Política

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José Orcírio faz corpo a corpo em Ponta Porã

José Orcírio faz corpo a corpo em Ponta Porã

Redação

01/08/2010 - 21h14
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LIDIANE KOBER

Enquanto seu principal adversário, André Puccinelli (PMDB), caminhava por Dourados, José Orcírio dos Santos (PT) pedia votos no centro de Ponta Porã. Ele conversou principalmente com pequenos e microempresários e ouviu queixas por causa da alta carga tributária praticada pelo Governo do Estado. Representantes do setor pediram uma política fiscal diferenciada para contemplar a desigualdade estabelecida pela concorrência com o comércio de importados no Paraguai.
Em loja de eletroeletrônicos, a empresária Marisa Pagnoncelli contou pagar antecipadamente o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mesmo que a mercadoria fique encalhada na loja. “Quando o produto entra no Estado, a fatura do imposto já é emitida”.
Ela também queixou-se da alta carga tributária. “Um colchão tabelado pelo governo por R$ 390, preciso pagar quase R$ 120 antecipadamente de imposto”, revelou. “Não tem como continuar negociando, os pequenos estão sem poder de concorrência com os grandes. Eu já desisti de revender a linha branca (geladeiras, freezers, fogões)”, completou a comerciante.
Segundo Orcírio, por lei, os pequenos empresários não deveriam estar pagando ICMS, por se enquadrarem no Simples Nacional.

Debate
Para tentar encontrar uma maneira de amenizar a desigualdade estabelecida pela concorrência com o comércio paraguaio, diretor da Associação Comercial da cidade, Evandro Padilha, convidou Orcírio para debater um projeto específico de política fiscal para a fronteira.
Padilha considerou que alguns produtos, como os combustíveis, são bem mais baratos no lado paraguaio, pela não incidência de impostos. Com isso, a concorrência com o Brasil é impraticável.
A 346 quilômetro de Ponta Porã, em Campo Grande, o candidato do PSOL, Nei Braga, trabalhou em sua lanchonete, no centro da cidade, até as 18 horas. À noite, ele se juntou ao presidente regional do partido e candidato ao Senado, Lucien Roberto Rezende, e caminhou por bairros da Capital.

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