Bolsonaristas de todos os tamanhos e raízes esperavam que o Trump fizesse nova e preferivelmente grande manifestação contra a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, depois de tentar destruir sua tornozeleira. Trump que, há poucos dias, suspenderá o tarifaço de 40% a cerca de mais 200 produtos brasileiros.
MAIS: O único comentário do presidente norte-americano Donald Trump, resumiu-se a uma frase:" Foi isso que aconteceu? É uma pena, só acho que é uma pena". Na semana passada, ele disse que a retirada do tarifaço "era resultado das negociações entre os dois governos".

Tabu discutido
Vivendo sua quinta protagonista Sophie Charlotte, como Gerluce, em "Três Graças" mostra que seu talento vem crescendo a cada dia. Nesta nova trama a atriz mostra que alguns temas abordados na novela ainda são tabus e geram muitas discussões, como por exemplo o aborto. “Vivemos um momento de retrocesso no Brasil, e não sei se estamos prontos, como sociedade, para falar sobre a legalização do aborto, vendo medidas sendo tomadas para impedir o aborto legal de crianças. Elas não têm nem preparo fisiológico, nem psicológico, para passar por isso. O aborto legal é uma pauta muito feminista e progressista. Não estamos prontos e é complexo a ficção forçar isso. Compreendi a importância do aborto legal por viver a maior revolução que um corpo pode passar, que é gerar outro ser humano. Entendi que essa vida e esse corpo são meus, e que eu deveria ter voz”. Sophie disse em entrevista à revista Ela, que se inspirou em sua avó paterna, (já falecida), para compor o personagem, principalmente na caracterização. “Gerluce trabalha todos os dias, pega três ônibus, então, usa uma roupa mais prática, jeans, tênis. E não abre mão da vaidade: tem a unha feita, passa batom e lápis nos olhos”. Fora das telas, Sophie está se dedicando a música e fez até um show ao lado de Tom Veloso (filho de Caetano Veloso). “Sempre gostei de cantar, mas meu foco profissional era ser atriz, e não cantora. Em “O rebu”, a primeira cena da série era eu cantando “Sua estupidez”. Escrevi uma carta ao Roberto Carlos para que liberasse a música e ele topou. Dois anos depois, veio o filme da Gal Costa. Imagina, viver a Gal com a bênção da própria? Este ano, fui convidada pela Karine Carvalho para montar um show no Bona Casa de Música, em SP, e disse, brincando, que só aceitaria com o Tom e o músico Cezar Mendes, meus parceiros. Sou tímida, por incrível que pareça, mas foi superprazeroso”.
Guerra interna na Casas Bahia
Além de equacionar o passivo da Casas Bahia, da ordem de R$ 5 bilhões, a Mapa Capital tem se dedicado a uma missão tão ou mais sensível: blindar a governança da companhia das tentativas de interferência de Michael Klein. A gestora, que assumiu o controle da rede varejista, com 85%, tem encontrado no herdeiro do fundador da empresa, Samuel Klein, um foco permanente de tensão societária. Nos bastidores, Klein tem questionado rumos estabelecidos pela nova gestão e pressionado por maior participação no processo decisório. Muitos garantem que o empresário também trabalha para tirar Renato Franklin do cargo de CEO - em abril já havia tentado a destituição do presidente do Conselho, Renato Carvalho do Nascimento, sem sucesso.
Na Casas Bahia 2
Das portas para fora, Michel Klein segue provocando ruídos no mercado com as sucessivas manifestações de que pretende voltar a ter uma posição de mando na Casas Bahia. A mais recente declaração nesse sentido veio numa entrevista, quando disse com todas as letras ter interesse em comprar parte das ações em poder da Mapa Capital. Hoje, Klein tem aproximadamente 10% do capital da rede varejista, entre participação direta e fundos de investimentos que orbitam ao seu redor. Aos mais chegados, Klein promete que ainda vai ganhar essa guerra e que não desistirá.

