A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal ter descoberto documento que reforçaria a participação de Fábio Wajngarten, ex-Secom do governo Bolsonaro, no suposto esquema de desvio de joias do acervo presidencial. Ele já estava na lista das 12 pessoas indiciadas no ano passado.
Mais: a PF encontrou no celular de Marcelo Câmara, ex-assessor de Jair Bolsonaro, uma procuração assinada pelo ex-presidente, autorizando Wajngarten a “transportar também em rotas internacionais item do chamado “kit outro rosê” (joias, relógios e rosário árabe).

Sucesso na Itália
A modelo Isabeli Fontana, que já conquistou o mundo e foi uma das angels mais queridas da Victoria’s Secret, que começou sua carreira com apenas 13 anos quando chegou às finais do Elite Model Look 1996 e nunca parou, sempre sendo chamada para campanhas publicitárias de grandes marcas e desfiles de renomeados estilista. Agora parece que caiu na graças do mundo fashion italiano. No começo deste ano está a frente de duas grifes como garota-propaganda. A primeira delas é a Genny (moda, acessórios e perfumes). A segunda, que fez até a temperatura da internet subir, após Isabeli postar uma foto de topless é para marca de moda praia Bikini Lovers. E não para por aí, ela também está a frente nos últimos tempos da grife norte-americana da joias e relógios Sauer (onde também posou bem ousada, praticamente como veio ao mundo); para grife aloyoga cuja sede está situada no Estados Unidos e para marcas brasileiras Ziel (cosméticos, que é a primeira no Brasil a adotar o processo Upcycling Beauty, ou Beleza Circular, é o termo que se refere ao processo de reutilização de ingredientes valiosos que seriam descartados na natureza) e para coleção Lenny Niemeyer em parceria com a Arezzo.
Supermercados viram as costas
Na falta de ideias próprias, o governo Lula agora deu para cometer plágios. Pedir colaboração dos supermercados para conter o preço dos alimentos é uma imitação de iniciativa lançada em 2022 por Jair Bolsonaro e seu ministro da Economia, Paulo Guedes. Na época, fizeram apelo aos empresários do varejo para que eles desse uma ‘trégua’ e ‘apertassem os cintos’. Ficaram falando sozinhos: os empresários viraram as costas, não quiseram nem saber. Agora, ao contrário de Bolsonaro, Lula não entrou pessoalmente na guerra: o “primeiro-ministro”, Rui Costa resolveu, por conta própria, ‘vazar’ a ideia, misturando “intervenção” no meio, gerando novo mal-estar junto à equipe econômica. O ministro Fernando Haddad (Fazenda) queixou-se diretamente a Lula. E não escondeu seu incomodo com o que considera mais um ruído desnecessário. Haddad, de quebra, relembrou a ideia de Bolsonaro e Paulo Guedes, que resultou em um rotundo fiasco.
Recuo
A reclamação de Fernando Haddad junto à Lula surtiu efeito. Horas depois, Rui Costa resolveu dizer que o governo não adotaria “medida artificial” para baixar o preço dos alimentos. Tarde demais: o fogo amigo já havia sido disparado. Descontente, Haddad não compareceu à reunião convocada por Costa. Despachou em seu lugar o secretário da Política Econômica, Guilherme Mello, o número 2 da Pasta. O que mais irritou Haddad: a invasão de Rui Costa em seu território ou a ideia fadada ao fracasso devido à sua absoluta inoperância.

A menina cresceu
Quem tem acompanhado a novela ‘Força de Mulher’ na Record tem se encantado com a atuação Kübra Süzgün que interpreta ‘Nisan’, filha de Bahar. Na verdade a trama não é uma novela e sim uma série dramática turca baseada no drama japonês Woman de 2013, que teve três temporadas exibidas entre outubro de 2017 e fevereiro de 2020. A atriz mirim que foi eleita a melhor na categoria mirim mais mais de uma premiação na Turquia, este ano completará 16 anos e continua na carreira artística e agora atuando mais em séries voltadas para o mundo adolescente.

