Marina Silva, ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente, não vai partir para sua quarta candidatura à presidência. Está empenhada em colaborar para a construção de uma candidatura de terceira via.
Mais: quer ajudar a escolher uma alternativa aos nomes de Bolsonaro e de Lula. Por enquanto, à propósito, Marina não enxerga figura com grandes chances de ser “essa terceira via”.
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Uma nova oportunidade
A cantora Luiza Possi, 37 anos, que está gravida de sete meses de seu segundo filho, garante que é uma nova oportunidade de educar os filhos para um mundo mais igualitário.
“Acho uma super oportunidade ter a criação de dois meninos ao meu alcance, já que vamos educá-los com valores feministas e igualitários”.
Luiza também garante que a descoberta de sua gravidez um mês depois da morte de seu pai, foi o que te tirou do luto.
“Perdi meu pai, que era o meu melhor amigo. Descobri que estava grávida um mês depois que ele faleceu. Foi o que me tirou da depressão! Neste ano que tem sido tão difícil para as mais de quinhentas mil famílias chorando os seus entes queridos, a gente tem que ter mais empatia, mais amor ao próximo e mais cuidado com a vida. A gestação significa uma esperança e um caminho de luz em nossas vidas”.
E completa: “Não dá para ficar totalmente triste quando há uma vida crescendo dentro de você”. Seu próximo single que será lançado dia 2 de setembro fala justamente sobre o tema.
Patente a mais
Graças a uma canetada de Bolsonaro, mais de 200 oficiais das Forças Armadas foram promovidos à patente de marechal, extinta há mais de 50 anos.
A medida revela mais um exemplo de como o governo se empenha para favorecer a categoria e se dar o direito de chamar os militares de seus, irrigando as contas bancárias deles e de seus parentes.
Segundo a lei que regulamenta o Estatuto dos Militares, promulgada em 1980, a possibilidades de um general ser alçado à marechal só seria permitida em tempo de guerra.
O segredo da história está na tradição da corporação em permitir que militares se aposentem por uma patente acima da que estão.
Um general do Exército passa a receber como marechal, um posto fictício, apenas para caracterizar o direito de receber o saldo da patente acima.
Entre os mais de 100 generais alçados no cargo de marechal durante o governo Bolsonaro, está Augusto Heleno, do GSI.
Recebe os benefícios da carreira militar, mais vencimentos de ministro de Estado – e embolsa uma bolada de mais de R$ 100 mil por mês, como demonstra o contracheque de junho de 2021.
Comemoração em família
A cantora Madonna comemorou seus 63 anos (16 de agosto) do jeito que gosta: ao lado da família e com muito luxo. Ela e toda família estão na cidade de Fasano, Itália, hospedados no luxuoso Hotel Borgo Egnazia (um dos melhores do mundo), cujas diárias do quarto mais luxuoso chegam a 7,7 mil euros (R$ 48 mil).
Na noite de comemoração usava um vestido de 20 mil reais da Versace. Além dos seis filhos (Lourdes Leon, Rocco Ritchie, David Banda, Estere Ciccone, Stelle Ciccone e Mercy James) também a acompanha nesta viagem de comemoração seu novo namorado o bailarino Ahlamalik Williams.
Terceira via
Gilberto Kassab, dono do PSD, não descansa enquanto não colocar de pé a candidatura de Rodrigo Pacheco, presidente do Senado, à Presidência da República, na condição de “terceira via”.
O mesmo Kassab montou a filiação de Geraldo Alckmin ao PSD para concorrer ao governo de São Paulo.
Com base no cenário atual, a missão de Pacheco será derrubar Bolsonaro no primeiro turno para vencer Lula no segundo.
Se ficar fora do segundo turno, poderia eventualmente apoiar Lula.
Sem partido
Rodrigo Maia (sem partido) teve o nome vetado por Arthur Lira para ser um dos vice-líderes da oposição: teria que ser de uma legenda de oposição ao governo.
Com o veto, expulso do DEM em junho, fica sem tempo de fala garantido em plenário durante votações, o que hoje não tem. Ele reclama: “Querem me proibir de falar. Se o problema é ter ou não partido, Bolsonaro também não poderia ser presidente”.
Blefe
Na montagem da proposta de lei orçamentária para 2022, o governo calcula em R$ 50 bilhões os recursos destinados a engordar os programas sociais para fins eleitorais.
Seriam destinados no Auxilio Brasil, ex-Bolsa Família, e outras iniciativas para aumentar a oferta de empregos na economia.
O valor do auxílio está em discussão, mas Bolsonaro insiste em fixá-lo em R$ 400 e Paulo Guedes preferia algo em torno de R$ 280.
Especialistas consideram blefe de Bolsonaro a promessa dos R$ 400. O Orçamento para 2022 não tem e nunca teve dinheiro para bancar R$ 80 bilhões a 17 milhões de famílias com um benefício desse valor.
MEIA VOLTA
Bolsonaro pretendia utilizar as Forças Armadas de novo para demonstrar força na ofensiva que seus seguidores estão prevendo para o Sete de Setembro.
Mas, o Ministério da Defesa recou em seu planejamento e não prevê qualquer parada em Brasília ou sobre a Esplanada dos Ministérios no aniversário da independência do Brasil.
