismo e no medo. Depois de passados os meses, algumas estratégicas foram traçadas para garantir o chamado “achatamento da curva”, e essa curva de casos começou a ser analisada minuto a minuto pelas analistas, gestores e mídia. 

A estratégia mais difundida no Brasil pelos “especialistas” foi a restrição de ir e vir da população, com fechamento de empresas e locais de socialização, com objetivo das pessoas ficarem em casa, adequando seu modo de vida com as possibilidades digitais e a “torcida” para não pegar a doença e não perder o emprego.

Um ano depois, voltamos ao “Lockdown”, a mesma estratégia de um ano atrás, que ajudou a achatar a curva de casos temporariamente, mas, não diminuiu o crescimento das mortes. Por outro lado, vimos um aumento do desemprego, várias empresas quebrando e observamos o setor da economia mais livre, crescer. O Agronegócio. 

Respondendo à pergunta aos gestores públicos: 

i) é hora de pensar em nova estratégia, de cuidado com saúde das pessoas em casa e nos hospitais;

ii) é hora de expandir os horários para as empresas trabalharem e ofertarem seus produtos e serviços. Com horários flexíveis a aglomeração é menor.

iii) é hora de se juntar com a iniciativa privada e dialogar novas soluções, principalmente para garantir as vacinas a todos.

iv) quem pode pagar pela vacina, deve ter o direito de pagar, assim, reduz os custos para o governo, aumenta a eficiência de vacinação em massa e o tal “achatamento da curva” vai realmente acontecer. 

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