Uma nova mulher
A cantora e apresentadora Anitta, está vivendo uma nova fase de sua vida, após conquistar sucesso em sua carreira internacional. Agora aos 32 anos, e morando de novo no Brasil tem levado uma vida mais discreta e reservada. Seu novo modo de vida tem preservado principalmente sua vida pessoal, tanto que ela está namorando desde janeiro, o empresário Ian Bortolanza, e pouco se sabe sobre o relacionamento, eles não se seguem nas redes sociais. Nesta nova fase Anitta também está mais conectada a espiritualidade, tanto que assina o prefácio do livro "Musculatura da Alma” de Max Tovar (xamã mineira e sua mentora nos últimos anos). Anitta também deu a voz audiobook do livro, que será lançado no próximo dia 28. Há quem garanta que aos poucos Anitta, que já tem uma carreira estabilizada como empresária irá se despedir dos palcos, se dedicando apenas as empresas no qual é sócia e também se aventurando na área de atuação. É esperar para ver.
Escreva a legenda aqui"Sr Jair"
Tradicionalmente, ex-presidentes da República conservam, depois de deixar o Planalto, o privilégio de manter o título "presidente" ad eternam ser chamado somente dessa forma. Nessa novela de Jair Bolsonaro, a diretora-adjunta da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), Rita de Cássia Caio Siqueira, chamou o Capitão de "Seu Jair" nada de reverências. Falou delicadamente, antecedendo a prisão preventiva do ex-presidente. Ela tem farta trajetória no sistema prisional e já foi homenageada por "atos de bravura" pelo 8 de janeiro. E com ela é "Seu Jair" - e ponto final.
Cheira chantagem
O presidente Davi Alcolumbre prometeu lançar hoje uma "pauta bomba" contra União, governos e prefeituras. Muita gente acha que ele está blefando e espera que Lula recue do lançamento de Jorge Messias a vaga do Supremo. Alcolumbre quer Rodrigo Pacheco na vaga de Luís Roberto Barroso. Mais: o Senado pode rejeitar Messias e pode escolher outro nome, expondo sua insatisfação. "Pauta bomba", para os mais céticos, as ameaças de Alcolumbre têm "cheiro de chantagem". Outros, literalmente, falam em "jogo sujo". Elio Gaspari diz que é cheiro de "arma de conveniência".
Pérola
"Quem falar agora de sucessão do presidente Bolsonaro é canalha. O momento não é de discutir isso, é de dar suporte a um cara que está doente dentro do cárcere",
de Flávio Bolsonaro, mandando recado a governadores pré-candidatos ao Planalto.
Repentina valentia 1
Passada a excitação com a vitória contra Lula na Câmara com a aprovação do projeto anti-facção, a oposição desconfia da repentina valentia de Hugo Motta na tramitação do texto. Líderes da Câmara avaliam que o presidente da Casa expôs o relator Guilherme Derrite (PP-SP) ao desgaste por não ser firme no início da tramitação. Na planilha da oposição os votos no placar estavam na conta desde a última semana, mas Motta hesitou - e não votou.
Repentina valentia 2
Ainda o protesto anti-facção: Derrite pode alçar voos mais altos, como suceder Tarcísio de Freitas ou o Senado, vagas que têm interesse de petistas. O governo tentou emplacar no projeto de Derrite, que é militar, a conversa mole que enfraqueceria a Polícia Federal -e não colou. Também sobraram reclamações após Motta não aceitar investidas de oposição que tentou equiparar facções criminosas a milícias terroristas. Do lado governista, não se esquece da escolha do relator. Tampouco perdoam não ter adiado a votação, pedido duas vezes ao plenário.
Olho na “cannabis" 1
A Anvisa acaba de autorizar a Embrapa a pesquisar o cultivo da cannabis sativa para uso medicinal. É uma medida inédita, mas de alcance nacional e que reduzirá o preconceito. A Anvisa também tem interesse econômico nisso. A utilização da "maconha medicinal" está em alta. O mercado do produto deve alcançar este ano R$ 1 bilhão. O cultivo pode ser 11 vezes mais lucrativo do que a suja. E é urgente reduzir a dependência no país da importação de produtos caríssimos, nem sempre controlados. Thiago Lopes Campos, da Anvisa, diz que "essa autorização permite que o Brasil produza conhecimento próprio e cumpra seu dever com a saúde pública".