Nunca colabora
Fernando Haddad (Fazenda) sabe que qualquer tentativa de buscar apoio dos supermercados para controlar preços é conversa para bois dormir. Lembra até o Plano Cruzado, na época de José Sarney. Haddad não quer passar pelo constrangimento de pedir colaboração de quem nunca colabora. Há mais de 1,3 mil empresas supermercadistas no Brasil. Esse número é para iludir a plateia, independente de quem sejam os protagonistas do momento. As cinco maiores redes deitam e rolam e respondem por 25% das vendas totais do segmento. Lula não sabe por onde ir. Fora conter os efeitos dos extremos climáticos.
Menos suportado
Enquanto outros ministros não suportam Rui Costa, o chefe da Casa Civil está cada vez mais forte. O novo chefe da Secom, Sidônio Palmeira, despacha diariamente com ele. Subordina-se com Costa porque cuidou da vitoriosa campanha do chefe da Casa Civil no governo da Bahia. Paulo Pimenta, ex-Secom, costumava passar longe de Costa – e Janja é um problema para Lula resolver. Além disso, a chegada de Sidônio ao Planalto – e à Casa Civil – contribui para um projeto de perturbação de Fernando Haddad.
PÉROLA
“Fomos tratados com toda a deferência possível na posse de Trump, mas as pessoas parecem querer que sejamos convidados para dormir na Casa Branca”,
de Eduardo Bolsonaro que, ao lado de Michelle Bolsonaro, ficaram de fora dos eventos da posse.
Costa 2026
Rui Costa e Fernando Haddad configuram a animosidade mais irradiante do governo. A chegada do aliado baiano e com poderes de controlar dinheiro dos outros ministérios, também está fazendo que o ‘sonho’ de Rui Costa ganhe maiores proporções. Os ministros ‘comem’ na sua mão e ele acha que não é Haddad, na ausência de Lula, que concorrerá ao Planalto em 2026. Está convencido de que será ele. E tem por hábito não olhar pesquisas, acha que também nesse caso Sidônio Palmeira estará a seu lado.
Fogo amigo
A primeira-dama Janja da Silva, enquanto acompanha o festival de críticas, fake news, postagens e até transformações do próprio corpo em gozações (com direito a IA), ainda não se conformou em ver suas amigas afastadas da Secom por Sidônio Palmeira. E já começou uma espécie de fogo amigo contra ele. Espalha que ele não cria nada: apenas coordena nomes de talento que fazem tudo. “Gato escaldado”, Sidônio vai contornando a área: não quer enfrentar Janja em campo.
‘Poderosa’
Lula já sentiu que Janja está sendo atacada. Agora, em seus discursos coloca ela no céu, dizendo que ajuda no governo, dá palpites e conselhos e revela-se, segundo o presidente, “uma pessoa de total confiança”. Agora, quem pede a agenda detalhada de Janja tem de recorrer ao mesmo Rui Costa (Casa Civil) que, literalmente, esconde tudo mantendo sigilo sobre o cotidiano dela. Repetidamente, o governo tem recusado exibir os compromissos diários de Janja, seus assessores, nomes e funções. Se alguém já recorreu à CGU, também obteve negativa. Gastos com helicópteros (sim, ela usa) e comida para o Alvorada também são sigilosos.
Farra de veículos
O brasileiro desembolsou R$ 43,5 milhões para bancar o aluguel de veículos para os deputados federais no ano passado. A conta inclui os belos carrões com os quais as autoridades desfilam por aí. Mas há ainda outros modais, como jatinhos e barcos, realidade bem distante de quem banca toda essa farra. O delegado Eder Mauro (PL-BA) foi quem mais gastou: R$ 315,9 mil. A fatura inclui aluguel de automóveis (R$ 117,9 mil) e embarcações (R$ 198 mil). A gastança segue com Atila Lins (PSD-AM), com R$ 311,8 mil em aeronaves e Antonio Doido (MDB-BA) que gastou R$ 273 mil com carrões.
Compra -se
A Suzano vem sondando bancos de investimentos para a realização de uma grande captação internacional. A operação estaria ligada a uma possível oferta para a compra da operação de tissue (papel com baixa gramatura) da Kimberly-Clark. O ativo é avaliado em aproximadamente US$ 4 bilhões. Segundo a imprensa internacional, o grupo da família Feffer tem como principais concorrentes ao negócio as asiáticas Royal Golden Eagle e Asia Pulp & Paper.
Soja bloqueada
O ministro Carlos Fávaro (Agricultura) está fazendo seguidos contatos com autoridades de Pequim. Buscou também interlocução com o embaixador da China em Brasília. A preocupação é brecar a possível escalada do bloqueio chinês a carregamentos de soja do Brasil. Na semana passada, o país asiático suspendeu a importação da commodity de cinco empresas brasileiras, alegando que o produto não estava em conformidade com as regras sanitárias. O receio de Fávaro é que a China estenda a suspensão a outros produtores da mesma região e que venha mesmo a decretar embargo à soja brasileira (já fez várias vezes com a carne bovina).
MISTURA FINA
Pela primeira vez, o percentual de reprovação ao terceiro governo de Lula junto à população brasileira superou numericamente a aprovação na série histórica de pesquisa Genial/ Quaest. O resultado mostra que ainda há um empate técnico entre os dois grupos (49% a 47%) no limite da margem de erro, mas aponta uma tendência na gestão federal. Houve queda de cinco pontos a Lula 3 em dezembro, enquanto a rejeição do governo avançou dois pontos. Lula está meio perdido, teme ficar de fora em 2026.
Em rodas mais íntimas, o presidente petista gosta de recordar, em 2010, o final de seu segundo mandato na Presidência, com nada menos do que 87% de aprovação. Na espera mundial, estava à frente de Mandela, na África do Sul e Michelle Bachelet, no Chile. Eleger um sucessor foi quase um passeio e Dilma Rousseff assumiu em 2011 e reelegeu-se em 2014. O plano de Lula era voltar, mas Dilma não topou: depois, foi colocada para fora por um impeachment (nada de golpe).
Foi um golpe de Lula no Congresso o veto que, na prática, impões taxação dos fundos imobiliários (FIIs) e do agronegócio (Fiagro). Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) estranhou o veto: “O governo nunca foi contra, na Câmara os líderes são a favor, todos foram a favor, no Senado, a mesma coisa. As pessoas estão com medo de investir”. Já há mobilização para derrubar o veto.
No fim de semana que precedeu a posse de Donald Trump, onde ele preferiu não dar as caras, Flávio Bolsonaro jogava no Hard Rock Hotel & Casino acompanhado do amigo e advogado Willer Tomaz que, à propósito, retirou do caixa nada menos do que US$ 236 mil em dinheiro vivo. Flávio não foi tão feliz, embora os amigos garantam que ele gosta do ‘pano verde’.
In – Aparador com decoração
Out – Aparador com bebidas