O atleta sul-mato-grossense Fernando Rufino, campeão paraolímpico de canoagem nas Paralimpíadas de Tóquio, é o entrevistado da semana no Programa Saúde em Alta Performance.
O atleta venceu a prova dos 200 metros (m) classe VL2 com o tempo de 53s077, nas Paralimpíadas do ano passado e, de lá para cá, já conquistou medalhas em outras competições, como o Mundial e Copa Brasil.
Ao apresentador Cauê Marques, Rufino contou que foi muito grande a emoção de ganhar uma Paralimpíada.
"Demorei 10 anos de treinamento para alcançar esse nível de alta performance, os três últimos anos foram totalmente dedicados as Paralimpíadas. É o maior evento esportivo e eu queria escrever meu nome na história. Agora, graças a Deus, está escrito", disse.
Rufino contou também um pouco sobre como é a preparação para as competições e a vida de paratleta,
"Os últimos três anos foi negócio de não ir em festa, dormir cedo, acordar cedo, suplementar, vestir a camisa, a gente é atleta 24 horas, a gente carrega o sucesso no corpo, meu treinamento está no meu corpo", disse.
O canoísta explicou ainda que o treinamento é focado em uma série de fatores, como controlar para que o percentual de gordura não fique abaixo de 10% para não prejudicar a recuperação, além de controle na alimentação para não cair por engano no doping.
Segundo ele, o controle antidoping tem testagem surpresa. A pessoa responsável pela realização de testes aparece sem o atleta saber e pode acontecer mais de uma vez ao ano.
"Tem que estar sempre limpo, tomar cuidado com suplementação, alimentação, até uma bebida que você não sabe a contaminação que tem, tem que tomar cuidado com tudo", disse.
Para além do esporte, Rufino conta que, nos momentos de folga, gosta de relaxar em sua casa, em Itaquiraí, região do Conesul de Mato Grosso do Sul.
"Nas horas vagas, fora do esporte vou para casa trabalhar, fazer porteira, cerca, mexer em trabalho de pasto", disse.
Essa vida "sertaneja" foi o que rendeu a ele o apelido de cowboy. Após o acidente que o tirou das competições de peão e que fez com que fosse necessária a colocação de placas em algumas partes do corpo, o apelido foi adaptado para Cowboy de Aço da canoagem,
Fernando Rufino também contou histórias envolvendo entrevistas a programas de televisão e curiosidades sobre a sua vida dentro e fora do esporte.
Confira a entrevista completa abaixo: