É impossível não pensar no Flamengo mais forte do que o Corinthians antes do início do duelo das quartas de final da Libertadores.
Com Dorival Júnior, o Flamengo disputou 15 partidas, marcou 31 gols e sofreu 12. O Corinthians é de outra família. A torcida aceita a equipe competitiva, mesmo sem brilho, e gritará Curíntia do primeiro ao último minuto.
Dir-se-á a Gabigol: "Bem-vindo ao paraíso". O céu do futebol é o estádio lotado, não é o inferno. Com Vítor Pereira, o Corinthians tem menos vitórias do que a soma de empates e derrotas, mas está invicto em Itaquera e não sofre gols em casa há sete partidas.
O Flamengo é avassalador no ataque, o Corinthians, seguro na defesa.
Até jogadores corintianos manifestam seu espanto com Vítor Pereira. Chegou pregando pressão para recuperar a bola, habitar o campo de ataque e, na contramão, pede sempre a presença de um ponta completando linha de cinco na defesa. O Corinthians joga no 4-3-3, quando pode. Quando não dá, 5-4-1 neles.
Como Vítor Pereira não é Felipão, ninguém dirá que inventou a retranca. É possível que o treinador plante seu time defensivamente.
Será um jogo, não filosofia para o resto a vida.
Não será um ataque x defesa, mas pode apostar que haverá momentos de o Corinthians se proteger de um ataque avassalador.
Atenção ao centroavante, esta função tão desaparecida, em alta performance, dos campos do Brasil. Pedro marcou nove vezes e deu cinco passes com Dorival Júnior. Participou de 14 (45%) dos golss com o novo técnico.
Yuri Alberto jogou quatro vezes e ainda não fez gols nem deu passe decisivo.
É provável que Vítor Pereira escale Piton pela esquerda, para marcar Rodinei, Willian pela direita, para atacar Filipe Luís. O Flamengo atacará. O Corinthians tentará ser estrategista. O rubro-negro é favorito. O jogo será decidido em campo.
Estratégia para vencer rivais mais fortes faz bem a quem deseja entender o funcionamento do jogo, tanto quanto atacar faz bem aos olhos de quem ama futebol.
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O inventor da retranca
Se Felipão inventou a retranca, como se fez parecer depois do jogo contra o Flamengo, deve ter desinventado no domingo (31). O Athletico castigou o São Paulo, com menos posse de bola, mas sete desarmes no campo de ataque. Tem gente boa jogando assim na Europa.