O governo federal sancionou o orçamento deste ano, com muito atraso e muitos problemas de planejamento. E esses problemas poderiam ser sanados se a leitura e análise de um manual de microeconomia fosse condição para ingressar na atividade de legislador.
As emendas parlamentares foram “infladas” nesse atual orçamento, criando um grande problema para o executivo e principalmente para a população brasileira.
Os parlamentares escolheram obras de infraestrutura como maior segmento de investimentos do orçamento, uma estratégia populista e que está ligada com angariar votos dos eleitores via obras em seus municípios e estados.
Obras são importantes, mas, revela um indicador de crescimento, a curto prazo e sem indução de desenvolvimento. Para se desenvolver é necessário raízes, pilares e um alicerce com forte base de sustentação.
Já estamos acompanhando o esforço do poder executivo, via ministério da infraestrutura implementar novas rodovias e ferrovias de forma eficiente a partir de parcerias com empresas privadas e concessões que permitem avançar no desenvolvimento dos estados e maior escoamento da produção com menos impacto ambiental e com menores custos.
Se já temos esse esforço e estratégia do executivo, para que colocar mais recursos nisso senhores e senhoras parlamentares? É claro, que a resposta não é tão simples, mas o resultado sim, ineficiência dos gastos públicos.
Não existe almoço grátis!! (No Free Lunch). Essa expressão cunhada por Milton Friedman, vinda de qualquer manual de microeconomia sério, mostra o resultado de um congresso que só pensa no curto prazo e não apresenta estratégias de desenvolvimento.
Não existe almoço grátis: alguém vai pagar a conta. No orçamento, temos a lei de responsabilidade fiscal e temos o teto de gastos.
Colocando mais recursos em obras via emendas parlamentares, as despesas obrigatórias serão pagas e as despesas discricionárias serão o alvo de cortes. Nessas últimas despesas entram vários pilares de desenvolvimento: Educação, Pesquisa, Saúde, Segurança.
O dia que o congresso pensar em desenvolvimento, e de livre e espontânea vontade desejarem um país melhor, leiam antes alguns capítulos dos manuais de microeconomia.