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OMERTÀ

Guarda Municipal demite servidores envolvidos com Jamil Name

Publicação no Diário Oficial traz punição de agentes envolvidos em milícia armada
30/04/2020 19:05 - Daiany Albuquerque


 

Os guardas municipais Igor Cunha de Souza, Alcinei Arantes da Silva e Rafael Carmo Peixoto Ribeiro, presos durante a Operação Omertà, que desarticulou milícia armada que atuava em execuções em Campo Grande, foram demitidos nesta quinta-feira (30).

De acordo com investigação de força-tarefa integrada pela Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestro (Garras) e Grupo de Atuação Especial na Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), os líderes do grupo eram os empresários Jamil Name e Jamil Name Filho. 

Conforme o Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta quinta-feira (30), o trio teve a pena aplicada por praticar os crimes de improbidade administrativa, incontinência pública e conduta escandalosa e transgressão a aos incisos VIII a XII, do art. 218 da Lei Complementar n. 190, que trata sobre o regime jurídico único dos servidores públicos. A publicação é assinada pelo prefeito Marcos Trad (PSD) e pelo secretário de Gestão, Agenor Mattiello

O grupo foi preso em setembro do ano passado em ação com a finalidade de cumprir 13 mandados de prisão preventiva, 10 de prisão temporária e 21 de busca e apreensão, tendo como foco desarticular organização criminosa voltada à prática dos crimes de milícia armada, porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, homicídio, corrupção ativa e passiva, entre outros.

Jamil Name e Jamil Name Filho foram presos em casa, no Bairro Bela Vista, em cumprimento de mandado de prisão preventiva. Ele acreditava que conseguiria ser solto no dia seguinte, por meio de habeas corpus – o que até agora não ocorreu. Na residência da família foi apreendida uma pistola 9 milímetros de origem não comprovada e, em um haras, foi encontrada uma espingarda calibre 12.

PISTOLAGEM

A polícia liga a milícia a pelo menos quatro execuções ocorridas em Campo Grande: a do segurança da Assembleia Legislativa Ilson Martins Figueiredo; a do comerciante Marcel Hernandes Colombo (o Playboy da Mansão); do ex-segurança do narcotraficante Jorge Rafaat Orlando Silva Fernandes (o Bomba); e do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier. A morte de Xavier é o crime mais recente; aconteceu em abril do ano passado, por engano. O alvo era o pai, o capitão da Polícia Militar Paulo Roberto Xavier.

Outras execuções são citadas como objeto de investigação: a de Alberto Aparecido Roberto Nogueira (o Betão), executado em 2016 em Bela Vista; e de Cláudio Rodrigues de Oliveira (o Meia-Água), executado em São Paulo, em 2015, além do delegado aposentado Paulo Magalhães, em 2013.

O então guarda municipal José Moreira Freires é apontado como um dos pistoleiros da organização, ao lado de Juanil Miranda Lima. Freires já está condenado pela morte de Paulo, mas o nome do mandante desse crime não apareceu até agora. Em 2018, Freires pegou 18 anos de prisão, mas pode recorrer em liberdade. Mesmo usando tornozeleira eletrônica, teria participado da morte de Matheus. Ele está foragido.

 

Felpuda


Dia desses, há quem tenha se lembrado de opositor ferrenho – em público –, contra governante da época, mas que não deixava de frequentar a fazenda de “sua vítima” sempre que possível e longe dos olhos populares. Por lá, dizem, riam que só do fictício enfrentamento de ambos, que atraía atenção e votos. E quem se lembrou da antiga história garantiu que hoje ela vem se repetindo, tendo duas figurinhas carimbadas nos papéis principais. Ô louco!