Política

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Impacto no relacionamento

Impacto no relacionamento

Redação

22/02/2010 - 03h30
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Direitos iguais na hora do prazer trouxeram também a divisão das responsabilidades. Qualquer problema na área sexual dos homens é complicado para o casal. Para ele é sua autoestima que está em jogo. Para ela, há desde um constrangimento em falar a respeito para não melindrar o parceiro até uma cobrança direta, pois seu prazer está sendo prejudicado. Já deu para perceber que, muito mais que fisiológica, a ejaculação precoce tem causas psicológicas. Por isso, um dos caminhos para tratar o distúrbio é a terapia comportamental. Há uma outra via: o uso de antidepressivos em baixas doses. O medicamento age na serotonina, neurotransmissor que exerce papel preponderante na ejaculação. O resultado é a diminuição da ansiedade e, por consequência, retardo do orgasmo. Muitos especialistas preferem associar a análise à farmacologia, já que os resultados da combinação têm sido excelentes. A terapia sexual tem eficácia pouco comprovada em longo prazo e utiliza exercícios práticos para ensinar o paciente a controlar a ejaculação. Alguns especialistas recomendam o uso de cremes ou sprays que têm efeito anestésico. Esse procedimento tem sucesso em alguns casos, mas prejudica a sensibilidade e pode diminuir a satisfação com a relação sexual. Antes de qualquer tratamento, o paciente com sintomas de EP deve ser submetido a um exame clínico completo para avaliar os fatores de risco. Pode haver causas como disfunção endócrina, sintomas de doença cardiovascular ou do trato urinário, especialmente em pessoas com mais idade. Apesar de alguns homens resistirem à ajuda, isso tem mudado. Os problemas sexuais estão deixando de ser tabu. Após o advento dos medicamentos para tratamento da disfunção erétil os homens passaram a procurar mais os médicos. E nas últimas décadas o homem está falando mais de sexo e procurando ajuda. Existe indumentária medicamentosa no mercado, há mídia sobre o assunto, mais abertura. Só não pense que a ejaculação precoce é um problema exclusivamente dos homens. As mulheres também estão envolvidas. O impacto na vida do casal é grande. Constrangimento, desavenças e conflitos relacionais ocorrem por conta do problema. Segundo os médicos, é importante que a mulher seja compreensiva e que não pressione o parceiro. Ela deve ser próativa. Dizer que há algo atrapalhando com tranquilidade. Muitas vezes o homem não tem noção que seu tempo é curto e a parceira mais fixa é que vai lhe indicar. Por isso, sinceridade é fundamental. Pode parecer impossível, mas muitos casais convivem com a doença durante anos e a situação só é colocada em pratos limpos quando a mulher confessa que nunca sentiu orgasmo porque o companheiro ejacula rápido demais. Além do diálogo, o apoio ao homem faz toda a diferença. É importante que a mulher se ofereça para tratamento conjunto se necessário. Uma vez participante, ela contribui – e muito – para a melhoria do quadro e, por consequência, do relacionamento. Por outro lado, a cobrança e a falta de paciência só desanimam. Quanto mais pressão, maior será a ansiedade e mais complicado será o desempenho do parceiro. Os médicos alertam que a mulher que pressiona pode causar um grande problema sexual para o casal, pois os homens geralmente ficam frágeis quando são cobrados e o sexo só pode ser feito quando o parceiro está tranquilo. Caso contrário, ele perde ereção ou ejacula rápido. Na pior das hipóteses, fica tão prevenido que até diminui o desejo sexual. Ejaculação precoce é uma doença, sim. Mas tem cura. A primeira providência é procurar um profissional especializado. Um médico urologista poderá orientar quanto à necessidade de uma terapia sexual. Conhecer o próprio corpo também é importante. Identificar o problema é o primeiro passo para lidar com ele e tratá-lo da forma correta o quanto antes.

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