Olho na "cannabis" 2
Para quem tem a memória curta: há seis anos o governo de Jair Bolsonaro ameaçava fechar a Anvisa caso fosse aprovado o plantio de cannabis para síndromes como epilepsia, depressão, fibromialgia, ansiedade, Parkinson, dores crônicas, esclerose múltipla e doenças raras. Hoje, 672 mil pacientes no Brasil usam óleos e fármacos à base de cannabis - e cada vez mais médicos recomendam.
Causas e efeitos 1
Bolsonaro disse que toma pregabalina e sertralina. Pregabalina é um anticonvulsivante que age nas células nervosas. O ex-presidente toma por causa dos soluços. Sertralina é um inibidor de recaptação de serotonina para quadros depressivos e ansiosos. Os dois medicamentos podem ser utilizados juntos, mas deve-se ficar atentos a alguns distúrbios, segundo a psiquiatra Natalia Hoff. A equipe médica cita Clorpromazina e gabapentina também para soluços. O primeiro é para transtornos mentais; o segundo, anticonvulsivante para epilepsia e dor neuropática. Outra médica é que receitou sem o conhecimento dos outros médicos.
Causas e efeitos 2
Ainda os medicamentos receitados a Bolsonaro: sobre os remédios citados pelo ex-presidente, o principal risco de uso conjunto é a baixa de sódio no sangue, que pode causar náuseas, dor de cabeça, dificuldade de concentração, confusão mental, sonolência e alucinações, em casos mais graves. Bolsonaro disse que "ouvia conversas vindas da tornozeleira eletrônica" e resolveu investigar. E usou um ferro de solda, avisando que “fez um curso para saber manuseá-lo".
Mistura Fina
Alvos da Operação Carbono Oculto, Roberto da Silva, o "Beto Louco", e Mohamad Mourad, o "Primo" , estão fazendo delação premiada. A Carbono Oculto investiga a atuação do PCC no setor de combustíveis com colaboração de algumas instituições financeiras. Políticos de Brasília e também de São Paulo aparecem nos relatos do delator. No governo Lula, se trabalha com a ideia de que a Carbono Oculto e o caso Master estão interligados.
Em meio ao cerco do BC e da Polícia Federal contra o Banco Master, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre viu um aliado se transformar em alvo de questionamentos no Amapá por levar o fundo de pensão do estado a alocar R$ 400 milhões em papéis da instituição. Os aportes da Amapá Previdência ( Amprev) foram conduzidos pelo presidente do fundo, Jocildo Silva Lemos por "convite" de Alcolumbre. Além de Jocildo, a Amprev tem o irmão do senador, Alberto Alcolumbre, como conselheiro fiscal. O aperto de R$ 400 milhões sob a gestão do aliado de Alcolumbre representou metade do valor investido pela Amprev em 2024.
O Salão do Automóvel de São Paulo reflete o cabo de guerra entre a "velha" e a "nova" indústria automobilística brasileira. De um lado, Stellantis Volkswagen, GM e congêneres e, de outro, os chineses BYD GWM têm buscado instrumentalizar o evento como demonstração de força e de convencimento das autoridades em relação a seus pleitos. É intensa a disputa envolvendo subsídios e taxas de importação. Os chineses tentam sensibilizar o governo a rever o aumento escalonado da alíquota sobre carros elétricos.
Ainda carros elétricos: a alíquota está em 25% e irá a 35% em julho de 2026. Já as montadoras tradicionais buscam assegurar que a elevação dos tributos seja mantida para elas, o ideal é que fossem ainda maiores. Nessa espécie de choque geracional, os asiáticos chegaram ao Salão do Automóvel dispostos a demonstrar sua ascensão tecnológica -. A BYD, em especial, preparou uma ofensiva: está lançando no Brasil sua marca de luxo, a Denza, com destaque para o SUV híbrido plug-in Denza B5.
In – Molho de vinho tinto
Out – Molho de maçã