Opinião

Giba Um

"Evangélico que apoia o Lula bom sujeito não é, ou é doente da cabeça ou doente da fé"

de MARCO FELICIANO // deputado e evangélico sobre pesquisa onde evangélicos veem Lula como melhor presidente.

Thais Libni

04/01/2022 - 05h00

Advogados públicos, diplomatas e policiais federais entre outros cargos constituem a elite do Poder Executivo Federal. Aprovado em concurso, esses servidores começam a receber entre R$ 19.137,02 e R$ 21.020,09.

Mais: delegados da PF têm remuneração inicial de R$ 23.692,24. Um advogado júnior em grande escritório ganha R$ 6.000,00 ou gerente de auditoria de empresas como Deloitte, KPMG, recebe em torno de R$ 8.000,00.

In – Horóscopo chinês: Ano do Tigre

Out – Horóscopo chinês: Ano do Boi

Feliz Ano novo

Começamos um novo ano que será regido por mercúrio, pela pedra Apatita, as cores nos tons roxos (desde os mais leves como lavanda até o roxo púrpuro), pelos orixás Iemanjá e Exu e é o ano do Tigre, segundo o horoscopo chinês. 

E muitas celebridades exibiram looks ousados na passagem do ano, marcado muito pela transparência, tons metalizados e claro, o branco. 

Entre tantas que ousaram estavam, da esquerda para direita, a ex-BBB20 e apresentadora Rafa Kalimann, com um look todo transparente de pedrarias da marca americana Kelsey Randall que custa em torno de R$ 16 mil; Sabrina Sato num look meio estranho, mas que ela justificou ser inspirado em um copo de cerveja e anunciou uma parceria com a Brahma; Flávia Alessandra num look prateado, com pouco de transparência e curto; Juliette Freire, vencedora do BBB21 num vestido branco curto com franjas prateadas; a modelo Isabeli Fontana com look rendado branco, deixando à mostra sua lingerie rosa; e Marina Ruy Barbosa num vestido dourado da Burberry que custa mais de R$ 50 mil.

Luto oficial

O ano de 2021, assim como o anterior, terminará com um dos mais letais da história do Brasil. Entre os motivos a onda de covid-19 e acidentes trágicos que vitimaram famosos. 

E o presidente Bolsonaro chegará ao quarto ano de mandato com apenas um decreto de luto oficial: o do ex-vice-presidente Marco Maciel. Nos últimos 12 meses, o Brasil perdeu Tarcísio Meira, Paulo Gustavo, Bruno Covas e Marília Mendonça, todos causando comoção nacional – e não mereceram nada além do reconhecimento do pesar. Nem a tragédia de Brumadinho nem as 600 mil vítimas fatais da covid mereceram luto oficial. 

Michel Temer declarou luto cinco vezes em seus dois anos e sete meses de mandato; em cinco anos e meio Dilma Rousseff declarou luto em dez ocasiões; durante dois mandato, Lula publicou esse decreto 22 vezes – e até mesmo Figueiredo publicou, entre outros, um decreto pela morte de um político da União Soviética. 

Temer declarou luto também pela ex-primeira-dama, Marisa Leticia e Lula fez o mesmo com a ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Já Bolsonaro revogou 25 decretos de luto oficial de 1992 a 2010.

Não acredita

A ativista Greta Thunberg que acaba de completar 19 anos e que ficou conhecida por seus protestos a favor da natureza e que ganhou o mundo em 2019, quando atravessou o Oceano Atlântico via veleiro para chegar aos Estados Unidos, onde participou da Cúpula das Nações Unidas sobre Ação Climática. 

A sueca que é criadora do movimento “Fridays for Future” tem 14 milhões de seguidores no Instagram e ainda assina uma coluna no jornal The Guardian, diz não acreditar mais na COP. 

“Não precisamos de mais promessas. A COP se transformou em um evento de relações públicas onde os líderes estão fazendo belos discursos e anunciando compromissos e metas extravagantes, enquanto, por trás das cortinas, os governos dos países do Hemisfério Norte ainda se recusam a tomar qualquer ação climática drástica”.

Só inflação

O reajuste obtido nas negociações salariais coletivas (acordos e convenções) em novembro apenas empatou com a inflação do período, segundo a mediana calculada pela Fipe.

Desde fevereiro de 2020, a mediana dos reajustes não resulta em aumento real para os trabalhadores. 

Na primeira onda da pandemia, as demissões travaram os reajustes e no ano passado, a disparada da inflação tornou as negociações mais difíceis.

Melhor Senado

O vice-presidente Hamilton Mourão, filiado ao PRTB, embora não tenha batido o martelo, está mais inclinado a disputar o Senado do que o governo do Rio de Janeiro. 

Se disputasse o Palácio da Guanabara, dividiria parte do eleitorado conservador bolsonarista com o governador Cláudio Castro, filiado ao PL (mesmo do presidente) e também aliado ao Planalto. Quem auxilia nessa articulação é o senador Flávio Bolsonaro.

Guerra por espaço

Até 11 ministros do governo Bolsonaro podem deixar seus cargos em abril para concorrer a postos de governador, senador ou deputado federal nas eleições deste ano. 

As negociações sobre quem herdará as cadeiras já vai começar e integrantes do Planalto avaliam que o desempenho do presidente, hoje atrás de Lula nas pesquisas de intenção de votos, poderá inflacionar o custo do apoio de aliados do Centrão. 

Detalhe: alguns pré-candidatos foram escolhidos pelo próprio Jair Bolsonaro, garantindo sua eleição. E poucos candidatos são bem cotados mesmo sem apoio do presidente.

