Opinião

Giba Um

"É ridículo discutir que a PEC não presta e, ao mesmo tempo, aprovar. Que coerência é essa? Isso é oportunismo"

de FREI ANASTÁCIO // da Paraíba, único deputado do PT a votar contra a PEC Kamikaze.

Judson Marinho

15/07/2022 - 05h00

O Brasil tem hoje cerca de 7 mil hospitais, sendo 70% com menos de 50 leitos. Especialista da área dizem que um hospital desse tamanho não é um hospital, não tem tecnologia para atender a demanda e não têm UTI.

Mais: só que ninguém tem coragem de fechar porque esses hospitais geram empregos. Contudo, se os recursos fossem do município, ele poderia transformar esses hospitais em outras unidades de saúde.

In – Chá de menta marroquino

Out – Chá de kombucha

Memória

Há dias, Jair Bolsonaro disse que, se eleito, Lula trocaria os clubes de tiro para bibliotecas. Agora, o petista pega carona na comparação e recomenda a seus eleitores nada de brigas (à propósito do assassinato do petista por um bolsonarista) e que “participem em reuniões com um livro na mão”. 

Os de melhor memória lembram que, em oito anos de governo, Lula jamais colocou os pés na biblioteca do Planalto. Leu alguns livros apenas na prisão da Polícia Federal em Curitiba.

DESMANCHA

O Ministério Público Federal vai abrir inquérito contra o DNIT para apurar as condições que levaram à interdição de parte da BR-101, na divisa de Sergipe com Alagoas. O problema provocado pelas chuvas está justamente no trecho de 40 km que Jair Bolsonaro inaugurou com pompa em maio, com Tarcísio de Freitas a tiracolo. 

O dinheiro foi gasto, a obra ocorreu à toque de caixa e a rodovia se desmancha com água.

“Não”

O bispo Alessandro Paschoal, considerado o “número 1” da Universal para assuntos políticos e sucessor natural do bispo Edir Macedo, fundador da igreja, não deu seu aval para o bispo licenciado Marcelo Crivella sair candidato ao governo do Rio de Janeiro. 

Agora, ele deve recorrer ao próprio Macedo, de quem é sobrinho. Pesquisa interna dos Republicanos não dão grande número de intenções de votos para Crivella, que acha o cargo de deputado federal “pequeno” para ele (já foi senador e ministro).

VOLTA AO LOCAL

Hoje, o presidente Jair Bolsonaro, deverá participar de um ato político em Juiz de Fora (MG), retornando ao local onde sofreu um atentado na campanha eleitoral de 2018, seis dias depois de um bolsonarista ser protagonista do mais grave episódio de violência política esse ano. 

Alguns auxiliares são contra a viagem para evitar que os ânimos fiquem ainda mais acirrados entre apoiadores do presidente e de seu adversário Lula.

Recorde

Jair Bolsonaro foi o presidente que mais aprovou emendas à Constituição em um único mandato desde a promulgação da Carta Magna, em 1988. Com a aprovação da PEC Kamikaze já são 26 alterações em três anos e meio de governo. 

Algumas alterações são contestadas pelo STF. FHC aparece em segundo lugar da lista com 19 alterações no segundo governo e Dilma Rousseff com 17 mudanças no primeiro governo.

Abrindo a porteira

A atriz, empresária e cozinheira Isabella Scherer, 26 anos, que está na reta final de sua primeira gravidez, de gêmeos (Mel e Bento, mas os nomes podem mudar) conta que teve que dar uma desacelerada do ritmo que tinha para evitar o risco de parto prematuro. 

“Não posso fazer esforço físico, como caminhadas. Com isso, o ideal é passar a maior parte deitada ou sentada. Para mim, é difícil. As atividades físicas foram completamente proibidas, até a hidroginástica”. 

Em entrevista à revista Quem, conta que é a primeira da família a ter gêmeos: “Estou estreando e abrindo a porteira”. Ela também contou que o “namorido” e modelo (já posou para Dolce & Gabbana, Diesel entre outras marcas), Rodrigo Calazans está bastante envolvido com a gravidez “Ele é completamente participativo e envolvido. 

Quer realmente participar de tudo. Então, ele acaba ficando mais ansioso do que eu para a chegada das crianças. Ele é muito presente e participativo. Com a minha necessidade de fazer repouso, ele faz de tudo para mim”. 

Mais: a vencedora do Masterchef 2021 estreou como apresentadora no À moda da Isa, coprodução de Nossa e MOV, produtora audiovisual do UOL. São oito episódios que mistura gastronomia e passeios por lugares diferentes na cidade de São Paulo, onde mora desde os 10 anos, todos já gravados. 

“Gosto da diversidade de São Paulo. Dá para encontrar qualquer coisa pela qual sinta curiosidade. A cultura é muito forte”. E completou: “É o momento mais feliz da minha vida”.

Ocupação simultânea

Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre atuação de militares em cargos públicos aponta irregularidades em pagamentos e ocupações de 2.327 militares e seus pensionistas. 

Há acúmulo de funções simultâneas por militares da ativa e recebimento dobrado de salários e benefícios que extrapolam o teto constitucional. Foram encontrados 558 casos de ocupação simultânea de cargos militares e civis sem nenhum amparo. 

Do total, 552 militares ocupam postos na administração pública direta e outros 36, em estatais federais. Foram identificados também 729 militares com vínculo de agente público federal que receberam acima do teto constitucional.

Mais uma para coleção

A atriz Marina Ruy Barbosa está aproveitando alguns dias na Europa, para descansar, apesar de, não ter nenhum trabalho programado para TV. Vem se dedicando bastante a sua grife Ginger e abrindo lojas físicas pelo Brasil. 

