Política

TERREMOTO NOS PODERES

Para André, vídeo teve objetivo eleitoral

Para André, vídeo teve objetivo eleitoral

Redação

23/09/2010 - 08h13
Notícia sem imagem

Cícero Faria, de Caarapó
maria Matheus, de Campo Grande

Na avaliação do governador André Puccinelli (PMDB),  a divulgação de vídeos em que o deputado estadual Ary Rigo (PSDB) fala de um suposto esquema de repasses ilegais de verbas a integrantes dos três Poderes teve “objetivo eleitoral, porque a fita foi editada”. Mas, segundo o governador, o episódio não causará efeitos negativos na sua campanha.
Puccinelli classificou como “extremamente infelizes” as declarações de Rigo captadas pelo ex-secretário de Governo de Dourados, Eleandro Passaia, com câmera escondida. “Podem me chamar de tosco, de ser rude algumas vezes. Mas não de vagabundo, ladrão e insincero”, afirmou. O deputado tucano é do grupo político do governador André Puccinelli.
“Ele (Rigo) falou de meio mundo. Mas nunca houve isso. O que há é o retorno dos recursos não usados pela Assembleia para o governo, do duodécimo que sobrou”, garantiu o governador, em entrevista concedida durante a inauguração da usina da Nova América Industrial, a 10 km de Caarapó.
Mostrando tranquilidade, Puccinelii lembrou que, quando assumiu o Governo, o duodécimo dos Poderes consumia 19,2% e, depois de reduzir gastos, as despesas caíram para “16% da receita líquida do Estado”.
Ele insistiu que as declarações do 1º secretário da Assembleia foram mal interpretadas. “Quando ele falou, era de repasse para o Tribunal de Justiça e não para um desembargador. A restituição era do Ministério Público para o governo do Estado e não para um promotor”.
Puccinelli defendeu ainda a realização de nova eleição em Dourados e disse que não pretende fazer intervenção no município.
A inauguração da usina teve a presença de poucos políticos, entre eles, o senador Delcídio do Amaral (PT) e o deputado estadual Zé Teixeira (DEM).

Esclarecimento
O Governo do Estado divulgou terça-feira, às 22h40min, nota de esclarecimento afirmando que todos os repasses de recursos aos Poderes “são oficiais e documentados” e “não há repasse ou ‘retorno’ mensal de recursos feitos a Desembargadores, Procuradores de Justiça ou ao Governador”.
Segundo a nota publicada no site oficial do Governo, os documentos que comprovam as alegações “estão à disposição da sociedade e dos órgãos fiscalizadores”. O Executivo informou que “tomará todas as medidas legais cabíveis”, mas, procurada, a assessoria de comunicação não detalhou quais.

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