Política
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"Chorinho do Brasil" confirma a qualidade mutante do estilo
"Chorinho do Brasil" confirma a qualidade mutante do estilo
Embora esteja vinculado à ancestralidade da música popular na memória coletiva, o choro é mais do que um estilo clássico, é um mutante. Uma coleção representativa de suas diversas formas de vida começou em 2007 e ganha agora o volume 2. Trata-se do projeto “Chorinho do Brasil”, com caixas de 5 CDs cada, idealizado por Carlos Alberto Sion, com textos de Henrique Cazes e pesquisa de ambos, experts no assunto. Como no volume 1, o segundo só tem intérpretes e arranjadores de primeira – Severino Araújo, Radamés Gnattali, Ademilde Fonseca, Jacob do Bandolim, Quinteto Villa-Lobos, Altamiro Carrilho, Déo Rian Dominguinhos e Waldir Azevedo, só para citar os mais evidentes.
As gravações estão agrupadas tematicamente, o que contribui para dar uma visão mais ampla de cada modalidade ou formação instrumental em que esse estilo se projetou e se modernizou, além do tradicional regional. No entanto, o terreno seguro do clássico acaba prevalecendo sobre gravações modernosas, como é o caso de “Um abraço Seu Domingos” (Amilson Godoy), com Dominguinhos, cujo arranjo soa datado, pasteurizado.
O próprio Dominguinhos, que divide o CD “Chorando no fole”, com outros sanfoneiros de responsa (Chiquinho do Acordeon, Oswaldinho, Marcelo Caldi e Kiko Horta), brilha mais em outras faixas. Já Radamés Gnattali – “O modernizador do choro”, como comenta Cazes, tem arranjos antigos do maestro, mas soam como se tivessem sido feitos “na semana passada”. É um dos melhores da caixa, sem dúvida. Clássico e atual.
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