Política

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A dor pélvica

A dor pélvica

Redação

05/04/2010 - 21h53
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Daniela Pessoa/Bolsa de Mulher

A dor pélvica é um dos sinais que mais afetam o público feminino, sendo responsável por aproximadamente 1/3 das reclamações nas consultas ginecológicas. Mas as causas não ficam restritas somente aos órgãos genitais como tubas, útero e ovários, podendo, ainda, envolver o sistema urinário, como bexiga e ureteres, os intestinos, além dos ossos, articulações, musculatura e nervos localizados no tronco. Por existirem várias causas para a  “dor no baixo ventre”, verificar a origem torna-se, certas vezes, um grande desafio ao médico, necessitando uma grande investigação do problema.
A forma como se instala a dor, podendo ser aguda, crônica ou cíclica; sua intensidade, sendo forte ou fraca, interferindo ou mesmo impedindo as atividades do dia a dia; a maneira como é percebida pela paciente, se é em pontada, em fisgada, em queimação, em peso, em cólica, etc.; sua relação com o período menstrual (antes, durante, após, ou no meio do ciclo); sua associação, ou não, com as relações sexuais; a presença ou ausência de outros sintomas como febre, corrimento vaginal, dificuldade para urinar, diarreia, prisão de ventre, aumento do volume abdominal, entre outros, fornecem pistas valiosas sobre o órgão afetado, orientando o raciocínio para o diagnóstico correto.
Nas dores agudas de início súbito e de intensidade progressiva, existe sempre a possibilidade de tratar-se de uma emergência cirúrgica – apendicite, torção de cisto ovariano, ruptura de uma gravidez tubária – hipótese esta a ser confirmada, ou não, pelo exame físico e pelos complementares, que incluem: exames de sangue, de urina, raios X, ultra-sonografia, tomografia ou, até mesmo, a ressonância magnética.
As dores periódicas, associadas a um determinado momento do ciclo menstrual, podem ter significados variados, que vão desde as conhecidas cólicas que acompanham o fluxo – e que atormentam a vida de 50% das mulheres em idade fértil –, até as que se apresentam no meio do ciclo, que não duram mais que 48 horas, típicas e coincidentes com a ovulação. 

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