FESTA

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, conseguiu emplacar um de seus apadrinhados como presidente do Banco do Nordeste: o economista José Gomes da Costa. 

Em setembro, o apadrinhado de Valdemar já havia sido indicado pela diretoria financeira do banco. Agora, com Bolsonaro no PL, vai ser promovido e a festa do Centrão vai ser maior.

Procura-se

Malgrado já esteja decidido que o vereador Carlos Bolsonaro continuará cuidando da campanha do pai na internet, Jair Bolsonaro procura um nome profissional para tentar reverter os altíssimos índices de impopularidade. 

Uma aliança com partidos do Centrão deverá produzir uma tendência de que o fundo eleitoral fique em torno de R$ 5 bilhões neste ano. 

Entre os nomes cogitados, estão o de Elsinho Mouco, que trabalha com Michel Temer e Fernando de Barroso, nome conhecido em Brasília.

DE OLHO

Como o cotado para Ministério da Economia de Lula, Henrique Meirelles, é muito ligado a João Doria, surgem outros nomes para o posto, caso o petista vença a corrida ao Planalto.

José Affonso Pastore já está com Sérgio Moro e Armínio Fraga (quer distância de Bolsonaro), aguarda a indicação de Geraldo Alckmin para a vice de Lula. No caso, seria a abertura de um canal de diálogo com o líder das pesquisas.

Extintos

O governo federal gasta, anualmente, R$ 8,2 bilhões para manter 69 mil servidores ativos que ocupam cargos já extintos, como ascensoristas, datilógrafos e técnicos de manutenção de videotape. 

Entre 2014 e 2015, o governo contratou afinadores de instrumentos musicais e datilógrafos. 

Apesar dos cargos terem sido extintos em 2019, eles permanecerão na folha de pagamento pelos próximos 53 anos. Ainda existem cargos de açougueiro, chaveiro, encadernador e operador de telex.

Recuperação

O general Augusto Heleno, do GSI, aposta numa recuperação rápida de Jair Bolsonaro, internado no hospital Vila Nova Star, em São Paulo, com uma suboclusão intestinal (pode passar por nova cirurgia). 

O general disse que conversou com o presidente e ele não deu indícios de que estava com problemas de saúde. 

“Pelo contrário, ele estava com uma vida agitada lá, né. Jet-ski, mergulho, caminhar na praia, estava tendo uma vida agitada. Ele é assim. Não adianta querer modificá-lo”.

APELIDO

Nos corredores do Planalto, o general Augusto Heleno, chefe do GSI, que disse que toma duas doses de Lexotan diariamente – e na veia – para impedir os pensamentos golpistas do presidente Jair Bolsonaro, ganhou um apelido quase evidente: Heleno-Lexotan. 

Dependendo da pessoa que o chama desse jeito, ele atende.

Mistura fina

  • DEFENDIDA pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), a proposta da legalização dos jogos teve urgência aprovada em dezembro e pode ser pautada já em fevereiro. Só que tem oposição da bancada evangélica e Bolsonaro já prometeu a líderes religiosos que irá vetá-lo.
  • O PRESIDENTE do Postalis, general Humberto César de Oliveira, está cotado para assumir um posto na Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. É onde está encostado, há meses, o ex-ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que passa horas olhando para o teto diariamente.
  • JAIR Bolsonaro tenta convencer o coronel Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) a ter outro militar como vice em sua chapa na disputa pelo governo de São Paulo. No entanto, Freitas não concorda com essa sobreposição: quer um civil, de preferência mulher, a seu lado. Detalhe: as primeiras pesquisas internas do partido sobre as chances de Tarcísio em São Paulo são desanimadoras.
  • NO auge da pandemia, em 2020, o brasileiro, temendo a morte, tratou de transferir para seus entes queridos bens e investimentos. Naquele ano, o Leão registrou que as doações de bens e direitos chegaram a R$ 58 bilhões, quando em 2019 tinham sido de R$ 32 bilhões. A conta é do economista José Roberto Afonso.
  • A SENADORA Simone Tebet (MDB-MS) está animada com as novas pesquisas sobre sua candidatura ao Planalto que dizem que é grande o percentual de eleitores que ainda não conhecem a parlamentar. E prepara-se para rodar o país para aumentar sua popularidade. Mais: de “vice” ela não quer saber. Acha que a sugestão é apenas por se tratar da candidatura de uma mulher.
  • ENQUANTO o vice Rodrigo Garcia avança na montagem de uma aliança (faz negociação com sete partidos) em torno de sua candidatura a governador, cresce no PSDB paulista a ideia de lançar um tucano para o Senado. Marco Vinholi, presidente do PSDB-SP, é um dos nomes mais cotados, mas sabe que José Serra, que encerrará seu mandato este ano, tem prioridade. 
  • AINDA a concorrência para o Senado paulista pelo PSDB: tem mais José Aníbal, Fernando Alfredo e Joice Hasselmann. Joice desiste se José Luiz Datena decida disputar vaga no Senado: pretende apoiá-lo. Traduzindo: esse movimento vai na contramão das negociações de Garcia com diversas siglas.
  • TAMBÉM Kim Kataguari, deputado federal (DEM-SP), quer concorrer ao Senado.
  • “ASSIM que a gente puder falar, será falado” – é o que diz Maitê Proença, 63 anos, apelando para evasiva se o assunto é o relacionamento que a une, supostamente, com Adriana Calcanhoto, 55 anos. Na festa pela eleição de Gilberto Gil na ABL, contudo, chegaram e saíram separadas.

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