Política

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História de ajuda ao próximo

História de ajuda ao próximo

Redação

18/06/2010 - 04h58
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Criado em 1941, por meio de um programa do Governo Federal, o hospital tinha o objetivo de oferecer abrigo e isolar pacientes com hanseníase, já que naquela época ainda não havia tratamento para a doença, altamente contagiante se não fossem tomadas as medidas corretas. Contudo, a instituição acabou relegada ao abandono e, somente em 1969, foi recuperada por meio da ajuda de voluntários italianos da Operação Mato Grosso.
Com a fundação da Associação de Auxílio e Recuperação dos Hansenianos (AARH), na década de 1970, o hospital foi reestruturado e assim iniciou-se a história de solidariedade e ajuda ao próximo. À medida que os anos passaram, a instituição deixou de tratar apenas pacientes de hanseníase, abrindo as portas para pessoas que enfrentam doenças como aids e tuberculose.
“São duas doenças discriminadas na sociedade, por isso procuramos oferecer ajuda humanitária e tratamento aos portadores”, ressalta Amilton. No Hospital São Julião existem 75 leitos para internação clínica, todos para atendimentos gratuitos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O próprio Ministério da Saúde reconheceu a institução por sua excelência no atendimento a pacientes e pela qualidade na prestação de serviços à comunidade.

Causa humanitária
Embora o atendimento na Pousada dos Pássaros não seja gratuito, a renda levantada com esse serviço será aplicada no próprio Hospital São Julião, dando subsídio para outros projetos sociais desenvolvidos pelo hospital.  Segundo Amilton Alvarenga, administrador da instituição, 92% dos atendimentos são realizados por intermédio do SUS.
Entre os projetos sociais desenvolvidos pelo hospital está o “Pacientes sociais”, no qual 13 idosos, inclusive um homem de 105 anos, vítimas de hanseníase e sem condições de viver em outro local, moram nas dependências do hospital, recebendo alimentação e cuidados médicos; e o “Casa da Vovó Túlia”, instalado em uma residência no Bairro Amambaí, onde estão abrigadas crianças de 0 a 5 anos, em situação de abandono familiar ou temporariamente afastadas dos pais, enquanto aguardam decisão judicial entre retornar ao lar ou ir para adoção.
“Poderemos dar continuidade a todos esses projetos graças ao espaço que acabamos de inaugurar”, finaliza Amilton. No site www.sjuliao.org podem ser obtidas outras informações sobre o espaço e os projetos que desenvolve. Também é possível entrar em contato pelo telefone 3358-1500. (TA)

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