Acaba de ser nomeada a nova embaixadora da L’Occitane Brasil, e estrela a campanha de produtos da linha Lavanda que é conhecida como ouro azul da França. Mais: esses dias abriu a caixinha de perguntas do Instagram no qual revelou que seu namorado o deputado Guilherme Mussi sempre cozinha massa para ela. 

E ainda há quem aposte que ela mandou uma indireta, para uma suposta polêmica que envolveu seu nome estes dias, respondendo como lidava com as críticas. “Depende. Acho que a gente sempre tem que prestar atenção em qualquer crítica e entender a razão. 

Às vezes pode ser muito bom. Sem críticas a gente muitas vezes não sai do lugar e pode até se acomodar. Então, é sempre bom ver como podemos melhorar... Mas às vezes a crítica vem de outro lugar, de frustração, inveja”.

Vergonha

Esta semana, parlamentares da oposição passaram vergonha na Câmara dos Deputados fazendo críticas à PEC dos benefícios sociais, com ataques ao governo Bolsonaro e acusações de “uso eleitoreiro”. 

O resultado foi 393 votos a favor a 14 contra. A PEC recebeu apoio maior do que o impeachment de Dilma Rousseff, derrubada por 367 votos. Detalhe: antes da aprovação, Orlando Silva (PCdoB-SP) disse que os governistas “não teriam votos para aprovar”.

Só apoiadores

Esta semana, Jair Bolsonaro conversou por telefone (ligação intermediada pelo deputado Otoni de Paula) com dois irmãos do petista Marcelo Arruda assassinado por um bolsonarista em Foz do Iguaçu. 

Eles são apoiadores do presidente. Nos corredores do Planalto, afirma-se que a mulher de Marcelo, Pamela Silva, teria sido procurada e recusou-se a falar com o presidente.

Olho no futuro

O empresário Roberto Justus teve um encontro, nesses dias, com Jair Bolsonaro, organizado pelo atual coordenador da campanha à reeleição, Fábio Wajngarten (Justus votou em Bolsonaro em 2018). 

Ele disse que havia sido convidado para “fazer um panorama político” para o presidente. Wajngarten achava que o ex-publicitário (rico de família) fosse fazer uma doação para a campanha – o que não aconteceu. 

E Justus, segundo alguns, tem sonhos de ser um ministro na vida.

FARRA NA TV

A nova lei sancionada por Bolsonaro altera o Código Brasileiro de Telecomunicações e permite que concessões de rádio e TV transfiram o tempo de programação para a veiculação de produção independente, o que beneficiaria especialmente igrejas evangélicas. 

Antes, o máximo permitido era de 25% do tempo de transmissão para evangélicos, de ofertas e outros conteúdos.

Mistura fina

EM discurso durante culto na Assembleia de Deus em Imperatriz, no Maranhão, o presidente Jair Bolsonaro falou sobre dois ministros de sua confiança que colocou “lá dentro” do Supremo Tribunal Federal. Um é André Mendonça, que também é pastor. 

“As pautas conservadoras estarão com ele”. Outro é Kássio Nunes Marques: “Ele tem nos ajudado muito. Nem falo com ele, ele sabe o que tem que fazer”.

A PESQUISA do Serasa revelando que a inadimplência no Brasil atinge 31% da população faz lembrar o projeto de refinanciamento das dívidas no SPC e no Serasa, proposto por Ciro Gomes, candidato à Presidência. Lula e Bolsonaro não tocam nesse assunto.

O MINISTRO Paulo Guedes, se Jair Bolsonaro vencer e ele permanecer no cargo, sonha em privatizar tudo, sem dó nem piedade, lá na frente. No pacotaço de estatização entrariam também o Embrapa e Fiocruz. 

As duas instituições abriram o capital e teriam parte de ações vendidas ao setor privado em um modelo public company, mantendo o Estado como o maior acionista individual. Até auxiliares dizem que “é só alegoria”.

A CAMPANHA de Álvaro Dias (Podemos), candidato ao Senado no Paraná, está conversando com Deltan Dallagnol (Podemos), que tentará se eleger deputado federal pela sigla. A ideia é que o ex-procurador da Lava Jato faça manifestações em favor de Dias e não deixe margem para a leitura de que prefere Sérgio Moro (União Brasil) que também se candidatará ao Senado pelo Paraná.

LULA pediu a Rodrigo Pacheco (PSD), presidente do Senado, que faça um esforço para que seu partido (o mesmo de Gilberto Kassab) apoie sua candidatura à Presidência. Dando certo, Pacheco teria garantido a presidência do Senado, caso o petista vencesse em outubro. 

Detalhe: Bolsonaro ficou mais do que irritado com a troca de amabilidade entre os dois.

NOS últimos dias, Brasil e Paraguai avançaram para um acordo sobre as novas tarifas de Itaipu. O preço médio deve ficar em torno de US$ 20,10 o kw. Ou seja: no meio do caminho entre os US$ 18,95 defendidos pelo governo brasileiro e os US$ 22,60 pleiteados pelos paraguaios.

O PRG Augusto Aras já pensa em futuros dias sem Jair Bolsonaro e até analisa convites da iniciativa privada. Em um eventual governo Lula, Aras tem tudo para desaparecer dentro do Ministério Público.

O PRESIDENTE eleito em outubro terá a oportunidade de conceder para o setor privado 141 ativos mobilizando quase R$ 245 bilhões em novos desembolsos, com finco na área de infraestrutura. A carteira será deixada pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) com um legado ao próximo governo.

ALIADOS de Bolsonaro identificaram mais um sinal de defecção na base aliada. Prefeitos têm evitado referência ao governo federal em placas e outdoors fazendo propaganda de obras públicas financiada com recurso da União.

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