Política
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Suplente que assume vaga aparece em vídeo da PF
Suplente que assume vaga aparece em vídeo da PF
A Câmara Municipal de Dourados, empossou ontem, a portas fechadas, um suplente de vereador que aparece em um dos vídeos registrados na Operação Uragano, da Polícia Federal. O ex-vereador Cemar Arnal assumiu o lugar de Edivaldo Moreira (PDT), que está preso na Penitenciária Harry Amorim Costa, acusado de envolvimento na organização criminosa desarticulada pela Polícia Federal. A posse deveria ter ocorrido na sessão de quinta-feira, que acabou não acontecendo por conta das manifestações de populares.
Ele é o segundo suplente a assumir vaga depois da prisão de nove dos 12 vereadores de Dourados. O primeiro foi Cido Medeiros (DEM), que era segundo suplente. A vaga original era de Paulo Herinque Bambu (DEM), também preso pela PF. Bambu havia se licenciado semanas antes da prisão. Em seu lugar, havia assumido Idenor Machado, que foi convidado e aceitou responder pela Secretaria Municipal de Educação, assim que o juiz Eduardo Machado Rocha passou a responder pela prefeitura.
No entanto, com poucos minutos no cargo, Cemar começou a enfrentar problemas. Ele é um dos que aparece nas gravações de pagamento de propinas encaminhadas à Polícia Federal e foi exonerado pelo juiz Eduardo Machado Rocha, atual prefeito de Dourados, da chefia do Instituto Municipal de Meio Ambiente (IMAM). Cemar, no vídeo, presencia a entrega de dinheiro para Bambu.
Outro problema foi com o PDT, partido pelo qual foi eleito. Segundo o novo presidente do Diretório Municipal, José Elias Moreira, Cemar havia pedido desfiliação e ingressou no PR (Partido da República), o que foi considerado como uma “manobra política”, para assumir o cargo de diretor do Iman. Para José Elias, a vaga é do PDT e Cemar não poderia ser empossado. Por conta disso, o diretório iria entrar, ainda ontem, com o pedido da vaga no TRE (Tribunal Regional Eleitoral).
Bloqueio de bens
O Ministério Público Estadual já anunciou que vai entrar com pedido de bloqueio dos bens tanto do prefeito Ari Artuzi quanto dos outros 28 presos pela Polícia Federal. A intenção, segundo o promotor Paulo Zeni, é que esse dinheiro que o grupo recebeu como propina seja devolvido aos cofres públicos.
O próprio juiz-prefeito, Eduardo Rocha, já disse em várias entrevistas que a devolução dos valores seria o mínimo que deveria ocorrer, já que se trata de uma quantia considerável que poderia muito bem ser aproveitada em vários setores, incluindo a saúde, que está “um verdadeiro caos” e a educação.
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