Política

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Tabagismo é principal causa da doença pulmonar obstrutiva crônica

Tabagismo é principal causa da doença pulmonar obstrutiva crônica

Redação

31/05/2010 - 08h24
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A Doença Pulmonar Obstrutiva (DPOC), cuja principal causa é o tabagismo e que mata 37 mil brasileiros por ano, pode demorar aproximadamente 17 anos para ser detectada. O dado é um dos resultados divulgados pela pesquisa Revelar, realizada com apoio da Boehringer Ingelheim e da Pfizer (companhias farmacêuticas), que buscou traçar o perfil do paciente com a doença.

O estudo, inédito, ouviu 229 pessoas com o diagnóstico da doença em quatro capitais brasileiras: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre, e um dos principais dados é de que muitos pacientes nem sabiam que a doença existia, antes de descobrir serem portadores dela.
A DPOC nada mais é do que a manifestação conjunta da bronquite crônica e do enfisema pulmonar, manifestando-se a partir dos 40 anos. O fumo, por conter irritantes que inflamam as vias respiratórias, leva à doença obstrutiva. Porém, os não fumantes também podem adquirir a doença. Além de evitar a exposição passiva ao cigarro, é recomendado não se expor em ambientes próximos com fogão a lenha, por exemplo. A fumaça da combustão do carvão é maléfica à saúde e está presente em 10% dos casos de portadores de DPOC.

Os principais sintomas da doença são tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração, além de uma limitação gradual aos exercícios. “Trata-se de uma doença progressiva e irreversível, porém prevenível e tratável”, explicou o pneumologista Dr. José Roberto Jardim, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), durante o encontro que divulgou os resultados da pesquisa em São Paulo, na última quarta-feira.
Segundo ele, um exame simples, a espirometria (mais conhecido como exame do sopro), detecta o problema e deveria tornar-se rotineiro. “O fumante ou ex-fumante, e as pessoas expostas a outros agentes explicados anteriormente, deveriam fazer um exame deste tanto quanto se faz um eletrocardiograma ou exame de colesterol, por exemplo”.

Segundo o pneumologista, demora de 20 a 40 anos para surgir a doença depois que se começou a fumar. “Sabendo disso e observando os números da pesquisa, dá para calcular o tempo que muitas pessoas levam para detectar a doença. É preciso reverter isso, queremos que as pessoas se conscientizem, procurem os especialistas para fazer o diagnóstico precoce, que é muito relevante para o sucesso do tratamento”, explicou.
A pesquisa também mostrou que 70% dos entrevistados não conheciam a doença antes de receberem o diagnóstico. Dos que a conheciam, 14% tinham casos na família. A conclusão em relação à detecção tardia foi feita após a análise mostrar que os pacientes tiveram o diganóstico, em média, por volta dos 57 anos. (CM)

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