Opinião

Giba Um

"A violência costuma ser uma saída para os covardes que têm muito a esconder"

do senador RANDOLFE RODRIGUES (Rede-AP) // a respeito de ameaças de Bolsonaro em gravação de conversa com o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO)

Thais Libni

13/04/2021 - 05h00

Na sessão da 2ª Turma do STF que julgou suspeição de Sérgio Moro, o ministro Kássio Nunes disse que os brasileiros ainda terão 26 anos para conhecê-lo melhor. É o número de anos que ele pode ficar no Supremo até se aposentar.

Mais: na semana passada, ao votar em favor da realização de cultos e missas aberta aos fiéis durante a pandemia, um colega da alta corte disse que poderia acrescentar que ainda tem 26 anos para aprender o seu ofício.

In – Canais de podcasts

Out – Canais de vídeos

Menina madura

Larissa Manoela tem apenas 20 anos, mas tem uma carreira sólida, tem cinco novelas, 12 filmes, quatro livros mais quatro peças de teatro em seu currículo, sem falar das diversas participações em outras tramas e programas. 

É a nova contratada da Globo depois de anos de SBT. Capa da revista Glamour ela disse que uma das coisas mais importantes que aprendeu com a pandemia foi sobre o controle. 

“Gosto de ter controle das coisas e este momento me fez entender que não temos controle de nada”. Ela também se mostrou ser muito madura no término de seu namoro. 

“Sempre entendi a questão do início e do fim dos ciclos. Talvez por causa do trabalho: novelas e filmes são envolventes, mas acabam”. 

Com 37,4 milhões de seguidores no Instagram, 16,3 milhões no TikTok, 2,5 milhões no Twitter, ela usou suas mídias sociais para manter contato com os fãs”.

Criação de CPI

Quem diria: um dos principais motivos para Rodrigo Pacheco ter segurado a CPI da covid até agora – e para o presidente do Senado estar preocupado com sua instalação – é que teme perder o protagonismo com a comissão em andamento. 

A surpresa é que Rodrigo também está de olho na presidência da República e sabe que esses dois anos seriam essenciais para ganhar uma imagem junto aos brasileiros. 

Numa CPI, quem ganha protagonismo são os que presidirem e relatarem o andamento da comissão. Não é a primeira vez que o Supremo determina a instalação de CPIs a pedido da oposição. 

No governo Lula, em 2005, o STF mandou que fosse instalada a CPI dos Bingos e, em 2007, o Apagão Aéreo; em 2014, já na gestão Dilma, determinou a CPI da Petrobras. 

A Constituição determina que, para instalar uma CPI, sejam preenchidos três requisitos: assinatura de um terço dos senadores; indicação de fato determinado a ser apurado; e definição de um prazo certo para duração.

Ensaio veterano

Sempre discreta em sua vida pessoal, Laura Cardoso, 93 anos, uma das mais aplaudidas e queridas atrizes comemorou ter recebido as duas doses da vacina contra covid com um ensaio para lá de divertido feito a distância pelo fotógrafo João Passos com ajuda de sua filha, Fátima, e do bisneto, Fernando. 

“Fiquei muito feliz de ser vacinada, por poder ficar em paz sabendo que estou imunizada. Espero que todos os brasileiros se vacinem”. E comentou que tem saudades de atuar e qual foi sua maior dificuldade na pandemia: a necessidade de confinamento. 

“Gosto de liberdade e, nessa época, a gente não está tendo liberdade, né?! Estamos presos a uma porção de coisas”.

Sem máscara

No jantar dos empresários com Bolsonaro, na casa de Washington Cinel, ninguém usou máscara, teve muitos apertos de mão (nada de cotovelo ou punho fechado) e até abraços. 

O que causou desconforto entre alguns convidados, preocupados em cumprir (com máscara no bolso) um mínimo de distanciamento social. 

De sobremesa, teve um ligeiro comentário sobre a cloroquina, que os empresários também querem ver de longe. 

Mais: duas conhecidas figuras declinaram do convite para jantar de empresários na casa de Washington Cinel: Frederico Trajano, do Magazine Luiza e Abílio Diniz. 

Os dois alegaram que estão em distanciamento social e por isso, não poderiam comparecer. 

Diniz chegou a dizer que não tem visitado nem os filhos, Johnny Saad, convidado não foi: estava com muita tosse.

Choro

“Não deixei a magistratura para ser ladrão”. Quem disse, na semana passada, diante do tribunal do impeachment, foi o governador afastado Wilson Witzel, com a voz embargada e em lágrimas. Quem presenciou a cena comentou que nem parecia o valentão que se fantasiava de policial e prometia abater bandidos com “tiro na cabecinha”.

Medo

Os militares do governo sempre acharam excesso no tamanho do Ministério da Economia e o pessoal do Centrão quer desmembrar as secretarias. A rigidez de Paulo Guedes era boa na primeira metade do mandato de Bolsonaro. Agora, com a proximidade da eleição, até assessores do Planalto acham que é necessário maior investimento em obras públicas. O presidente tem dúvidas sobre iniciativa. Qualquer mudança, mesmo sob uma justificativa, tem medo de que possa levar Guedes a deixar o posto.

