Opinião

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"As nossas Forças Armadas pode ir para a rua um dia sim. Acabar com essa covardia de toque de recolher"

de JAIR BOLSONARO // em Manaus, quando elogiou o ex-ministro Eduardo Pazuello

Ana Karla Flores

27/04/2021 - 05h00

“As nossas Forças Armadas pode ir para a rua um dia sim. Acabar com essa covardia de toque de recolher”, de JAIR BOLSONARO // em Manaus, quando elogiou o ex-ministro Eduardo Pazuello.  

O governo deve abrir mão de R$ 365,2 bilhões em receitas em 2022 com isenções, subsídios e desonerações a setores específicos. O valor equivale a 4,11% do PIB, um aumento em relação ao esperado para 2021 (4,02%).

Mais: a alta, mesmo que pequena não era esperada e vai na contramão do plano de redução prometido pela equipe econômica e que foi fixado na Constituição por meio da PEC Emergencial.

In – Focaccia de tomates secos e azeitonas

Out – Focaccia com cebolas refogadas

 

Um Oscar diferente

A 93ª edição do Oscar, onde o filme Nomadland foi o destaque levando três estatuetas (Melhor Filme, Melhor Direção para Chloé Zhao e Melhor Atriz para Frances McDormand) foi bem diferente. 

Com menos luxo e com dois palcos devido a pandemia, no Dolby Theatre, em Hollywood, foi destinado somente para os shows da cerimônia, enquanto o tapete vermelho e a entrega dos prêmios ficaram na Union Station, uma das estações de trem de Los Angeles.

A cerimônia foi alvo de duras críticas por deixar de fora do momento In Memorian as atrizes Naya Rivera, Jessica Walter e o ator Nick Cordero, além da música As, de Stevie Wonder, ser considerada por muitos desapropriada para o momento fúnebre. 

Entre tantas que passaram pelo tapete, da esquerda para direita, Olivia Colman (uma das poucas convidadas que usaram máscara), Reese Witherspoon, Glenn Close, Laura Dern, Margot Robbie e Amanda Seyfried.

Mais cotado

Lula intensificou as conversas com o deputado Paulinho da Força (SD-SP) e com dirigentes da Força Sindical. No plano regional, o PT quer ainda reforçar sua estrutura em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. 

Derrotado no segundo turno da eleição presidencial em 2018, o ex-prefeito Fernando Haddad trocou a agenda nacional de antes do julgamento do STF por outra focada no Estado, onde é o mais cotado para disputar o Palácio dos Bandeirantes. 

Só que tem um porém Paulinho da Força tem dito aos mais chegados que não disputará a presidência da Força Sindical em março de 2022. Se cumprir a promessa, o parlamentar deixará o comando da central sindical depois de 23 anos de sucessivos mandato.

Sede de empreender

A atriz e empreendedora Giulia Costa, 21 anos, filha de Flávia Alessandra com Marcos Paulo, está no último ano de Cinema pela PUC-Rio, e diz sentir falta das aulas presenciais. 

Mas tem aproveitado o tempo para empreender e se dedicar ao ativismo pelos direitos dos animais e pela preservação dos oceanos. Em breve ela irá lançar uma marca com tecidos sustentáveis, com o menor desperdício de água e reaproveitamento de outros tecidos e materiais. 

É o segundo empreendimento da atriz que foi sócia do restaurante Feu, ela deixou a sociedade três meses depois da inauguração por divergências na gestão. 

“Agora estou focada na Mahalo, que é a minha nova marca de roupa. Estou muito ansiosa e otimista de que vai ser bem legal, a ideia é muito diferente de tudo”.

Ernesto candidato

O ex-chanceler Ernesto Araújo está de férias até 30 de abril, lotado na Secretaria de Gestão Administrativa do Itamaraty, um posto burocrático e visto como transitório, até que o governo encontre um lugar para ele no exterior. 

Uma alternativa é o posto de representante brasileiro junto à OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o clube dos países ricos, em Paris, cargo que não necessita de confirmação do Senado, onde tem muitos desafetos. 

Detalhe: um bloco de torcedores de Ernesto incentiva sua candidatura à Câmara. Ele terá de se licenciar da carreira caso se candidate a cargo eletivo.

Reforço

A entrevista de Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação Social do governo Bolsonaro, para a revista Veja, deu munição para membros da CPI da Pandemia reforçarem acusações de omissão e ineficiência no combate contra a covid-19 por parte do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e do presidente Bolsonaro. 

Ele tentou isentar o presidente de qualquer  responsabilidade, dizendo que “se as coisas aconteceram não foi culpa do Planalto”. A tentativa não deu certo, Bolsonaro achou a entrevista “uma canalhice”.

Cobrança

O governo ameaça exonerar indicados por Gilberto Kassab, presidente do PSD, na administração pública depois que ele disse que Bolsonaro pode ficar de fora do segundo turno da eleição presidencial de 2022. 

Para Kassab, a pandemia e a situação econômica ameaçam a reeleição do presidente. Dentre as principais indicações de Kassab estão os presidentes da Telebrás e da Funasa. O PSD também indicou o diretor-presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, ligado à Casa Civil.

