Política

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Meninos devem ter orientação quanto à fertilidade

Meninos devem ter orientação quanto à fertilidade

Redação

29/03/2010 - 10h13
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Consultar um urologista é necessário em várias ocasiões durante a vida, e, não somente após os 50 anos de idade, quando a andropausa e outros problemas comuns relacionados ao envelhecimento começam a rondar o homem. Ainda na infância, o urologista atende por encaminhamento pacientes pediátricos com moléstias urogenitais. A criptorquidia, a fimose, a hidrocele e a torção do testículo são as causas mais comuns de atendimento urológico na infância. “Na adolescência, o acompanhamento urológico também se faz necessário, principalmente, quando o garoto entra na puberdade, antes de iniciar a vida sexual e depois que ele a iniciou. A partir desse momento é importante que seja realizada uma consulta anual periódica, ou, no momento, em que ele perceba qualquer modificação nos seus órgãos genitais. Um dos objetivos do acompanhamento urológico durante a adolescência é preservar a capacidade reprodutiva do jovem”, explica o andrologista Rodrigo Lessi Pagani. Para quebrar a resistência natural do adolescente em consultar diversos especialistas, Pagani recomenda aos pais que o adolescente deva participar da escolha do seu médico. “Ele pode pedir uma indicação a outros profissionais que já o assistem há algum tempo ou a amigos que já consultaram um urologista”, diz. O adolescente deve ser orientado a procurar serviços médicos que trabalham com pessoas da sua idade, ou pesquisar, antes da consulta, se o médico tem experiências com jovens. . O desenvolvimento do corpo do homem, durante a puberdade, acontece de forma desordenada, principalmente no que se refere aos genitais. As mudanças corporais geram muita angústia, timidez, insegurança, baixa auto-estima e até agressividade. Durante as consultas urológicas do adolescente, é fundamental que a preservação da fertilidade seja um dos tópicos da conversa entre médico e paciente. “O médico precisa manter um diálogo franco e aberto com o paciente adolescente, para alertá-lo sobre os riscos que algumas condutas representam para a fertilidade masculina. Quanto mais informação, mais chances de prevenirmos problemas neste campo”, defende o médico, enfatizando o uso de drogas. O especialista explica que anabolizantes, maconha, cocaína e cigarro têm impacto negativo na produção de espermatozóides. “Maconha e cocaína alteram as taxas de hormônios envolvidos na estimulação da produção dos espermatozóides, mas, em geral, o problema acaba quando o uso dessas drogas é suspenso. Mas, no caso dos anabolizantes, que provocam a atrofia dos testículos, a produção de espermatozóides cai para zero e, em 25% dos casos, é irreversível. Ou seja, um em cada quatro usuários de anabolizantes fica estéril definitivamente. É preciso saber também que o cigarro diminui a quantidade de espermatozóides de melhor qualidade”, conclui.

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