GALHARDIA

Na posse de Anderson Torres no Ministério da Justiça, Bolsonaro elogiou o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Eduardo Aggio Sá. “Ele tem cumprido sua missão com galhardia”, disse o Chefe do Governo. Duas horas depois, Aggio foi defenestrado do cargo por Torres. Ou seja: galhardia não vale nada no governo, nem mesmo se reconhecida pelo presidente. 

“Meu Exército”

Há poucos dias, Bolsonaro usou em cerimônias de formação e promoção de oficiais-generais, a expressão “meu Exército” sugerindo que tem a instituição a seu lado. Os militares relatam, nos bastidores, que permanece a insatisfação com o presidente por insinuar que tem as Forças Armadas alinhadas a seu projeto. Alguns resignados com o uso político do Exército nos discursos do presidente. Porém, todos foram unânimes em dizer que os militares não embarcarão em uma eventual aventura golpista.

DOSE DUPLA

Depois da Caixa Econômica fechar a venda de sua participação no Banco Pan, agora é a vez do Banco do Brasil colocar pressão para acelerar o IPO do Banco Votorantim. A oferta de capital, se não for uma porta de saída definitiva, permitirá ao BB reduzir muito sua fatia na instituição financeira dos Ermírios de Moraes. O Banco do Brasil estima arrecadar até R$ 2 bilhões com a venda de parte de suas ações no Votorantim.

Olho na Embraer

A Embraer está animada. Soube que o novo chanceler, Carlos Alberto França, pensa em reabrir conversações no âmbito do OMC em torno da fixação de novas regras multilaterais com a concessão do subsídios do governo ao setor da aviação. Há um incomodo entre a empresa e o BNDES, que costuma financiar a venda de produtos da companhia, de jatinhos a aviões maiores. No exterior, há quem veja a fabricantes brasileira como uma “semiestatal” com garantia de financiamento do governo a taxas competitivas.

Super dívida

O problema maior de Duílio Monteiro Alves, presidente do Corinthians, é ter que lidar com uma dívida de R$ 982 milhões (R$ 586 milhões a curto prazo) fora o débito de R$ 570 milhões junto à Caixa Econômica Federal, referente ao financiamento da Neo Química Arena. Na Caixa, está em andamento um acordo sobre a dívida de R$ 570 milhões, pagaria R$ 300 milhões com os naming rights e o Corinthians ficaria com R$ 270 milhões para pagar em 17 anos (a primeira parcela em novembro de 2022).

ATRAÇÕES

A apresentadora Xuxa Meneghel está fora da TV desde o final do ano passado. E tem aparecido em algumas emissoras de TV, como Globo e SBT. O Grupo Globo está empenhado em trazer a loira de volta para a emissora e quer tê-la a frente de uma atração na GNT (canal fechado). O prestigio da eterna rainha dos baixinhos é tanto que há quem garanta que ela poderá ter participação em três programas: Superbonita, onde substituiria Tais Araújo; Saia Justa, onde passaria ser uma integrante do programa e uma outra atração que poderia ser de entrevista voltado um pouco para o mundo infantil.

MISTURA FINA

  • QUASE um mês depois de ter sido demitido, Eduardo Pazuello, sem função definida ainda, tem sido visto perambulando pelos corredores do Planalto. E nunca fala com ninguém nem com funcionários. Está achando que vai acabar ficando a pé, ou seja, nem nenhuma nova função importante.
  • TEM gente no Planalto achando que alista que o Centrão ainda pleiteia do governo é grande demais. O pessoal de Arthur Lira pediu Turismo, Educação, Minas e Energia, Infraestrutura, parte da Economia e nova pasta chamada Integração Nacional. Mas também tem gente no Planalto que acha o preço barato para o peso que esse bloco tem para carregar no Congresso.
  • O MINISTÉRIO da Agricultura vai reforçar o monitoramento em plantações na fronteira com a Argentina, inclusive com o envio de técnicos para a região. Autoridades portenhas têm reportado à Pasta o registro de novas nuvens de gafanhotos em lavoura do país vizinho. Os agricultores da Região Sul, à propósito, já estão lidando com um enxame de prejuízos por conta da seca.
  • O VEREADOR Chico Alencar (PSOL) quer retirar formalmente o Dr. do nome de Jairo Santos Souza Junior, conhecido como Dr. Jairinho. Ele está preso sob a acusação de ter torturado e matado Henry, um menino de quatro anos. Chico vai ao CMRJ pedir a cassação do registro profissional do parlamentar que admite nunca ter exercido a medicina.
  • O MINISTRO das Comunicações, Fábio Faria, está cada vez mais próximo dos colegas de ministério Rogério Marinho e Tereza Cristina. E pouco trata com Paulo Guedes. O titular da Economia, por outro lado, também não é muito chegado a Faria, dada sua relação com Rogério Marinho.
  • ISRAEL é o país que mais vacina sua população. Só que também enfrenta dificuldade para manter o ritmo: os mais jovens resistem à vacinação, a ponto do Ministério da Saúde oferecer cupons para distribuir pizza e cerveja aos que se dispuserem a ser imunizados.
  • A ESCASSEZ global de componentes para eletrônicos e peças de LCD deve se estender, pelo menos, até o primeiro trimestre de 2022. A previsão vai além do esperado pelos fabricantes no Brasil, que contavam com a regularização da cadeia do suprimentos no quarto trimestre deste ano. Terceirizados não conseguem dar maior capacidade de produção para atender pedidos de clientes.

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