ENCONTRO

Preocupados com a indicação de Renan Calheiros (MDB-AL) para a relatoria da CPI da Pandemia, integrantes do governo tentaram marcar um encontro com o senador por intermédio do ex-presidente José Sarney. 

São colegas de partido e têm boa relação. Já Bolsonaro resolveu telefonar para Renan Filho, governador de Alagoas, que foi seu colega de Câmara. O governador procurou tranquilizar o presidente dizendo que seu pai “não cometeria injustiças” nos trabalhos da CPI.

Herança

O novo ministro do STF a ser indicado por Bolsonaro para a vaga do ministro Marco Aurélio Mello, que vai se aposentar em junho, vai herdar 2.483 ações. São 1.935 ações originárias e 548 recursos atualmente sob responsabilidade de Marco Aurélio.

É a segunda maior carga processual entre os onze ministros. O ministro Kássio Nunes Marques herdou mais de 2,2 mil processos do ex-ministro Celso de Mello. O campeão é o ministro Edson Fachin: está em suas mãos 2.787 processos.

ANTES E DEPOIS

O general Braga Neto, atual ministro da Defesa, comandou as tropas de intervenção no Rio, em 2018, e foi tratado como queridinho por empresários, políticos e até jornalistas. 

Ele já tinha feito amigos civis em 2016 quando chefiou a segurança da Olimpíada. Agora, na posse do novo comandante do Exército, Braga disse que “o projeto escolhido pelos brasileiros merece respeito”.

Pressão

Alvejados por potências mundiais, ambientalistas e até por funcionários do Ibama, Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, que está por um fio, está fazendo pressão pela demissão do presidente do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), Clézio de Nardim. 

Tudo porque ele divulgou, na semana passada, que o desmatamento na Amazônia atingiu, em março, recorde histórico para um único mês. Sua interferência também foi decisiva para a demissão do superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva.

Plano de saúde

As empresas de setores que adotaram o “home office” no ano passado tiveram menos gastos com planos de saúde quando comparadas às companhias que precisaram continuar suas atividades presencialmente, uma vez que seus funcionários ficaram menos expostos aos riscos da covid-19. 

Entre aqueles que não puderam interromper o trabalho presencial, houve um aumento de 15% em internações de casos complexos, sendo que deste volume cerca de 80% estão relacionados à covid-19. São dados da consultoria Mercer Mersh.

CORRENDO ATRÁS

Com estratégias que vão de mensagens de texto pelo celular até uma visita em casa por um agente de saúde, as prefeituras de todo país estão em busca das pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra Covid-19, mas não apareceram para a segunda no prazo indicado. 

São cerca de 1,5 milhão no país nesse situação, segundo o Ministério da Saúde. O Ministério, à proposito, pensa em fazer uma campanha pela televisão, rádio e mídia digital, no mesmo enfoque.

MISTURA FINA

  • BOLSONARO estaria disposto a indicar um militar para a  vaga do ex-deputado Carlos Marun, que vai deixar o Conselho de Administração de Itaipu. O nome de Eduardo Pazuello chegou a ser cogitado depois de sua saída do Ministério da Saúde, mas, hoje, é considerado carta fora do baralho.
  • O SECRETÁRIO de Ambiente dos Estados Unidos, John Kerry, quer vir ao Brasil depois de julho, quando saem os números anuais do desmatamento na Amazônia. Ou seja, quer ver primeiro para depois supostamente abrir o bolso.
  • PELA primeira vez desde que foi incentivado a entrar na disputa de 2022, o senador Tasso Jereissati (CE) admitiu participar das prévias do PSDB para a escolha de um candidato à Presidência e construir uma terceira via. Só que acha que as prévias não deveriam acontecer agora. O senador acha que até o final do ano “muita coisa ainda pode acontecer”.
  • DE acordo com FGV Social, quase 32 milhões de pessoas deixaram a classe C desde agosto do ano passado, quando do pagamento do auxílio emergencial pelo governo Bolsonaro, em direção a uma vida pior. A classe E, com renda domiciliar até R$ 1.205, segundo critérios da FGV Social, foi a que mais inchou: cresceu em 24,4 milhões de pessoas. Já  classe D (renda de R$ 1.206 a R$ 1.926) aumentou em 8,9 milhões.
  • O CORONEL Robson Santos da Silva, que ocupa a Secretaria de Saúde Indígena, deverá ser o próximo militar a deixar o Ministério da Saúde por decisão do ministro Marcelo Queiroga.
  • BOLSONARO faz plano para lançar uma chapa caseira no Rio Grande do Norte em 2022: para governador, o ministro da Comunicação, Fábio Faria; para o Senado, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.
  • O NOVO chanceler Carlos Alberto França articula uma reunião com o embaixador norte-americano no Brasil, Todd Chapman. Será o primeiro encontro presencial entre ambos. No Itamaraty, a conversa é vista como uma antessala para uma possível audiência, em Washington, entre França e o Secretário de Estado, Antony Blinken.
  • UM indicador curioso da mudança de eixo na distribuição de conteúdo audiovisual: as plataformas de streaming representam 42% dos filmes e séries analisados na classificação indicativa do Ministério da Justiça no primeiro trimestre. Estima-se que, pela primeira vez, esse número passará os 50% até o final do ano.

 

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