Política

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Fortes protegiam o País em época de disputas

Fortes protegiam o País em época de disputas

Redação

16/07/2010 - 07h52
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Antes da Guerra do Paraguai, a Coroa Portuguesa  preocupou-se em guardar a linha que dividia o território de Mato Grosso com o vizinho país, após as primeiras demarcações do Tratado de Madrid (1750). Surgiram as fortificações de Coimbra e de Miranda (1797), na confluência do Rio Paraguai e o de Nossa Senhora dos Prazeres de Iguatemi (1767), na fronteira sul (Rio Paraná).

Com a ocupação de Corumbá pelas tropas paraguaias por três anos, a Província decidiu resguardar o local e uma das primeiras providências foi transferir o frágil arsenal da Marinha de Cuiabá (1825) para a vizinha Ladário, o que se efetivou em 1873. Dois anos antes, era construído o Forte Junqueira, em uma estratégica formação calcária permeada pelo rio, hoje integrado e guardado pelo Exército.

Fundada em 1778 para ser uma fortificação, Corumbá foi relegada a plano secundário até a guerra. O paredão rochoso que circunda a curva do Rio Paraguai, do Canal do Tamengo ao limite com Ladário, passou a ser ocupado por uma rede de seis pequenos fortes com 60 canhoneiras para defesa do núcleo urbano: Limoeiro, São Francisco, Junqueira, Conde d’Eu, Duque de Caxias e Major Gama.

Destes, apenas o Junqueira, ex-Forte da Pólvora, resistiu ao tempo e ao descaso do poder público.
Há, ainda, vestígios do Conde d’Eu (ou Santo Antônio), no início da Rua Delamare, fundos de uma praça conhecida como Fortaleza. No lugar do Limoeiro, depois de um parque de exposição construiu-se o Campus Pantanal, da Universidade Federal de MS. O Duque de Caxias desapareceu para ser um estaleiro. (SA)

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