Política

Política

Derrotados nas urnas têm destino incerto

Derrotados nas urnas têm destino incerto

Redação

11/10/2010 - 01h00
Notícia sem imagem



Derrotados nas urnas, deputados começam a planejar suas vidas a partir de 2011, quando encerram-se os respectivos mandatos. A maioria não quer abandonar a política, mas já trabalha com a possibilidade de retomar a profissão na vida privada e pública, pelo menos até o próximo pleito.
Com 485.490 dos 1.392.464 votos válidos, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) não conseguiu garantir vaga de senador. Ele não esconde a tristeza, mas nem por isso pensa em desistir da vida política.
No entanto, antes quer um tempo para refletir sobre seu futuro. A dúvida é concorrer ou não à Prefeitura de Campo Grande, em 2012. “Preciso escutar meu partido e meus amigos”, ressaltou.
Segundo Dagoberto, seu futuro passa pela eleição de Dilma Rousseff (PT) a presidente da República. “Ela já me perguntou o que quero fazer”, contou, evidenciando a possibilidade de assumir um cargo no governo federal, caso a petista vença a eleição.
Se decidir disputar o comando da prefeitura da Capital, o parlamentar pode atuar em uma autarquia federal no Estado. “Caso contrário, fico em Brasília”, contou. “Segundo Luppi (presidente nacional do PDT, Carlos Luppi), o PDT pode me indicar para assumir um cargo no governo”, explicou.
Na hipótese de Dilma sair derrotada das urnas, Dagoberto deve voltar a atuar como procurador especial do Estado. “Sou concursado e posso voltar à Procuradoria”, frisou.
Também vive dilema em relação ao seu futuro o deputado estadual Youssif Domingos (PMDB). Apesar da derrota nas urnas, ele ainda alimenta esperança de continuar na Assembleia Legislativa. Para isso, dois parlamentares precisam deixar o Poder Legislativo. São cotados para atuar no governo de André Puccinelli (PMDB) os deputados Carlos Marun (PMDB), Júnior Mochi (PMDB) e Márcio Monteiro (PSDB).
No caso de abrir uma vaga, o primeiro a voltar para a Assembleia seria o deputado Professor Rinaldo (PSDB). Youssif vem na sequência.
Atuar no Governo do Estado é outro caminho que o peemedebista pode seguir. “Até agora, não tem nada sobre isso”, garantiu. “Qualquer coisa volto a advogar. Tenho meu escritório e a vida continua”, completou.
Os petistas Amarildo Cruz e Pedro Teruel também não conseguiram assegurar outro mandato de deputado estadual. Agora, Amarildo sonha com o comando de um órgão federal no Estado. “Se a Dilma vencer a eleição, existe a perspectiva de abrir espaço em uma autarquia federal”, comentou. Ele revelou contar com o apoio do senador Delcídio do Amaral (PT) e do deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT).
Apaixonado pelos movimentos sociais, Teruel não quer abandonar as parcerias construídas ao longo do seu mandato. “Vou continuar a fazer as mesmas coisas sem as mesmas ferramentas”, disse. “Não terei a tribuna da Assembleia, nem a estrutura de gabinete, mas vou continuar a trabalhar, pois amo atuar por justiça social”, acrescentou.

Crise

Nelsinho Trad aponta preocupação com crise no Paraguai e possíveis reflexos em MS

Presidente do país vizinho renunciou ao cargo em meio à crise

05/11/2026 15h44

Nelsinho Trad

Nelsinho Trad Saulo Cruz/Agência Senado

Continue Lendo...

Eleições 2026

Eleitor que faltou no 2º turno tem até 8 de janeiro para justificar o voto

Pessoas, de 18 a 69 anos, que viajaram, mudaram de cidade, ficaram doentes ou por qualquer outro motivo deixaram de votar, devem justificar o voto

05/11/2026 10h25

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica

Eleitor depositando seu voto na urna eletrônica Paulo Ribas

Continue Lendo...

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).