Política
O PESO DA HABITAÇÃO
Candidatos exploram sonho da casa própria para vencer a eleição
Candidatos exploram sonho da casa própria para vencer a eleição
Cientes do desejo do eleitor de realizar o sonho da casa própria, candidatos a governador, senador, deputado federal e estadual travam guerra pela autoria do maior feito em habitação no Estado. É o peso da casa própria nas eleições em Mato Grosso do Sul, principalmente, na sucessão estadual.
Decididos a colher dividendos eleitorais, os candidatos exploram todas as armas possíveis para convencer o eleitor a confiar em seu projeto no setor habitacional. No programa político, inclusive, o assunto já provocou controvérsias entre PT e PMDB. Até entrevista do ministro das Cidades, Márcio Fortes, foi exibida no horário de José Orcírio dos Santos (PT) para rebater números apresentados pelo governador André Puccinelli (PMDB). Além disso, as páginas dos candidatos na internet têm link específico sobre investimentos em moradia.
O principal confronto gira em torno da quantia de casas construídas na gestão de Puccinelli e nos dois mandatos de Orcírio. O atual governador faz questão de dizer ter levantado 44 mil moradias e promete, se reeleito, mais 50 mil nos próximos quatro anos. Ainda segundo ele, nos oito anos administrados pelo PT foram construídas 26 mil unidades habitacionais.
Orcírio, por sua vez, exibiu entrevista do ministro das Cidades informando o repasse de recurso para a construção de pelo menos 40 mil casas em Mato Grosso do Sul. “Então, o governo do André só pagou quatro mil moradias”, concluiu Orcírio.
Em reposta, o deputado Carlos Marun (PMDB), reponsável pelo comando da Agência Estadual de Habitação nos três primeiros anos e três meses da administração de Puccinelli, destaca a parceria desenvolvida com o Governo federal. “De que adianta o recurso estar disponível se projetos não são apresentados e a execução da obra não sai do papel?”, questionou.
Segundo ele, Mato Grosso do Sul ocupa o primeiro lugar no quesito execução das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “Dizer que só basta o dinheiro é desconsiderar o trabalho de milhares de pessoas”, acrescentou. “E por que a Bahia, que tem um governador do PT e déficit habitacional superior em comparação a Mato Grosso do Sul, não fez 40 mil casas?”, perguntou.
Mas o debate não se resume à participação do Governo federal nos investimentos em moradia no Estado. O deputado estadual Amarildo Cruz (PT), que presidiu a Agência Estadual de Habitação (Agehab) nos últimos quatro anos do governo de José Orcírio, rebateu dados divulgados por Puccinelli ao atestar a construção de 40 mil moradias nas gestões do PT. “Temos relatório que prova a construção de 40 mil unidades habitacionais”, informou. “Nós fomos o primeiro governo a investir em habitação. Na gestão anterior à nossa, a do PMDB, em quatro anos, foram feitas 2,5 mil casas”, completou. “ Sem contar que no nosso governo não tínhamos tantos recursos da União. Hoje, o Governo Federal investe o triplo em habitação”, concluiu.
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