O PMDB de Mato Grosso do Sul está dividido no apoio à candidatura de José Serra (PSDB) à Presidência da República. O governador reeleito André Puccinelli (PMDB) declarou a sua decisão de manter apoio ao tucano, mas já prevê a vitória da petista Dilma Rousseff. No entato, não prometeu o seu envolvimento de “corpo e alma” para ajudar Serra a vencer a petista. A vice-governadora eleita Simone Tebet (PMDB), por questão de coerência, defende continuar com Serra, mas admitiu não haver nenhuma definição sobre o rumo do PMDB no segundo turno da sucessão presidencial.
No primeiro turno, o PMDB declarou apoio a Serra porque tinha o PT como adversário na sucessão estadual. Hoje, o quadro é diferente. O presidente nacional do partido e candidato a vice de Dilma, deputado Michel Temer (SP), deverá convencer André a apoiar a petista em favor de um projeto nacional do partido.
O PMDB de Mato Grosso do Sul não deverá demorar muito para apontar quem irá apoiar na sucessão presidencial. “Dentro de 48 horas essa resposta vai ser definitiva”, disse Simone. Segundo ela, a definição sairá de reunião do partido.
Como defende apoio a Serra, Simone sinalizou mudança de posição se o PMDB decidir por apoio a Dilma. “Sou apenas um soldado do PMDB e vou acatar o que a maioria decidir”, afirmou.
Governo de MS
Simone disse ainda, em entrevista ao Correio do Estado, que não teve tempo para conversar com o governador André Puccinelli a respeito de sua atuação no governo, a partir de janeiro de 2011.
“Temos tempo. Ele sabe que não vou exigir nada e que estarei ao lado dele, independente de qualquer cargo ou pasta que ocupar em seu governo”, declarou.
Ela destacou ainda que pretende ter participação ativa no Executivo, principalmente nas áreas que envolvam os municípios, especialmente nos setores da educação, social e no processo da industrialização. “Tive experiências muito positivas durante minha gestão como prefeita em Três Lagoas nas áreas sociais e de educação, além do desenvolvimento industrial”, afirmou.
Com relação ao futuro, Simone Tebet disse que pretende, sim, disputar o Senado em 2014, desde que o governador André Puccinelli não seja candidato. “Se ele decidir continuar sua carreira política, vou apoiá-lo como candidato a senador. “Ainda é cedo para falar sobre o assunto. Temos um belo governo pela frente”.
Sobre a eleição do seu marido, Eduardo Rocha (PMDB), para deputado estadual, ela disse que “foi uma vitória para Três Lagoas, que agora, além dela, vai ter alguém com os olhos voltados para os problemas da cidade”.
Política
SEGUNDO TURNO
PMDB de MS está dividido entre apoio a Serra e Dilma
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