Em nota enviada aos comandantes das Armas, o Ministério da Defesa diz que não haverá desfile em função da pandemia.
Como no ano passado, uma única cerimônia oficial prevista é o hasteamento da bandeira no Alvorada.
Sem marcha
Nos últimos dias, grupos bolsonaristas espalharam um áudio do cantor Sérgio Reis dizendo ter estado com Bolsonaro e combinado de fazer uma manifestação de caminhoneiros no dia 7 que ficariam estacionados nos acessos de Brasília.
Reis disse que em áudio que iria ao Senado “entregar uma intimação” a Rodrigo Pacheco, para que ele aprovasse em 72 horas o voto impresso e retirasse do cargos todos os ministros do STF.
Nada disso: caminhoneiros negam qualquer articulação para marchar a Brasília.
CONTRA
Os mesmos grupos bolsonaristas, contudo, continuam espalhando informações nas redes sociais, segundo as quais farão manifestação contra o Supremo na data da independência.
Sérgio Reis não deverá participar de nada. Seus familiares dizem que ele “falou demais” e querem que ele fique em casa no Sete de Setembro.
Sem andamento
Caso Bolsonaro leve adiante o plano de apresentar um pedido de impeachment contra os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, o processo não terá vida longa no Senado.
O presidente da casa, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), já avisou aliados que não pretende dar andamento no caso.
O início de um processo de afastamento de magistrados depende exclusivamente do presidente do Senado.
Pacheco vem demonstrando disposto a sequer iniciar a tramitação. Bolsonaro já sabe disso.
Xingou
O senador Romário (PL-RJ) usou suas redes para atacar o ministro da Educação, Milton Ribeiro, que, na semana passada em entrevista disse que pessoas portadora de deficiência “atrapalham o aprendizado de alunos sem a mesma condição”.
Romário, que tem uma filha com Síndrome de Down, postou: “Somente uma pessoa privada de inteligência, aqueles que chamamos de imbecil, podem soltar uma frase como essa. Eles existem aos montes, mas não esperamos que estes ocupem o lugar de ministro da Educação de um país”.
E no fim completou: “O ministro da Educação faltou a muitas aulas, deixando a imbecilidade tomar o lugar da inteligência e da humanidade. Você é um completo idiota!”.
ATRAPALHANDO
As constantes trocas de farpas entre o presidente Jair Bolsonaro e alguns ministros do Supremo Tribunal Federal estão atrapalhando a sabatina que deverá se submeter André Mendonça, indicado para vaga de Marco Aurélio Mello na Corte. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre, já avisou que não pretende marcar a sabatina de Mendonça pelo menos até setembro. Outros membros do Senado querem que o ex-AGU passe pelo debate somente no ano que vem.
MISTURA FINA
- SETORES da oposição não sabiam ao certo se jogavam ou não para debaixo do tapete a nota pública de 14 governadores manifestando solidariedade aos ministros do Supremo criticados por Bolsonaro. O problema é que 12 dos 14 govenadores são opositores e ao menos três tentam se viabilizar à sucessão presidencial. Outros, importantes, como Romeu Zema (MG), do Novo, ficaram de fora.
- CIRO Nogueira está empenhado em destravar a regulamentação da lei que autorizou as atividades de apostas no Brasil. O tema está no Ministério da Economia, Ciro já conversou até com Bolsonaro, mas dentro do governo ninguém sabe em que pé está. Ele é considerado no Congresso um especialista em jogos de azar.
- A AGORA senadora Eliane Nogueira (PP-PI), 72 anos, mãe e suplente de Ciro Nogueira, passou a fazer parte da lista de 25 suplentes que, de forma temporária ou permanente, foram chamados para ocupar cadeiras no Senado de 2015 para cá. O número representa quase 1/3 dos 81 senadores. Detalhe: a maioria sem experiência em cargos majoritários.
- LULA estaria conversando diretamente com Gilberto Kassab sobre uma possível aliança entre PT e PSD em Minas Gerais. As tratativas não saem do lugar. A dificuldade maior é convencer o prefeito Alexandre Kalil, candidato ao governo de Minas em 2022. Ele tem dito que não colocará a “estrela do PT no peito”.
- A PREOCUPAÇÃO em torno do recebimento de recursos de outros países fez surgir uma nova frente parlamentar no Congresso. É a Frente Parlamentar em Apoio aos Investimentos Estrangeiros para o Brasil que pretende mudar o ambiente de negócios e tornar o país mais atrativo ao capital estrangeiro. É quase uma “missão impossível” devido à carga tributária e a burocracia nos serviços públicos.
- O SECRETÁRIO especial da Cultura, Mário Frias, ainda não foi a São Paulo para acompanhar os desdobramentos do incêndio que atingiu um depósito da Cinemateca Brasileira, em julho. No dia do incêndio, Fria estava na Itália para a Conferência dos Ministros da Cultura do G20. Ele é aquele que não sabia quem era Lina Bo Bardi.
- A TRANSMISSÃO pela TV Brasil do treino militar em Formosa (GO) rendeu inúmeros memes nas redes sociais. As imagens dos militares em ação foram exibidas acompanhadas da clássica trilha do filme Missão impossível.